Os líderes do CDS, do PCP e do BE insistiram nas críticas no dia em que entrou em vigor o plano de austeridade
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, considerou ontem, no dia em que entrou em vigor o plano de austeridade, que o aumento de impostos decidido pelo Governo trará uma "contracção na economia" e que não "ajuda em nada a resolver a principal fractura do desemprego". Mas fez questão de salientar como vitória do seu partido a entrada em vigor do reembolso do IVA para 60 dias.
"A via de aumento de impostos sobre o trabalho tem um efeito recessivo sobre a economia, contrai a actividade económica, e paradoxalmente diminui a competitividade e diminui a receita", afirmou Paulo Portas, em conferência de imprensa. "Um aumento de impostos não ajuda em nada em resolver a principal fractura social que o país tem, a do desemprego", acrescentou o líder do CDS-PP, sublinhando o "apoio" que o PSD deu para a concretização "do segundo passo neste aumento".
Paulo Portas relembrou também que o "argumento" com que o Governo tem justificado esta subida do IVA em comparação com os outros países da União Europeia (UE) "não é verdadeiro". "A maioria dos países da UE decidiu cortar na despesa, o nosso decidiu aumentar impostos. Não há nenhum país da UE em 2010, excepto Portugal, e infelizmente, que tenha decidido aumentar ao mesmo tempo o imposto sobre o consumo e sobre o trabalho", afirmou.
O democrata-cristão lamentou ainda que o aumento do IVA se reflicta "nos produtos básicos para os mais desfavorecidos". "Tenho muita pena que seja possível aumentar o IVA em 20 por cento em produtos básicos como pão, leite e remédios, e não se tente fazer tabelas bem feitas, que separem os produtos essenciais daqueles que não o são", disse.
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Contudo, Paulo Portas não deixou passar em branco a "vitória do CDS" sobre a lei, que também entrou ontem em vigor, que obriga o Estado a devolver o IVA às empresas por um prazo de 60 dias, mas criticou o Governo por não dar despacho ao reembolso do IVA por 30 dias, às pequenas e médias empresas.
Também ontem, o coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, contestou "estas medidas recessivas" que também aumentarão "o desemprego e, por isso, haverá mais pessoas nestas filas dos centros de emprego às 5 e 6 da manhã". "Aumenta hoje [ontem] o IVA e os cerca de 500 milhões que o Governo quer ganhar de hoje até 31 de Dezembro já foram gastos, porque o Governo já pôs esse dinheiro, pagando aos bancos que tinham emprestado ao BPP. E o Banco Privado foi à falência", disse.
Já o PCP realizou ontem mais cem acções no âmbito da jornada "Contra o aumento dos preços e o roubo nos salários", no qual Jerónimo de Sousa, em Cacilhas, apelou para os "trabalhadores não baixarem os braços". "Se a relação laboral diminuir, na retirada do subsídio de desemprego, de Natal, das férias e se acharem [membros do Governo] que o povo ainda não está mal, eles vão carregar-nos ainda mais", declarou o secretário-geral do PCP.
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Os líderes do CDS, do PCP e do BE insistiram nas críticas no dia em que entrou em vigor o plano de austeridade
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, considerou ontem, no dia em que entrou em vigor o plano de austeridade, que o aumento de impostos decidido pelo Governo trará uma "contracção na economia" e que não "ajuda em nada a resolver a principal fractura do desemprego". Mas fez questão de salientar como vitória do seu partido a entrada em vigor do reembolso do IVA para 60 dias.
"A via de aumento de impostos sobre o trabalho tem um efeito recessivo sobre a economia, contrai a actividade económica, e paradoxalmente diminui a competitividade e diminui a receita", afirmou Paulo Portas, em conferência de imprensa. "Um aumento de impostos não ajuda em nada em resolver a principal fractura social que o país tem, a do desemprego", acrescentou o líder do CDS-PP, sublinhando o "apoio" que o PSD deu para a concretização "do segundo passo neste aumento".
Paulo Portas relembrou também que o "argumento" com que o Governo tem justificado esta subida do IVA em comparação com os outros países da União Europeia (UE) "não é verdadeiro". "A maioria dos países da UE decidiu cortar na despesa, o nosso decidiu aumentar impostos. Não há nenhum país da UE em 2010, excepto Portugal, e infelizmente, que tenha decidido aumentar ao mesmo tempo o imposto sobre o consumo e sobre o trabalho", afirmou.
O democrata-cristão lamentou ainda que o aumento do IVA se reflicta "nos produtos básicos para os mais desfavorecidos". "Tenho muita pena que seja possível aumentar o IVA em 20 por cento em produtos básicos como pão, leite e remédios, e não se tente fazer tabelas bem feitas, que separem os produtos essenciais daqueles que não o são", disse.
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Contudo, Paulo Portas não deixou passar em branco a "vitória do CDS" sobre a lei, que também entrou ontem em vigor, que obriga o Estado a devolver o IVA às empresas por um prazo de 60 dias, mas criticou o Governo por não dar despacho ao reembolso do IVA por 30 dias, às pequenas e médias empresas.
Também ontem, o coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, contestou "estas medidas recessivas" que também aumentarão "o desemprego e, por isso, haverá mais pessoas nestas filas dos centros de emprego às 5 e 6 da manhã". "Aumenta hoje [ontem] o IVA e os cerca de 500 milhões que o Governo quer ganhar de hoje até 31 de Dezembro já foram gastos, porque o Governo já pôs esse dinheiro, pagando aos bancos que tinham emprestado ao BPP. E o Banco Privado foi à falência", disse.
Já o PCP realizou ontem mais cem acções no âmbito da jornada "Contra o aumento dos preços e o roubo nos salários", no qual Jerónimo de Sousa, em Cacilhas, apelou para os "trabalhadores não baixarem os braços". "Se a relação laboral diminuir, na retirada do subsídio de desemprego, de Natal, das férias e se acharem [membros do Governo] que o povo ainda não está mal, eles vão carregar-nos ainda mais", declarou o secretário-geral do PCP.