PSP perseguiu e abateu um homem, no Lumiar, que conduzia uma camioneta de mercadorias desviada no Restelo. Sistema GPS ajudou a localizá-la. Um agente ficou ferido, sem gravidade
Aquilo que começou por ser um controlo policial - a PSP mandou parar uma camioneta que teria sido furtada - acabou na morte de um dos ocupantes da viatura. O condutor foi ontem atingido por um disparo da polícia e a viatura, descontrolada, embateu num muro, na Azinhaga da Cidade, no Lumiar, Lisboa. Eram 12h45, segundo a PSP. O comando metropolitano de Lisboa abriu um inquérito para apurar os contornos desta que é a primeira morte do ano provocada por um tiro da polícia em Portugal.
A viatura, uma Mitsubishi Canter, pertence a uma empresa transportadora, a RB Transportes, e teria sido furtada, cerca das 11h30, no Restelo. Nela seguiam dois homens quando, uma hora mais tarde, foi detectada pela PSP, na zona da Musgueira. Depois de confirmar na base policial que se tratava da camioneta furtada no Restelo, a polícia encetou então uma perseguição "vindo-se a cessar a operação (...) com a imobilização da viatura e dos suspeitos do crime", relatou a PSP, a meio da tarde, através de um comunicado, que não adianta pormenores sobre o que se terá passado, limitando-se a acrescentar que "um dos suspeitos veio a falecer".
Por outro lado, um agente da PSP sofreu contusões por ter sido arrastado quando tentou abordar a carrinha que se pôs em fuga. Sofreu ferimentos ligeiros, tratados no local pelo INEM.
Sobrevivente não foi detido
O melhor do Público no email Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público. Subscrever ×
Fonte da PSP adiantou ao PÚBLICO que a vítima mortal aparentava ter 40 anos e continuava, ao fim da tarde, por identificar, já que não tinha com ele qualquer documento. O outro homem - que, segundo a mesma fonte,tem 26 anos - não foi detido porque não terá participado no furto da carrinha. A PSP desconhece se os dois homens que seguiam na viatura se conheciam. Nem consegue explicar o furto da carrinha de transporte de cosméticos e produtos de cabeleireiro.
Um representante da transportadora, Fernando Silva, que representou a empresa no local do incidente, conta que um funcionário deixou a chave na carrinha enquanto fazia uma entrega de cosméticos numa loja do Restelo. "Quando voltou, a carrinha já não estava lá", mas graças ao sistema GPS com que as carrinhas da RB Transportes estão equipadas foi possível localizar a viatura e comunicar essa informação às autoridades.
Por volta das 15h ainda todo o aparato à volta da carrinha estava montado. O perímetro de segurança era grande - a PSP, com as suas próprias viaturas, cercou o local onde a Mitsubishi parou. O cadáver foi removidopara o Instituto de Medicina Legal quase duas horas e meia depois.
A zona é pouco movimentada e, pelo que o PÚBLICO apurou, apenas uma pessoa testemunhou o incidente: um trabalhador de uma oficina, que disse que não conseguiu perceber o que se passou ao certo. A Polícia Judiciária esteve no local e assumiu a investigação do caso.
Categorias
Entidades
PSP perseguiu e abateu um homem, no Lumiar, que conduzia uma camioneta de mercadorias desviada no Restelo. Sistema GPS ajudou a localizá-la. Um agente ficou ferido, sem gravidade
Aquilo que começou por ser um controlo policial - a PSP mandou parar uma camioneta que teria sido furtada - acabou na morte de um dos ocupantes da viatura. O condutor foi ontem atingido por um disparo da polícia e a viatura, descontrolada, embateu num muro, na Azinhaga da Cidade, no Lumiar, Lisboa. Eram 12h45, segundo a PSP. O comando metropolitano de Lisboa abriu um inquérito para apurar os contornos desta que é a primeira morte do ano provocada por um tiro da polícia em Portugal.
A viatura, uma Mitsubishi Canter, pertence a uma empresa transportadora, a RB Transportes, e teria sido furtada, cerca das 11h30, no Restelo. Nela seguiam dois homens quando, uma hora mais tarde, foi detectada pela PSP, na zona da Musgueira. Depois de confirmar na base policial que se tratava da camioneta furtada no Restelo, a polícia encetou então uma perseguição "vindo-se a cessar a operação (...) com a imobilização da viatura e dos suspeitos do crime", relatou a PSP, a meio da tarde, através de um comunicado, que não adianta pormenores sobre o que se terá passado, limitando-se a acrescentar que "um dos suspeitos veio a falecer".
Por outro lado, um agente da PSP sofreu contusões por ter sido arrastado quando tentou abordar a carrinha que se pôs em fuga. Sofreu ferimentos ligeiros, tratados no local pelo INEM.
Sobrevivente não foi detido
O melhor do Público no email Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público. Subscrever ×
Fonte da PSP adiantou ao PÚBLICO que a vítima mortal aparentava ter 40 anos e continuava, ao fim da tarde, por identificar, já que não tinha com ele qualquer documento. O outro homem - que, segundo a mesma fonte,tem 26 anos - não foi detido porque não terá participado no furto da carrinha. A PSP desconhece se os dois homens que seguiam na viatura se conheciam. Nem consegue explicar o furto da carrinha de transporte de cosméticos e produtos de cabeleireiro.
Um representante da transportadora, Fernando Silva, que representou a empresa no local do incidente, conta que um funcionário deixou a chave na carrinha enquanto fazia uma entrega de cosméticos numa loja do Restelo. "Quando voltou, a carrinha já não estava lá", mas graças ao sistema GPS com que as carrinhas da RB Transportes estão equipadas foi possível localizar a viatura e comunicar essa informação às autoridades.
Por volta das 15h ainda todo o aparato à volta da carrinha estava montado. O perímetro de segurança era grande - a PSP, com as suas próprias viaturas, cercou o local onde a Mitsubishi parou. O cadáver foi removidopara o Instituto de Medicina Legal quase duas horas e meia depois.
A zona é pouco movimentada e, pelo que o PÚBLICO apurou, apenas uma pessoa testemunhou o incidente: um trabalhador de uma oficina, que disse que não conseguiu perceber o que se passou ao certo. A Polícia Judiciária esteve no local e assumiu a investigação do caso.