O poder local, a capacidade de auto-governo... No meio da excitação com o sucateiro do momento, que deixa em sossego banqueiros e afins, percebem-se bem as palavras de Medeiros Ferreira. Com efeito, Manuel Alegre já observara como ainda há três semanas não houve nomes no caso dos submarinos e nós lembramo-nos do governo PSD/PP (2002) que quis abafar o caso Moderna com o caso Lusófona e, quando este «não pegou», usou a mesma fonte (alguém se lembra quem foi?) para lançar o caso Casa Pia (a senhora depois foi nomeada para uma comissão «da família» pelo ministro Félix). Mais uma vez (lembram-se?), a «verdadeira Esquerda» logo comenta, aproveitando agora o abuso de nomes não vá isto depois dar em nada...
Contudo, depois de tudo, ou quando mais uma vez não houver condenações, o problema persistirá: a ligação entre cargos autárquicos, empresas municipais e a nova moda das agências (veja-se o paradigma de Cascais), articulando-se depois estas com outras de maior dimensão. Não deveria haver aqui uma revisão das leis de incompatibilidades? Parece que a autarquia, o poder local, que é preciso criar é a de uma decisão política independente do poder económico. Desde logo, não serem as mesmas pessoas, nem das mesmas famílias. Haverá capacidade de fazer isso, haverá gente suficiente neste país? Ou haverá, pelo contrário, «demasiada» gente para o que há a decidir? A nível autárquico e nacional...
A propósito da mudança (o que muda e o que não muda), João Martins Pereira sublinhava: “…é quem quer a mudança que decide a mudança. A Direita muda o que entende convir-lhe, e já vimos o que é, ou aquilo a que se vê politicamente forçada - até ver. As mudanças que a Esquerda propõe ou exige, só a ela cabe decidi-las ou julgá-las. Sendo certo que «só mudará tudo, se não ficar tudo na mesma». Isto é, terão que mudar coisas essenciais.”
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O poder local, a capacidade de auto-governo... No meio da excitação com o sucateiro do momento, que deixa em sossego banqueiros e afins, percebem-se bem as palavras de Medeiros Ferreira. Com efeito, Manuel Alegre já observara como ainda há três semanas não houve nomes no caso dos submarinos e nós lembramo-nos do governo PSD/PP (2002) que quis abafar o caso Moderna com o caso Lusófona e, quando este «não pegou», usou a mesma fonte (alguém se lembra quem foi?) para lançar o caso Casa Pia (a senhora depois foi nomeada para uma comissão «da família» pelo ministro Félix). Mais uma vez (lembram-se?), a «verdadeira Esquerda» logo comenta, aproveitando agora o abuso de nomes não vá isto depois dar em nada...
Contudo, depois de tudo, ou quando mais uma vez não houver condenações, o problema persistirá: a ligação entre cargos autárquicos, empresas municipais e a nova moda das agências (veja-se o paradigma de Cascais), articulando-se depois estas com outras de maior dimensão. Não deveria haver aqui uma revisão das leis de incompatibilidades? Parece que a autarquia, o poder local, que é preciso criar é a de uma decisão política independente do poder económico. Desde logo, não serem as mesmas pessoas, nem das mesmas famílias. Haverá capacidade de fazer isso, haverá gente suficiente neste país? Ou haverá, pelo contrário, «demasiada» gente para o que há a decidir? A nível autárquico e nacional...
A propósito da mudança (o que muda e o que não muda), João Martins Pereira sublinhava: “…é quem quer a mudança que decide a mudança. A Direita muda o que entende convir-lhe, e já vimos o que é, ou aquilo a que se vê politicamente forçada - até ver. As mudanças que a Esquerda propõe ou exige, só a ela cabe decidi-las ou julgá-las. Sendo certo que «só mudará tudo, se não ficar tudo na mesma». Isto é, terão que mudar coisas essenciais.”