O computador pessoal é um gastador de energia e metade da que lhe é fornecida acaba desperdiçada. O aviso é de uma coligação de várias empresas informáticas, a Climate Savers Computing Initiative (Iniciativa Climática para a Poupança Informática www.climatesaverscomputing.org), o World Wildlife Fund e a Agência para a Protecção Ambiental norte-americana, lançada pela Google e pela fabricante de microprocessadores Intel, num esforço de contenção energética e na emissão de gases de efeito de estufa.O alerta é tanto mais oportuno quanto se calcula que no final de 2008 estejam em utilização mundial mais de mil milhões de computadores, e mais de dois mil milhões em 2015, devido a mercados emergentes como o Brasil, Rússia, Índia e China, responsáveis pela utilização de 775 milhões de novos computadores nessa altura.A iniciativa pretende conseguir uma eficiência energética de 93% nas fontes de alimentação até 2010 (contra os 80% para este ano) que, “a ser atingida, reduzirá as emissões de gás de efeito de estufa em 54 milhões de toneladas por ano - e fará poupar 5500 milhões de dólares em custos energéticos”. A organização afirma que em 2010 poderá eliminar o equivalente a retirar mais de 11 milhões de veículos das estradas.Mas há quem veja neste tipo de atitude uma simples estratégia de marketing. Num artigo publicado esta semana na revista ComputerWorld, afirma-se que “há dinheiro na história ecológica”, dado que se essa “história vender, tornando-a ecológica e interessante” para o mercado, “acaba-se por ganhar dinheiro com isso”.Aí está, a explicação é simples: os gestores apenas compram um produto ecológico se ele permitir reduções de custo e propiciar retorno do investimento. Ou seja, o factor custo é o essencial e não as preocupações com as emissões de dióxido de carbono que sejam produzidas pela electricidade usada nos equipamentos informáticos e de telecomunicações. O lucro sobrepõe-se ao desenvolvimento sustentável.Ver http://dn.sapo.pt/2007/07/21/sociedade/como_travar_a_poluicao_computadores.html
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O computador pessoal é um gastador de energia e metade da que lhe é fornecida acaba desperdiçada. O aviso é de uma coligação de várias empresas informáticas, a Climate Savers Computing Initiative (Iniciativa Climática para a Poupança Informática www.climatesaverscomputing.org), o World Wildlife Fund e a Agência para a Protecção Ambiental norte-americana, lançada pela Google e pela fabricante de microprocessadores Intel, num esforço de contenção energética e na emissão de gases de efeito de estufa.O alerta é tanto mais oportuno quanto se calcula que no final de 2008 estejam em utilização mundial mais de mil milhões de computadores, e mais de dois mil milhões em 2015, devido a mercados emergentes como o Brasil, Rússia, Índia e China, responsáveis pela utilização de 775 milhões de novos computadores nessa altura.A iniciativa pretende conseguir uma eficiência energética de 93% nas fontes de alimentação até 2010 (contra os 80% para este ano) que, “a ser atingida, reduzirá as emissões de gás de efeito de estufa em 54 milhões de toneladas por ano - e fará poupar 5500 milhões de dólares em custos energéticos”. A organização afirma que em 2010 poderá eliminar o equivalente a retirar mais de 11 milhões de veículos das estradas.Mas há quem veja neste tipo de atitude uma simples estratégia de marketing. Num artigo publicado esta semana na revista ComputerWorld, afirma-se que “há dinheiro na história ecológica”, dado que se essa “história vender, tornando-a ecológica e interessante” para o mercado, “acaba-se por ganhar dinheiro com isso”.Aí está, a explicação é simples: os gestores apenas compram um produto ecológico se ele permitir reduções de custo e propiciar retorno do investimento. Ou seja, o factor custo é o essencial e não as preocupações com as emissões de dióxido de carbono que sejam produzidas pela electricidade usada nos equipamentos informáticos e de telecomunicações. O lucro sobrepõe-se ao desenvolvimento sustentável.Ver http://dn.sapo.pt/2007/07/21/sociedade/como_travar_a_poluicao_computadores.html