322As taxas de juro das obrigações portuguesas a dez anos chegaram aos 7,448 por cento às 9h55, segundo a informação da agência Reuters, que o PÚBLICO utiliza, com a margem (spread) face aos juros alemães a situar-se em 477,6 pontos base.
Esta valor de juros, que resulta do preço a que os títulos de dívida são transaccionados no mercado, estavam acima do valor de fecho de ontem (7,205%) e do máximo desde que há euro, no dia 11, de 7,376 por cento no fecho, mas ainda abaixo do pico de mais de 7,5 por cento alcançado por momentos durante esse dia.
A margem face às obrigações alemãs também subia face ao fecho de ontem (448,100 pontos-base), mas estavam a abaixo do máximo de 493,4 desde que há euro, também no dia 11 deste mês.
O valor dos juros a dez anos para a dívida pública espanhola constituíam àquela hora um máximo desde o ano 2000, depois de ontem terem fechado nos 5,474 por cento.
As taxas a dez anos da dívida espanhola implícitas no mercado secundário têm subido acentuadamente desde dia 15, quando fecharam em 4,516 por cento, e estão já claramente acima do nível médio praticado nos empréstimos de resgate concedidos pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira com o FMI acoplado, que é de cerca de cinco por cento para a Grécia e 5,7 por cento para a Irlanda.
A subida dos juros da dívida portuguesa desde meados de Outubro, e que nas últimas semanas se têm mantido quase sempre acima do nível de sete por cento, considerado crítico pelo ministro das Finanças, tem levado muitos especialistas a darem como certa a necessidade de recurso a o financiamento europeu de do FMI, pois no início do próximo ano o país tem grandes necessidades de financiamento externo.
Porém, a evolução dos últimos dias tem levado a uma cada vez maior insistência na ideia de que a Espanha poderá não conseguir também fugir à necessidade de ajuda externa, o que põe à prova de maneira mais dura o futuro do euro.
Por seu lado, os juros da Itália têm também subido fortemente desde meados de Outubro, quando começou esta crise de Outono da dívida pública europeia (que levou já à intervenção de Bruxelas, do BCE e do FMI na Irlanda), tendência que esta manhã se acentuava.
Os juros da dívida italiana a dez anos subiam hoje para níveis já não muito distantes dos cinco por cento, estando em 4,722 por cento perto das 10h, o que constitui um máximo desde meados do ano passado e uma subida de 13,6 por cento desde os 4,156 por cento do valor de fecho no dia 22. O spread face aos títulos alemães era de 202,5 pontos-base.
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322As taxas de juro das obrigações portuguesas a dez anos chegaram aos 7,448 por cento às 9h55, segundo a informação da agência Reuters, que o PÚBLICO utiliza, com a margem (spread) face aos juros alemães a situar-se em 477,6 pontos base.
Esta valor de juros, que resulta do preço a que os títulos de dívida são transaccionados no mercado, estavam acima do valor de fecho de ontem (7,205%) e do máximo desde que há euro, no dia 11, de 7,376 por cento no fecho, mas ainda abaixo do pico de mais de 7,5 por cento alcançado por momentos durante esse dia.
A margem face às obrigações alemãs também subia face ao fecho de ontem (448,100 pontos-base), mas estavam a abaixo do máximo de 493,4 desde que há euro, também no dia 11 deste mês.
O valor dos juros a dez anos para a dívida pública espanhola constituíam àquela hora um máximo desde o ano 2000, depois de ontem terem fechado nos 5,474 por cento.
As taxas a dez anos da dívida espanhola implícitas no mercado secundário têm subido acentuadamente desde dia 15, quando fecharam em 4,516 por cento, e estão já claramente acima do nível médio praticado nos empréstimos de resgate concedidos pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira com o FMI acoplado, que é de cerca de cinco por cento para a Grécia e 5,7 por cento para a Irlanda.
A subida dos juros da dívida portuguesa desde meados de Outubro, e que nas últimas semanas se têm mantido quase sempre acima do nível de sete por cento, considerado crítico pelo ministro das Finanças, tem levado muitos especialistas a darem como certa a necessidade de recurso a o financiamento europeu de do FMI, pois no início do próximo ano o país tem grandes necessidades de financiamento externo.
Porém, a evolução dos últimos dias tem levado a uma cada vez maior insistência na ideia de que a Espanha poderá não conseguir também fugir à necessidade de ajuda externa, o que põe à prova de maneira mais dura o futuro do euro.
Por seu lado, os juros da Itália têm também subido fortemente desde meados de Outubro, quando começou esta crise de Outono da dívida pública europeia (que levou já à intervenção de Bruxelas, do BCE e do FMI na Irlanda), tendência que esta manhã se acentuava.
Os juros da dívida italiana a dez anos subiam hoje para níveis já não muito distantes dos cinco por cento, estando em 4,722 por cento perto das 10h, o que constitui um máximo desde meados do ano passado e uma subida de 13,6 por cento desde os 4,156 por cento do valor de fecho no dia 22. O spread face aos títulos alemães era de 202,5 pontos-base.