“Neste momento não temos um número de despedimentos fechado”, afirmou Jorge Pereira da Costa, no stand que a Move On ocupa na feira de calçado MICAM, a propósito das medidas anunciadas no âmbito da reestruturação do grupo. “Temos um conjunto de acções em curso e só determinaremos esse número [de despedimentos] quando todas estiverem implementadas”.
Também em Milão e ainda a propósito da reestruturação da Investvar, o secretário de Estado da Indústria e Desenvolvimento, Fernando Medina, confirmou que “os contornos precisos do plano de insolvência [do grupo] ainda não são conhecidos”, mas adiantou já que “não há nenhuma solução que permita preservar a totalidade dos postos de trabalho do grupo”.
O que Jorge Pereira da Costa garante é que “os primeiros a saber [a dimensão do despedimento colectivo] serão os trabalhadores do grupo”, no que inclui os cerca de 600 operários das quatro unidades que a Investvar explora em Portugal, os 250 das suas duas fábricas na Índia e os cerca de 350 na sua rede europeia de retalho.
“Se tudo o que estamos a fazer resultar como esperamos, poderemos vir a manter 50 por cento dos postos de trabalho, como tem sido referido”, acrescenta o empresário. “Vou dar prioridade a Portugal, mas sou presidente de todos estes 1200 trabalhadores”.
Jorge Pereira da Costa recorda que o plano de insolvência da Investvar -- que domingo deixou de representar a Aerosoles em Portugal e agora tem na Move On a sua principal marca - “tem que ser apresentado esta semana”, cabendo depois aos credores do grupo “pronunciar-se sobre a bondade” da proposta.
O que já parece confirmado é que “o núcleo central da recuperação do grupo está nas actividades industriais”.
“Vamos manter a nossa capacidade de desenvolver e conceber sapatos em Portugal”, afirma o responsável da Investvar, “e, além da nossa marca própria, iremos comercializar marcas de terceiros”.
Nesse contexto, Jorge Pereira da Costa adianta: “Temos um cliente importantíssimo que é a cadeia Marks & Spencer e, neste momento, estamos a alargar a presença nesse segmento de mercado a outras marcas para as quais iremos fabricar e desenvolver sapatos”.
Quanto ao posicionamento daquela que é agora a principal marca da Investvar, o administrador do grupo declara que a Move On aposta “nesta fase em sapatos de conforto que, dirigidos ao segmento feminino, irão continuar a distinguir-se pela suavidade dos materiais e pela flexibilidade das solas, mas que, relativamente àquilo que eram as produções do grupo no passado, irão sofrer uma mudança importante, quer do ponto de vista do estilo, quer do ponto de vista do rejuvenescimento”.
Esses modelos estarão disponíveis em Portugal “ainda durante este mês”, logo que as 18 lojas que continuam a ser propriedade da Investvar “concluam a sua adaptação ao novo desenho da marca”.
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“Neste momento não temos um número de despedimentos fechado”, afirmou Jorge Pereira da Costa, no stand que a Move On ocupa na feira de calçado MICAM, a propósito das medidas anunciadas no âmbito da reestruturação do grupo. “Temos um conjunto de acções em curso e só determinaremos esse número [de despedimentos] quando todas estiverem implementadas”.
Também em Milão e ainda a propósito da reestruturação da Investvar, o secretário de Estado da Indústria e Desenvolvimento, Fernando Medina, confirmou que “os contornos precisos do plano de insolvência [do grupo] ainda não são conhecidos”, mas adiantou já que “não há nenhuma solução que permita preservar a totalidade dos postos de trabalho do grupo”.
O que Jorge Pereira da Costa garante é que “os primeiros a saber [a dimensão do despedimento colectivo] serão os trabalhadores do grupo”, no que inclui os cerca de 600 operários das quatro unidades que a Investvar explora em Portugal, os 250 das suas duas fábricas na Índia e os cerca de 350 na sua rede europeia de retalho.
“Se tudo o que estamos a fazer resultar como esperamos, poderemos vir a manter 50 por cento dos postos de trabalho, como tem sido referido”, acrescenta o empresário. “Vou dar prioridade a Portugal, mas sou presidente de todos estes 1200 trabalhadores”.
Jorge Pereira da Costa recorda que o plano de insolvência da Investvar -- que domingo deixou de representar a Aerosoles em Portugal e agora tem na Move On a sua principal marca - “tem que ser apresentado esta semana”, cabendo depois aos credores do grupo “pronunciar-se sobre a bondade” da proposta.
O que já parece confirmado é que “o núcleo central da recuperação do grupo está nas actividades industriais”.
“Vamos manter a nossa capacidade de desenvolver e conceber sapatos em Portugal”, afirma o responsável da Investvar, “e, além da nossa marca própria, iremos comercializar marcas de terceiros”.
Nesse contexto, Jorge Pereira da Costa adianta: “Temos um cliente importantíssimo que é a cadeia Marks & Spencer e, neste momento, estamos a alargar a presença nesse segmento de mercado a outras marcas para as quais iremos fabricar e desenvolver sapatos”.
Quanto ao posicionamento daquela que é agora a principal marca da Investvar, o administrador do grupo declara que a Move On aposta “nesta fase em sapatos de conforto que, dirigidos ao segmento feminino, irão continuar a distinguir-se pela suavidade dos materiais e pela flexibilidade das solas, mas que, relativamente àquilo que eram as produções do grupo no passado, irão sofrer uma mudança importante, quer do ponto de vista do estilo, quer do ponto de vista do rejuvenescimento”.
Esses modelos estarão disponíveis em Portugal “ainda durante este mês”, logo que as 18 lojas que continuam a ser propriedade da Investvar “concluam a sua adaptação ao novo desenho da marca”.