Secretário de Estado do Comércio disse que o grupo sueco, por causa das dificuldades processuais e burocráticas, chegou a ponderar sair de Portugal
O grupo IKEA vai criar uma nova loja em Loulé, no Algarve, associada a um centro comercial e a um retaill park. O objectivo é captar clientes de toda a região, mas também de uma parte do Baixo Alentejo e do Sul de Espanha (a loja mais próxima situa-se em Sevilha). O projecto, estimado em 300 milhões de euros, vai obrigar a criar um conjunto de infra-estruturas rodoviárias, na zona do Parque das Cidades/Estádio Algarve, e uma alteração do Plano Director Municipal (PDM) para que a grande superfície fique integrada na zona urbana de Loulé.
O secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, ontem, nos paços do concelho, assinou um protocolo que marca o arranque do processo. A Câmara Municipal de Loulé definiu a localização, criando assim as condições para desenvolver o plano.
A inauguração da nova loja do grupo sueco está prevista para 2015. A directora-geral do grupo sueco em Portugal, Kristina Johansson, declarou que "a assinatura deste contrato marca um passo muito importante para a efectivação do plano de expansão do IKEA em Portugal".
Serrasqueiro, por seu lado, lembrou que logo que tomou posse viu-se confrontado com "a possibilidade de retirada do IKEA de Portugal" devido às dificuldades processuais e burocráticas que lhe foram colocadas.
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No que diz respeito à instalação da nova loja em Loulé, onde se prevê a criação 3 mil postos de trabalho directos e indirectos, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, João Faria, disse ao PÚBLICO que não é necessário esperar pela aprovação do novo PDM para desenvolver o plano de urbanização (PU), mas coloca algumas condicionantes. "Terá que ser construído um nó rodoviário de ligação à Via do Infante. O espaço que vai desde o matadouro regional (desactivado) até ao Parque das Cidades, passando pela zona industrial do Esteval, também tem de ser integrado no PU." Ao nível da classificação do solo, adiantou que existe uma parcela de terreno agrícola, "mas não é uma questão problemática, porque não é classe A".
O grupo Auchan, entretanto, tornou público a intenção de também fazer um investimento no concelho de Loulé, na ordem dos 400 milhões de euros, ao lado da loja do IKEA.
O secretário de Estado do Comércio explicou que o "grupo Auchan só constrói", se o IKEA "for com ele, mas o outro [IKEA] não quer". O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Seruca Emídio, observou: "Estávamos em risco de perder o IKEA e este é um projecto diferenciador no maior concelho do Algarve e mais central."
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Secretário de Estado do Comércio disse que o grupo sueco, por causa das dificuldades processuais e burocráticas, chegou a ponderar sair de Portugal
O grupo IKEA vai criar uma nova loja em Loulé, no Algarve, associada a um centro comercial e a um retaill park. O objectivo é captar clientes de toda a região, mas também de uma parte do Baixo Alentejo e do Sul de Espanha (a loja mais próxima situa-se em Sevilha). O projecto, estimado em 300 milhões de euros, vai obrigar a criar um conjunto de infra-estruturas rodoviárias, na zona do Parque das Cidades/Estádio Algarve, e uma alteração do Plano Director Municipal (PDM) para que a grande superfície fique integrada na zona urbana de Loulé.
O secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, ontem, nos paços do concelho, assinou um protocolo que marca o arranque do processo. A Câmara Municipal de Loulé definiu a localização, criando assim as condições para desenvolver o plano.
A inauguração da nova loja do grupo sueco está prevista para 2015. A directora-geral do grupo sueco em Portugal, Kristina Johansson, declarou que "a assinatura deste contrato marca um passo muito importante para a efectivação do plano de expansão do IKEA em Portugal".
Serrasqueiro, por seu lado, lembrou que logo que tomou posse viu-se confrontado com "a possibilidade de retirada do IKEA de Portugal" devido às dificuldades processuais e burocráticas que lhe foram colocadas.
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No que diz respeito à instalação da nova loja em Loulé, onde se prevê a criação 3 mil postos de trabalho directos e indirectos, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, João Faria, disse ao PÚBLICO que não é necessário esperar pela aprovação do novo PDM para desenvolver o plano de urbanização (PU), mas coloca algumas condicionantes. "Terá que ser construído um nó rodoviário de ligação à Via do Infante. O espaço que vai desde o matadouro regional (desactivado) até ao Parque das Cidades, passando pela zona industrial do Esteval, também tem de ser integrado no PU." Ao nível da classificação do solo, adiantou que existe uma parcela de terreno agrícola, "mas não é uma questão problemática, porque não é classe A".
O grupo Auchan, entretanto, tornou público a intenção de também fazer um investimento no concelho de Loulé, na ordem dos 400 milhões de euros, ao lado da loja do IKEA.
O secretário de Estado do Comércio explicou que o "grupo Auchan só constrói", se o IKEA "for com ele, mas o outro [IKEA] não quer". O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Seruca Emídio, observou: "Estávamos em risco de perder o IKEA e este é um projecto diferenciador no maior concelho do Algarve e mais central."