Igreja enaltece “grande criador da língua portuguesa” mas lamenta “balizamentos ideológicos”

20-06-2010
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Ao mesmo tempo, o texto refere que “o cristianismo e o texto bíblico interessaram muito ao autor como objecto para a sua livre recriação literária” e que nessa “exigência e beleza” há uma “aproximação” que o SNPC sublinha. Mas o secretariado católico lamenta “que ela nem sempre fosse levada mais longe, e de forma mais desprendida de balizamentos ideológicos”.

Na apresentação do seu último livro, “Caim”, José Saramago afirmara que a Bíblia “tem coisas admiráveis do ponto de vista literário” e “muita coisa que vale a pena ler” . O escritor referiu concretamente o livro dos Salmos, com páginas “belíssimas”, o Cântico dos Cânticos, ou a parábola do semeador contada por Jesus; e admitiu que muitos dos valores que tinha interiorizados são “valores cristãos”. Dias antes, também a propósito de “Caim”, Saramago afirmara que a Bíblia era um “manual de maus costumes”.

Num DVD gravado pelo maestro e músico catalão Jordi Savall, em que é tocada a peça de Joseph Haydn “As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz”, Saramago faz comentários a cada um dos capítulos, em que coloca várias questões de índole pessoal sobre a existência de Deus.

Na apresentação de “Caim”, comparando a sua obra e a Bíblia, Saramago acrescentava: “A Bíblia é um livro sagrado e, que eu saiba, nenhum dos meus romances é sagrado. A Bíblia tem coisas admiráveis do ponto de vista literário.”. Entre elas, estavam os Salmos, o Cântico dos Cânticos, o Pentateuco e o Novo Testamento.

Saramago confessava ainda sentir-se espicaçado pela Bíblia, cujo texto integra o seu património cultural, ao contrário do Alcorão, que não irá merecer a sua atenção literária. A temática religiosa está presente na obra de Saramago, nomeadamente em títulos como O Evangelho Segundo Jesus Cristo, In Nomine Dei ou A Segunda Vida de Francisco de Assis.

No documento do SNPC, divulgado esta tarde, a estrutura da Igreja Católica acrescenta que José Saramago “ampliou o inestimável património que a literatura representa, capaz de espelhar profundamente a condição humana nas suas buscas, incertezas e vislumbres”.

“Mas a vivacidade do debate que a sua importante obra instaura, em nada diminui o dever da cordialidade de um encontro cultural que, acreditamos, só pode ser gerado na abertura e na diferença”, conclui o texto.

Ao mesmo tempo, o texto refere que “o cristianismo e o texto bíblico interessaram muito ao autor como objecto para a sua livre recriação literária” e que nessa “exigência e beleza” há uma “aproximação” que o SNPC sublinha. Mas o secretariado católico lamenta “que ela nem sempre fosse levada mais longe, e de forma mais desprendida de balizamentos ideológicos”.

Na apresentação do seu último livro, “Caim”, José Saramago afirmara que a Bíblia “tem coisas admiráveis do ponto de vista literário” e “muita coisa que vale a pena ler” . O escritor referiu concretamente o livro dos Salmos, com páginas “belíssimas”, o Cântico dos Cânticos, ou a parábola do semeador contada por Jesus; e admitiu que muitos dos valores que tinha interiorizados são “valores cristãos”. Dias antes, também a propósito de “Caim”, Saramago afirmara que a Bíblia era um “manual de maus costumes”.

Num DVD gravado pelo maestro e músico catalão Jordi Savall, em que é tocada a peça de Joseph Haydn “As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz”, Saramago faz comentários a cada um dos capítulos, em que coloca várias questões de índole pessoal sobre a existência de Deus.

Na apresentação de “Caim”, comparando a sua obra e a Bíblia, Saramago acrescentava: “A Bíblia é um livro sagrado e, que eu saiba, nenhum dos meus romances é sagrado. A Bíblia tem coisas admiráveis do ponto de vista literário.”. Entre elas, estavam os Salmos, o Cântico dos Cânticos, o Pentateuco e o Novo Testamento.

Saramago confessava ainda sentir-se espicaçado pela Bíblia, cujo texto integra o seu património cultural, ao contrário do Alcorão, que não irá merecer a sua atenção literária. A temática religiosa está presente na obra de Saramago, nomeadamente em títulos como O Evangelho Segundo Jesus Cristo, In Nomine Dei ou A Segunda Vida de Francisco de Assis.

No documento do SNPC, divulgado esta tarde, a estrutura da Igreja Católica acrescenta que José Saramago “ampliou o inestimável património que a literatura representa, capaz de espelhar profundamente a condição humana nas suas buscas, incertezas e vislumbres”.

“Mas a vivacidade do debate que a sua importante obra instaura, em nada diminui o dever da cordialidade de um encontro cultural que, acreditamos, só pode ser gerado na abertura e na diferença”, conclui o texto.

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