O negócio do transporte aéreo continua a ser o mais rentável, tendo atingido um lucro recorde de 57 milhões de euros no ano passado. O presidente executivo da empresa, Fernando Pinto (que dá uma entrevista ao PÚBLICO de amanhã), diz que o accionista Estado está “satisfeito” com os resultados.
Apesar de continuar a apresentar prejuízo, a TAP conseguiu passar de perdas de 285 milhões de euros, registadas em 2008, para um resultado líquido negativo de 3,5 milhões de euros. Parte dessa recuperação foi feita à custa de um plano de poupança criado para fazer frente aos impactos que a crise financeira e económica teve na indústria da aviação. De acordo com a transportadora aérea, esse plano permitiu ganhos de 201 milhões de euros, à custa de uma forte redução da oferta e de uma contenção no consumo de combustível, cuja factura desceu de 703 milhões para 359 milhões de euros, em 2009.
A TAP SA, dedicada exclusivamente ao transporte aéreo, conseguiu atingir lucros recorde no ano passado de 57 milhões de euros. A descida de 11 por cento nos proveitos operacionais (para 1,9 mil milhões de euros) foi compensada por uma redução dos custos de exploração (que passaram de 2,1 mil para 1,7 milhões de euros). As vendas no exterior já ultrapassam a facturação em território nacional, tendo alcançado os 1,4 mil milhões de euros. Na sequência deste resultado, a empresa tornou-se o maior exportador nacional, ultrapassando a Galp Energia.
No entanto, todas as restantes empresas do grupo apresentaram resultados negativos. A Groundforce teve as maiores perdas, ao acumular um resultado líquido negativo de 29,6 milhões de euros. A este valor soma-se ainda mais 31,6 milhões de euros, que a TAP teve de incluir no balanço financeiro de 2009 na sequência da retoma das acções da Globalia. O grupo espanhol, que detinha, até Março de 2008, 50,1 por cento das acções da empresa de handling, acabou por se desfazer desse activo, obrigando agora a companhia de aviação portuguesa a procurar novos investidores, por imposição da Autoridade da Concorrência.
Também o negócio de manutenção de aviões no Brasil apresentou uma perda de 3,2 milhões de euros, apesar de revelar uma recuperação face aos prejuízos de 29,2 milhões de euros registados em 2008. A companhia de aviação regional PGA, adquirida em 2006, mantém igualmente uma operação deficitária, na ordem dos 3,5 milhões de euros, embora Fernando Pinto garanta que deu um contributo de 30 milhões de euros à TAP durante o ano passado, traduzido num aumento de passageiros.
Em entrevista ao PÚBLICO, que será publicada amanhã, Fernando Pinto considera que 2009 foi “uma vitória” para a TAP, “Se só considerarmos os aspectos normais da operação [sem os custos adicionais da Groundforce] teríamos tido um dos melhores resultados” na história da empresa, detida a 100 por cento pelo Estado. O gestor brasileiro, que pretende deixar a companhia de aviação no final do mandato, em 2012, assegura que o accionista recebeu os resultados “com satisfação”.
As previsões da TAP para 2010 apontam para um regresso aos lucros, suportado por um aumento de 7,1 por cento no tráfego aéreo. O total alcançando no primeiro trimestre deste ano está em linha com essa expectativa, registando-se crescimentos na ordem dos 7,5 por cento.
Notícia actualizada às 12h32
Entrevista a Fernando Pinto amanhã, no PÚBLICO
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O negócio do transporte aéreo continua a ser o mais rentável, tendo atingido um lucro recorde de 57 milhões de euros no ano passado. O presidente executivo da empresa, Fernando Pinto (que dá uma entrevista ao PÚBLICO de amanhã), diz que o accionista Estado está “satisfeito” com os resultados.
Apesar de continuar a apresentar prejuízo, a TAP conseguiu passar de perdas de 285 milhões de euros, registadas em 2008, para um resultado líquido negativo de 3,5 milhões de euros. Parte dessa recuperação foi feita à custa de um plano de poupança criado para fazer frente aos impactos que a crise financeira e económica teve na indústria da aviação. De acordo com a transportadora aérea, esse plano permitiu ganhos de 201 milhões de euros, à custa de uma forte redução da oferta e de uma contenção no consumo de combustível, cuja factura desceu de 703 milhões para 359 milhões de euros, em 2009.
A TAP SA, dedicada exclusivamente ao transporte aéreo, conseguiu atingir lucros recorde no ano passado de 57 milhões de euros. A descida de 11 por cento nos proveitos operacionais (para 1,9 mil milhões de euros) foi compensada por uma redução dos custos de exploração (que passaram de 2,1 mil para 1,7 milhões de euros). As vendas no exterior já ultrapassam a facturação em território nacional, tendo alcançado os 1,4 mil milhões de euros. Na sequência deste resultado, a empresa tornou-se o maior exportador nacional, ultrapassando a Galp Energia.
No entanto, todas as restantes empresas do grupo apresentaram resultados negativos. A Groundforce teve as maiores perdas, ao acumular um resultado líquido negativo de 29,6 milhões de euros. A este valor soma-se ainda mais 31,6 milhões de euros, que a TAP teve de incluir no balanço financeiro de 2009 na sequência da retoma das acções da Globalia. O grupo espanhol, que detinha, até Março de 2008, 50,1 por cento das acções da empresa de handling, acabou por se desfazer desse activo, obrigando agora a companhia de aviação portuguesa a procurar novos investidores, por imposição da Autoridade da Concorrência.
Também o negócio de manutenção de aviões no Brasil apresentou uma perda de 3,2 milhões de euros, apesar de revelar uma recuperação face aos prejuízos de 29,2 milhões de euros registados em 2008. A companhia de aviação regional PGA, adquirida em 2006, mantém igualmente uma operação deficitária, na ordem dos 3,5 milhões de euros, embora Fernando Pinto garanta que deu um contributo de 30 milhões de euros à TAP durante o ano passado, traduzido num aumento de passageiros.
Em entrevista ao PÚBLICO, que será publicada amanhã, Fernando Pinto considera que 2009 foi “uma vitória” para a TAP, “Se só considerarmos os aspectos normais da operação [sem os custos adicionais da Groundforce] teríamos tido um dos melhores resultados” na história da empresa, detida a 100 por cento pelo Estado. O gestor brasileiro, que pretende deixar a companhia de aviação no final do mandato, em 2012, assegura que o accionista recebeu os resultados “com satisfação”.
As previsões da TAP para 2010 apontam para um regresso aos lucros, suportado por um aumento de 7,1 por cento no tráfego aéreo. O total alcançando no primeiro trimestre deste ano está em linha com essa expectativa, registando-se crescimentos na ordem dos 7,5 por cento.
Notícia actualizada às 12h32
Entrevista a Fernando Pinto amanhã, no PÚBLICO