Governo pode agora querer antecipar despesa
A explicação mais utilizada por José Sócrates e Teixeira dos Santos para a derrapagem do défice orçamental em 2010 que os obrigou a recorrer ao fundo de pensões da PT é a imprevista contabilização da compra de submarinos pelo Estado português.
No início do ano, o executivo, pela voz do ministro da Defesa, dizia que os dois submarinos só seriam contabilizados, um em 2011 e outro em 2012. Afinal, depois das discussões com o INE, a entidade responsável pela certificação das contas públicas, pelo menos um submarino, o que já está a operar em Portugal, terá efeito no défice de 2010, com um valor aproximado de 500 milhões.
Ontem, José Sócrates deu mesmo a entender que os dois submarinos seriam já contabilizados este ano. As regras do Eurostat exigem que a compra do submarino seja registada no momento em que este começa a ser utilizado. Por isso, seria possível que a contabilização do segundo submarino fosse feita apenas em 2011. Mas, tendo garantido a receita extraordinária de 2600 milhões em 2010, o executivo pode ter agora interesse em antecipar essa despesa, poupando assim alguns milhões na despesa do difícil ano orçamental que se segue.
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Governo pode agora querer antecipar despesa
A explicação mais utilizada por José Sócrates e Teixeira dos Santos para a derrapagem do défice orçamental em 2010 que os obrigou a recorrer ao fundo de pensões da PT é a imprevista contabilização da compra de submarinos pelo Estado português.
No início do ano, o executivo, pela voz do ministro da Defesa, dizia que os dois submarinos só seriam contabilizados, um em 2011 e outro em 2012. Afinal, depois das discussões com o INE, a entidade responsável pela certificação das contas públicas, pelo menos um submarino, o que já está a operar em Portugal, terá efeito no défice de 2010, com um valor aproximado de 500 milhões.
Ontem, José Sócrates deu mesmo a entender que os dois submarinos seriam já contabilizados este ano. As regras do Eurostat exigem que a compra do submarino seja registada no momento em que este começa a ser utilizado. Por isso, seria possível que a contabilização do segundo submarino fosse feita apenas em 2011. Mas, tendo garantido a receita extraordinária de 2600 milhões em 2010, o executivo pode ter agora interesse em antecipar essa despesa, poupando assim alguns milhões na despesa do difícil ano orçamental que se segue.