Compromissos de honra

01-06-2010
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Houve quem aproveitasse todo e qualquer post que escrevi no Rua Direita para comentar que um voto no CDS era um voto no PS e que apenas o voto no PSD impediria entendimentos com os socialistas que os eternizassem no Governo. Lembro-me abruptamente do tric, por exemplo. Mas outros houve que preferiram ignorar a aproximação ideológica entre PS e PSD que dificulta a alternativa política.

Pergunto-me por onde andarão agora esses comentadores anónimos e que comentários estarão a fazer aos pactos e entendimentos, ou até compromissos de honra, mais ou menos secretos, entre PS e PSD, que levam mesmo a que se adiem medidas importantes para aliviar a vida das empresas.

E se é certo, como diz o Nuno Gouveia, que é o CDS que vai ser beneficiado com esta imersão socialista do PSD, não menos verdade é que enquanto o PSD continuar nesta legítima aventura social-democrata o CDS não conseguirá no médio prazo construir uma alternativa que afaste o socialismo do poder. De tal forma que o maior problema político do país começa já a deixar de ser o PS (que entra no seu segundo mandato em natural desgaste) para ser o próprio PSD (que insiste em não perceber a invasão socialista do seu campo e em não construir a alternativa que beneficie do desgaste do PS).

Houve quem aproveitasse todo e qualquer post que escrevi no Rua Direita para comentar que um voto no CDS era um voto no PS e que apenas o voto no PSD impediria entendimentos com os socialistas que os eternizassem no Governo. Lembro-me abruptamente do tric, por exemplo. Mas outros houve que preferiram ignorar a aproximação ideológica entre PS e PSD que dificulta a alternativa política.

Pergunto-me por onde andarão agora esses comentadores anónimos e que comentários estarão a fazer aos pactos e entendimentos, ou até compromissos de honra, mais ou menos secretos, entre PS e PSD, que levam mesmo a que se adiem medidas importantes para aliviar a vida das empresas.

E se é certo, como diz o Nuno Gouveia, que é o CDS que vai ser beneficiado com esta imersão socialista do PSD, não menos verdade é que enquanto o PSD continuar nesta legítima aventura social-democrata o CDS não conseguirá no médio prazo construir uma alternativa que afaste o socialismo do poder. De tal forma que o maior problema político do país começa já a deixar de ser o PS (que entra no seu segundo mandato em natural desgaste) para ser o próprio PSD (que insiste em não perceber a invasão socialista do seu campo e em não construir a alternativa que beneficie do desgaste do PS).

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