Há menos desempregados do que em Junho e as novas inscrições caíram 13,8 por cento face a idêntico período do ano passado, o maior recuo desde o início da crise em 2008.
De acordo com os dados ontem divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), 51.829 pessoas dirigiram-se pela primeira vez aos centros de emprego para se declararem desempregadas ao longo do mês de Julho, menos do que em período idêntico de 2009. O boletim mensal do IEFP mostra um aumento de 12,5 por cento face a Junho, mas uma análise mais detalhada dos dados revela que, em regra, as novas inscrições sobem sempre entre estes dois meses.
O fim de trabalho não permanente e os despedimentos continuam a ser as principais razões do desmeprego invocadas pelos trabalhadores que se dirigiram pela primeira vez ao centro de emprego, mas, ainda assim, nota-se um recuo significativo face aos recordes atingidos no ano passado.
Olhando para evolução anual do desemprego, o IEFP nota que o desemprego subiu mais entre os homens do que nas mulheres e recuou ligeiramente nos jovens. Verifica-se ainda um aumento do número de inscritos há mais de um ano. Em Julho de 2010 havia 221.318 desempregados de longa duração, mais 37,2 por cento do que em idêntico mês do ano passado. O desemprego aumentou em todas as regiões, principalmente nos Açores (27,7 por cento) e no Algarve (24,5 por cento).
Para Francisco Madelino, presidente do IEFP, os dados divulgados ontem "correspondem a uma descida pelo quarto mês consecutivo, e nesse sentido são positivos". Porém, reconhece, "o desemprego continua com um valor elevado na sociedade portuguesa e só com a consolidação do crescimento económico é que se poderá criar uma situação mais positiva".
Na passada terça-feira, o Instituto Nacional de Estatística divulgou a taxa de desemprego no segundo trimestre de 2010, que se manteve nos 10,6 por cento. Porém, as estatísticas dão conta de um forte aumento do desemprego de longa duração, que aumentou 38,7 por cento e já afecta mais de metade dos 590 mil desempregados, e de um recuo do emprego, dois sinais que revelam a persistência das dificuldades no mercado de trabalho.
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Há menos desempregados do que em Junho e as novas inscrições caíram 13,8 por cento face a idêntico período do ano passado, o maior recuo desde o início da crise em 2008.
De acordo com os dados ontem divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), 51.829 pessoas dirigiram-se pela primeira vez aos centros de emprego para se declararem desempregadas ao longo do mês de Julho, menos do que em período idêntico de 2009. O boletim mensal do IEFP mostra um aumento de 12,5 por cento face a Junho, mas uma análise mais detalhada dos dados revela que, em regra, as novas inscrições sobem sempre entre estes dois meses.
O fim de trabalho não permanente e os despedimentos continuam a ser as principais razões do desmeprego invocadas pelos trabalhadores que se dirigiram pela primeira vez ao centro de emprego, mas, ainda assim, nota-se um recuo significativo face aos recordes atingidos no ano passado.
Olhando para evolução anual do desemprego, o IEFP nota que o desemprego subiu mais entre os homens do que nas mulheres e recuou ligeiramente nos jovens. Verifica-se ainda um aumento do número de inscritos há mais de um ano. Em Julho de 2010 havia 221.318 desempregados de longa duração, mais 37,2 por cento do que em idêntico mês do ano passado. O desemprego aumentou em todas as regiões, principalmente nos Açores (27,7 por cento) e no Algarve (24,5 por cento).
Para Francisco Madelino, presidente do IEFP, os dados divulgados ontem "correspondem a uma descida pelo quarto mês consecutivo, e nesse sentido são positivos". Porém, reconhece, "o desemprego continua com um valor elevado na sociedade portuguesa e só com a consolidação do crescimento económico é que se poderá criar uma situação mais positiva".
Na passada terça-feira, o Instituto Nacional de Estatística divulgou a taxa de desemprego no segundo trimestre de 2010, que se manteve nos 10,6 por cento. Porém, as estatísticas dão conta de um forte aumento do desemprego de longa duração, que aumentou 38,7 por cento e já afecta mais de metade dos 590 mil desempregados, e de um recuo do emprego, dois sinais que revelam a persistência das dificuldades no mercado de trabalho.