AS CRÍTICAS INJUSTIFICADAS AOS PARQUES DE ESTACIONAMENTO Defensor Moura A política de trânsito e de estacionamento da Câmara Municipal tem sido levianamente criticada por alguns articulistas que se esquecem de analisar todas as variáveis que justificam as opções da Autarquia. O espaço disponível à superfície é limitado e com tendência a ser reduzido para criar melhores condições de circulação aos peões e proporcionar a instalação de esplanadas, árvores, floreiras e equipamento urbano no Centro Histórico, humanizando e despoluindo o núcleo central da cidade. Mas o aumento de poder de compra, verificado nos últimos anos, facilitou a aquisição de automóveis pelos vianenses, havendo famílias que possuem vários para estacionar no mesmo espaço público, onde, há uma década, havia um ou nenhum. AUMENTOU O NÚMERO DE AUTOMÓVEIS De facto, hoje, o número de automóveis dos residentes em Viana do Castelo é o triplo de há 11 anos atrás. Por outro lado, o inquestionável aumento da atractividade do município modernização do comércio e serviços, diversificação da animação cultural, aumento do número e qualidade dos restaurantes e bares, ampliação do parque industrial, etc. - provocou um acréscimo do afluxo de automóveis ao centro urbano que, hoje, seria incomportável, se a Autarquia, que tenho a honra de liderar, não se tivesse antecipado, criando soluções alternativas. Os que têm memória recordam-se, por exemplo, que, há cinco anos, a Av. dos Combatentes tinha cerca de 30 lugares de estacionamento (parcómetro 60$/hora). Hoje tem 320 lugares no parque de estacionamento subterrâneo e já é frequente estar lotado nas horas de ponta. Onde se meteriam os outros 290 automóveis que ali são estacionados para que os seus utilizadores frequentem os estabelecimentos de comércio, serviços e restauração da Avenida e das ruas envolventes? O mesmo se vai passar no Mercado, no Afonso III e no Campo dAgonia, como já acontece no Hospital e no 1º de Maio, em Viana do Castelo e na maioria das cidades do País. Não haveria lugar para estacionar tantos automóveis nos centros urbanos, se não existissem parques subterrâneos! Naturalmente que a sua construção custou verbas avultadas à Autarquia, que os concessionou por sucessivos concursos públicos, oferecendo um serviço que tem de ter um preço (princípio do utilizador/pagador). Creio que ninguém imagina que pudessem ser de utilização gratuita! MAIS CAROS NOUTRAS CIDADES Mas há os que acham que a tarifa horária é cara e que isso impede a acessibilidade ao Centro Histórico, ao contrário de outras cidades, onde os preços seriam mais baixos. Nada há de mais errado! Tenho à minha frente as tabelas de preços dos parques de estacionamento de Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim, Matosinhos, Famalicão, Ponte de Lima, Vila Verde, Maia, Porto e Vigo, sendo fácil demonstrar que os parques de Viana do Castelo são dos mais baratos. E são os que estão localizados mais no centro da zona urbana! Em Braga, a tarifa, na 1ª hora, varia de 0,7 a 0,8 euros e as horas seguintes atingem 1,0 euros; na Póvoa de Varzim, nos parques mais centrais, a 1ª hora e as seguintes custam 0,8 euros, e os mais periféricos cobram 0,6 euros; em Guimarães, a tarifa é de 0,6 euros em todas as horas; no Porto, os mais centrais são a 1,1 euros/hora, e os restantes, entre 0,8 e 1 euro; em Matosinhos, a cobrança é de 0,8 euros /hora; em Famalicão, a primeira hora é a 0,6 euros e as seguintes a 0,7; na Maia, a tarifa é de 0,6 euros/hora e, em Vigo, a 1ª hora e seguintes oscilam de 1 a 1,25 euros, com excepção para o Plaza Portugal que pratica uma tabela em crescendo que vai de 1,15 até 5,55 euros/hora. Em Viana do Castelo, os parques do Afonso III e do Mercado (que fica a cerca de 200 metros da Praça da República), praticam o preço mais baixo da região 0,5 euros/hora, só igualado pelo de Ponte de Lima e Vila Verde, centros urbanos de muito menor dimensão. O da Avenida dos Combatentes com 0,7 euros na 1ª hora e 0,8 nas seguintes, é dos mais baratos da região e nenhuma das outras cidades oferece tão baixo custo com tanta centralidade! E OS OUTROS PARQUES DA CIDADE E sendo estes os parques concessionados pela Câmara Municipal com tarifas aprovadas pela Autarquia, não podemos deixar de comparar as condições que oferecem (abrigo, segurança, centralidade), com as oferecidas por outros parques da cidade. O do Hospital (ao ar livre) cobra 0,5 euros por hora; o da Encosta do Elevador custa 0,55 euros na 1ª hora e nas seguintes 0,8; o do 1º de Maio, cobra 0,6 euros na 1º hora, 0,7 na 2ª e na 3ª e 0,5 nas seguintes; o do Vianense (ao ar livre) custa 0,5 euros/hora e no da Estação Viana Shopping, a tarifa é de 0,6 euros na 1ª hora e de 0,8, nas seguintes. Serão assim tão caros os serviços de estacionamento de iniciativa da Autarquia, concessionados por concurso público? Não estão alguns vianenses a enveredar pela crítica fácil sem ponderar todas as condicionantes das opções camarárias? Não cuidou a Câmara Municipal de criar alternativas de estacionamento, quando previu que o espaço já não chegaria para todos os automóveis? Não investiu na melhoria do transporte público com a inquestionável centralidade do Interface de Transportes? Tenho tido provas da correcção das nossas opções de trânsito e estacionamento, em vários colóquios intermunicipais em que Viana do Castelo é apresentada como cidade modelo, também neste sector. Estou certo que os meus conterrâneos que estão de boa-fé e que pensam seriamente nas questões da cidade, compreendem e apoiam as soluções encontradas pela Autarquia e pela equipa política e técnica que tenho tido a honra de liderar na última década. Viana do Castelo, 24 julho de 2005 Defensor Moura
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AS CRÍTICAS INJUSTIFICADAS AOS PARQUES DE ESTACIONAMENTO Defensor Moura A política de trânsito e de estacionamento da Câmara Municipal tem sido levianamente criticada por alguns articulistas que se esquecem de analisar todas as variáveis que justificam as opções da Autarquia. O espaço disponível à superfície é limitado e com tendência a ser reduzido para criar melhores condições de circulação aos peões e proporcionar a instalação de esplanadas, árvores, floreiras e equipamento urbano no Centro Histórico, humanizando e despoluindo o núcleo central da cidade. Mas o aumento de poder de compra, verificado nos últimos anos, facilitou a aquisição de automóveis pelos vianenses, havendo famílias que possuem vários para estacionar no mesmo espaço público, onde, há uma década, havia um ou nenhum. AUMENTOU O NÚMERO DE AUTOMÓVEIS De facto, hoje, o número de automóveis dos residentes em Viana do Castelo é o triplo de há 11 anos atrás. Por outro lado, o inquestionável aumento da atractividade do município modernização do comércio e serviços, diversificação da animação cultural, aumento do número e qualidade dos restaurantes e bares, ampliação do parque industrial, etc. - provocou um acréscimo do afluxo de automóveis ao centro urbano que, hoje, seria incomportável, se a Autarquia, que tenho a honra de liderar, não se tivesse antecipado, criando soluções alternativas. Os que têm memória recordam-se, por exemplo, que, há cinco anos, a Av. dos Combatentes tinha cerca de 30 lugares de estacionamento (parcómetro 60$/hora). Hoje tem 320 lugares no parque de estacionamento subterrâneo e já é frequente estar lotado nas horas de ponta. Onde se meteriam os outros 290 automóveis que ali são estacionados para que os seus utilizadores frequentem os estabelecimentos de comércio, serviços e restauração da Avenida e das ruas envolventes? O mesmo se vai passar no Mercado, no Afonso III e no Campo dAgonia, como já acontece no Hospital e no 1º de Maio, em Viana do Castelo e na maioria das cidades do País. Não haveria lugar para estacionar tantos automóveis nos centros urbanos, se não existissem parques subterrâneos! Naturalmente que a sua construção custou verbas avultadas à Autarquia, que os concessionou por sucessivos concursos públicos, oferecendo um serviço que tem de ter um preço (princípio do utilizador/pagador). Creio que ninguém imagina que pudessem ser de utilização gratuita! MAIS CAROS NOUTRAS CIDADES Mas há os que acham que a tarifa horária é cara e que isso impede a acessibilidade ao Centro Histórico, ao contrário de outras cidades, onde os preços seriam mais baixos. Nada há de mais errado! Tenho à minha frente as tabelas de preços dos parques de estacionamento de Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim, Matosinhos, Famalicão, Ponte de Lima, Vila Verde, Maia, Porto e Vigo, sendo fácil demonstrar que os parques de Viana do Castelo são dos mais baratos. E são os que estão localizados mais no centro da zona urbana! Em Braga, a tarifa, na 1ª hora, varia de 0,7 a 0,8 euros e as horas seguintes atingem 1,0 euros; na Póvoa de Varzim, nos parques mais centrais, a 1ª hora e as seguintes custam 0,8 euros, e os mais periféricos cobram 0,6 euros; em Guimarães, a tarifa é de 0,6 euros em todas as horas; no Porto, os mais centrais são a 1,1 euros/hora, e os restantes, entre 0,8 e 1 euro; em Matosinhos, a cobrança é de 0,8 euros /hora; em Famalicão, a primeira hora é a 0,6 euros e as seguintes a 0,7; na Maia, a tarifa é de 0,6 euros/hora e, em Vigo, a 1ª hora e seguintes oscilam de 1 a 1,25 euros, com excepção para o Plaza Portugal que pratica uma tabela em crescendo que vai de 1,15 até 5,55 euros/hora. Em Viana do Castelo, os parques do Afonso III e do Mercado (que fica a cerca de 200 metros da Praça da República), praticam o preço mais baixo da região 0,5 euros/hora, só igualado pelo de Ponte de Lima e Vila Verde, centros urbanos de muito menor dimensão. O da Avenida dos Combatentes com 0,7 euros na 1ª hora e 0,8 nas seguintes, é dos mais baratos da região e nenhuma das outras cidades oferece tão baixo custo com tanta centralidade! E OS OUTROS PARQUES DA CIDADE E sendo estes os parques concessionados pela Câmara Municipal com tarifas aprovadas pela Autarquia, não podemos deixar de comparar as condições que oferecem (abrigo, segurança, centralidade), com as oferecidas por outros parques da cidade. O do Hospital (ao ar livre) cobra 0,5 euros por hora; o da Encosta do Elevador custa 0,55 euros na 1ª hora e nas seguintes 0,8; o do 1º de Maio, cobra 0,6 euros na 1º hora, 0,7 na 2ª e na 3ª e 0,5 nas seguintes; o do Vianense (ao ar livre) custa 0,5 euros/hora e no da Estação Viana Shopping, a tarifa é de 0,6 euros na 1ª hora e de 0,8, nas seguintes. Serão assim tão caros os serviços de estacionamento de iniciativa da Autarquia, concessionados por concurso público? Não estão alguns vianenses a enveredar pela crítica fácil sem ponderar todas as condicionantes das opções camarárias? Não cuidou a Câmara Municipal de criar alternativas de estacionamento, quando previu que o espaço já não chegaria para todos os automóveis? Não investiu na melhoria do transporte público com a inquestionável centralidade do Interface de Transportes? Tenho tido provas da correcção das nossas opções de trânsito e estacionamento, em vários colóquios intermunicipais em que Viana do Castelo é apresentada como cidade modelo, também neste sector. Estou certo que os meus conterrâneos que estão de boa-fé e que pensam seriamente nas questões da cidade, compreendem e apoiam as soluções encontradas pela Autarquia e pela equipa política e técnica que tenho tido a honra de liderar na última década. Viana do Castelo, 24 julho de 2005 Defensor Moura