Candidato a Belém apresentou João Ermida como seu mandatário e assumiu-se a favor de uma regionalização feita "com isenção e transparência"
Fernando Nobre deixou ontem um aviso velado aos partidos sobre a responsabilidade de estarem a interferir no jogo eleitoral, caso avancem para uma revisão constitucional que mexa nos poderes do Presidente da República. "Não acredito que [a revisão] aconteça antes das eleições presidenciais, porque isso poderia vir a modificar as razões das várias candidaturas, inclusive a minha, se os poderes presidenciais fossem tocados", declarou aos jornalistas, no Porto, no final da apresentação do seu mandatário nacional, o empresário e consultor financeiro João Ermida.
Instado sobre a possibilidade de uma eventual desistência se se concretizassem essas mudanças, Nobre foi peremptório ao reafirmar que está na corrida para Belém para ir até ao fim, certo até que a sua candidatura "vai vencer". Mas anotou, ao mesmo tempo, que "não veria com bons olhos a diminuição dos poderes presidenciais tal qual estão consagrados hoje na Constituição".
Convergindo com Cavaco Silva, o fundador da AMI também entende que cabe à Assembleia da República "a exclusiva competência" da revisão do texto fundamental, lembrando que, para se concretizar qualquer mudança, são necessários os votos de dois terços dos deputados. "Acho de bom tom esperar por todas as propostas de todos os partidos e, depois, com bom senso e sentido de Estado é possível adaptações", sublinhou. Um caminho que diverge da posição assumida por Manuel Alegre, que se mostrou já contrário amudanças no texto constitucional, quer naarquitectura do Estado social, quer no equilíbrio dos poderes.
À parte de Margarida Pinto Correia, porta-voz da candidatura, dos cantores Paco Bandeira e Luís Represas, Nobre esteve rodeado por dezenas de ilustres desconhecidos, fazendo jus à ideia da candidatura de cidadania de que se reclama, como ainda ontem fez questão de frisar. A surpresa veio do apoio do social-democrata Paulo Morais, ex-vice-presidente da Câmara do Porto, que defendeu a necessidade "de algum refrescamento que venha da sociedade civil" na eleição presidencial.
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A escolha do mandatário foi, aliás, explicada pelo candidato com o facto de João Ermida ser a "simbiose perfeita entre um cidadão com preocupações sociais e um profundo conhecedor da finança e da economia global e nacional".
Elogiando o percurso de vida do candidato, o madatário frisou que Fernando Nobre "está habituado às condições incertas que resultam de cenários extremamente difíceis" e "não carrega sobre si um passado de lutas partidárias", o que "poderá ajudar, qualquer que seja o governo do país, a enfrentar os duros tempos que estamos e iremos enfrentar".
A sessão acabaria por ficar marcada por uma questão lançada ao candidato sobre "o regionalismo". "Se as regiões forem criadas com isenção e transparência, sem caciquismo, e que levem a que o país se desenvolva como um todo, serei a favor", assumiu o candidato.
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Candidato a Belém apresentou João Ermida como seu mandatário e assumiu-se a favor de uma regionalização feita "com isenção e transparência"
Fernando Nobre deixou ontem um aviso velado aos partidos sobre a responsabilidade de estarem a interferir no jogo eleitoral, caso avancem para uma revisão constitucional que mexa nos poderes do Presidente da República. "Não acredito que [a revisão] aconteça antes das eleições presidenciais, porque isso poderia vir a modificar as razões das várias candidaturas, inclusive a minha, se os poderes presidenciais fossem tocados", declarou aos jornalistas, no Porto, no final da apresentação do seu mandatário nacional, o empresário e consultor financeiro João Ermida.
Instado sobre a possibilidade de uma eventual desistência se se concretizassem essas mudanças, Nobre foi peremptório ao reafirmar que está na corrida para Belém para ir até ao fim, certo até que a sua candidatura "vai vencer". Mas anotou, ao mesmo tempo, que "não veria com bons olhos a diminuição dos poderes presidenciais tal qual estão consagrados hoje na Constituição".
Convergindo com Cavaco Silva, o fundador da AMI também entende que cabe à Assembleia da República "a exclusiva competência" da revisão do texto fundamental, lembrando que, para se concretizar qualquer mudança, são necessários os votos de dois terços dos deputados. "Acho de bom tom esperar por todas as propostas de todos os partidos e, depois, com bom senso e sentido de Estado é possível adaptações", sublinhou. Um caminho que diverge da posição assumida por Manuel Alegre, que se mostrou já contrário amudanças no texto constitucional, quer naarquitectura do Estado social, quer no equilíbrio dos poderes.
À parte de Margarida Pinto Correia, porta-voz da candidatura, dos cantores Paco Bandeira e Luís Represas, Nobre esteve rodeado por dezenas de ilustres desconhecidos, fazendo jus à ideia da candidatura de cidadania de que se reclama, como ainda ontem fez questão de frisar. A surpresa veio do apoio do social-democrata Paulo Morais, ex-vice-presidente da Câmara do Porto, que defendeu a necessidade "de algum refrescamento que venha da sociedade civil" na eleição presidencial.
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A escolha do mandatário foi, aliás, explicada pelo candidato com o facto de João Ermida ser a "simbiose perfeita entre um cidadão com preocupações sociais e um profundo conhecedor da finança e da economia global e nacional".
Elogiando o percurso de vida do candidato, o madatário frisou que Fernando Nobre "está habituado às condições incertas que resultam de cenários extremamente difíceis" e "não carrega sobre si um passado de lutas partidárias", o que "poderá ajudar, qualquer que seja o governo do país, a enfrentar os duros tempos que estamos e iremos enfrentar".
A sessão acabaria por ficar marcada por uma questão lançada ao candidato sobre "o regionalismo". "Se as regiões forem criadas com isenção e transparência, sem caciquismo, e que levem a que o país se desenvolva como um todo, serei a favor", assumiu o candidato.