Terra dos Espantos: "The big problem"

04-08-2010
marcar artigo


Uma das questões que mais tem preocupado, ultimamente, alguma pretensa elite nacional, (sendo de destacar, neste particular, Clara Ferreira Alves com as suas intervenções no "Eixo do Mal") centra-se no pagamento ou não pagamento pela Assembleia da República do custo das viagens da deputada Inês Medeiros, de e para o seu local de residência.Não há qualquer dúvida de que a deputada tem a sua residência estabelecida  em França e mais propriamente, em Paris, se não estou em erro. Assim sendo, uma vez que, à data da candidatura, já essa situação era conhecida e sabendo-se que o pagamento aos deputados do custo das viagens entre a sede da Assembleia da República e a sua residência, faz parte das regras estabelecidas, pergunto-me onde está o problema.Suponho que "the big problem" reside no facto de o custo das viagens, ser, no caso da deputada Inês Medeiros, superior ao dos restantes deputados e, pagando-se à deputada Inês Medeiros, estaria a abrir-se um precedente. Confesso que não sei se o custo das viagens entre Lisboa e Paris será muito superior ao das viagens entre Lisboa e os Açores ou a Madeira, p.e, mas admito que a diferença não seja assim por aí além. Seja, porém, assim ou seja assado, a meu ver e salvo o devido respeito, só existe problema, porque vivemos num país onde se cultiva a mesquinhice. E da qual nem sequer nos apercebemos: a ter-se em conta o custo das viagens dos deputados, só poderiam candidatar-se os/as cidadãos/cidadãs residentes na Rua de S. Bento.E, ainda que mal pergunte: onde está a novidade? Não pagamos já as viagens dos deputados ao Parlamento Europeu?Dir-se-á que, neste caso, não é a Assembleia da República o pagador, porque quem paga é o Parlamento Europeu. Mas será que o pagador não é, afinal, sempre o mesmo ? O contribuinte.
(Imagem daqui)


Uma das questões que mais tem preocupado, ultimamente, alguma pretensa elite nacional, (sendo de destacar, neste particular, Clara Ferreira Alves com as suas intervenções no "Eixo do Mal") centra-se no pagamento ou não pagamento pela Assembleia da República do custo das viagens da deputada Inês Medeiros, de e para o seu local de residência.Não há qualquer dúvida de que a deputada tem a sua residência estabelecida  em França e mais propriamente, em Paris, se não estou em erro. Assim sendo, uma vez que, à data da candidatura, já essa situação era conhecida e sabendo-se que o pagamento aos deputados do custo das viagens entre a sede da Assembleia da República e a sua residência, faz parte das regras estabelecidas, pergunto-me onde está o problema.Suponho que "the big problem" reside no facto de o custo das viagens, ser, no caso da deputada Inês Medeiros, superior ao dos restantes deputados e, pagando-se à deputada Inês Medeiros, estaria a abrir-se um precedente. Confesso que não sei se o custo das viagens entre Lisboa e Paris será muito superior ao das viagens entre Lisboa e os Açores ou a Madeira, p.e, mas admito que a diferença não seja assim por aí além. Seja, porém, assim ou seja assado, a meu ver e salvo o devido respeito, só existe problema, porque vivemos num país onde se cultiva a mesquinhice. E da qual nem sequer nos apercebemos: a ter-se em conta o custo das viagens dos deputados, só poderiam candidatar-se os/as cidadãos/cidadãs residentes na Rua de S. Bento.E, ainda que mal pergunte: onde está a novidade? Não pagamos já as viagens dos deputados ao Parlamento Europeu?Dir-se-á que, neste caso, não é a Assembleia da República o pagador, porque quem paga é o Parlamento Europeu. Mas será que o pagador não é, afinal, sempre o mesmo ? O contribuinte.
(Imagem daqui)

marcar artigo