Fernando Rosas abandona Parlamento para se dedicar ao ensino e investigação

10-10-2010
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Enquanto historiador, como é que olha para o actual quadro parlamentar?

Em Portugal, a vida civil é muito fraca e praticamente só há política no Parlamento. Estar na AR é uma questão vital para um partido. Mas o Parlamento é um clube endogâmico e centrípeto. Os partidos têm de ter um grande cuidado com isso. Os deputados, quando fazem política, têm de ter o contrapeso da realidade, não perdendo o pé com ela. Estar próximo dos eleitores, nos movimentos sociais, participar na actividade cultural do país, é muito importante. Porque o país real não está aqui, está lá fora.Fez a sua última intervenção na sessão solene do 5 de Outubro, com um discurso centrado numa retrospectiva dos 16 anos da I República. Ao contrário dos restantes oradores, optou por não fazer paralelismos com a actualidade.

Uma sessão sobre o centenário da República convoca uma visão histórica, um balanço, naturalmente com reflexos na actualidade, sobre o que foram esses 100 anos.

Enquanto historiador, como é que olha para o actual quadro parlamentar?

Em Portugal, a vida civil é muito fraca e praticamente só há política no Parlamento. Estar na AR é uma questão vital para um partido. Mas o Parlamento é um clube endogâmico e centrípeto. Os partidos têm de ter um grande cuidado com isso. Os deputados, quando fazem política, têm de ter o contrapeso da realidade, não perdendo o pé com ela. Estar próximo dos eleitores, nos movimentos sociais, participar na actividade cultural do país, é muito importante. Porque o país real não está aqui, está lá fora.Fez a sua última intervenção na sessão solene do 5 de Outubro, com um discurso centrado numa retrospectiva dos 16 anos da I República. Ao contrário dos restantes oradores, optou por não fazer paralelismos com a actualidade.

Uma sessão sobre o centenário da República convoca uma visão histórica, um balanço, naturalmente com reflexos na actualidade, sobre o que foram esses 100 anos.

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