Pinto Monteiro não se tem feito respeitar

11-08-2010
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Pinto Monteiro não se tem feito respeitar

SAPO, há 19h

Em entrevista ao Diário de Notícias, o Procurador-Geral da República mostrou-se frustrado pelos poderes limitados do Ministério Público, comparando as suas competências aos limitados poderes da "Rainha de Inglaterra".

Em declarações ao SAPO Notícias, Defensor Moura censurou as palavras de Pinto Monteiro. Para o candidato à Presidência da República, o Procurador-Geral "mediatizou as suas preocupações, em vez de as encaminhar para quem tinha de as resolver, o que, naturalmente, é um desprestígio para ele e para o cargo que ocupa".

E o antigo autarca de Viana do Castelo vai mesmo mais longe, acrescentando com ironia: "a Rainha de Inglaterra tem poucos poderes, mas, como fala pouco, quando fala, é ouvida e é normalmente respeitada". [Pinto Monteiro] faz-se desrespeitar, fazendo afirmações que não devia e que contribuem para a sua desautorização", remata o deputado socialista.

"A Justiça tem um calendário político"

Mas não é apenas na Procuradoria-Geral da República que Defensor Moura centra as suas críticas, alargando-as a todo o sistema judicial: "os agentes judiciais, quer os juízes, quer os procuradores, estão cada vez a cavar mais o seu desprestígio e não têm brio, já não têm o gosto de ser respeitados pela comunidade".

Ainda assim, Defensor Moura recusa a ideia de que a Justiça, em Portugal, esteja dependente do poder político. Muito pelo contrário, diz o candidato presidencial: "a Justiça é que tem um calendário político e intervém, como no caso "Freeport", em momentos específicos do ciclo eleitoral português".

Pinto Monteiro não se tem feito respeitar

SAPO, há 19h

Em entrevista ao Diário de Notícias, o Procurador-Geral da República mostrou-se frustrado pelos poderes limitados do Ministério Público, comparando as suas competências aos limitados poderes da "Rainha de Inglaterra".

Em declarações ao SAPO Notícias, Defensor Moura censurou as palavras de Pinto Monteiro. Para o candidato à Presidência da República, o Procurador-Geral "mediatizou as suas preocupações, em vez de as encaminhar para quem tinha de as resolver, o que, naturalmente, é um desprestígio para ele e para o cargo que ocupa".

E o antigo autarca de Viana do Castelo vai mesmo mais longe, acrescentando com ironia: "a Rainha de Inglaterra tem poucos poderes, mas, como fala pouco, quando fala, é ouvida e é normalmente respeitada". [Pinto Monteiro] faz-se desrespeitar, fazendo afirmações que não devia e que contribuem para a sua desautorização", remata o deputado socialista.

"A Justiça tem um calendário político"

Mas não é apenas na Procuradoria-Geral da República que Defensor Moura centra as suas críticas, alargando-as a todo o sistema judicial: "os agentes judiciais, quer os juízes, quer os procuradores, estão cada vez a cavar mais o seu desprestígio e não têm brio, já não têm o gosto de ser respeitados pela comunidade".

Ainda assim, Defensor Moura recusa a ideia de que a Justiça, em Portugal, esteja dependente do poder político. Muito pelo contrário, diz o candidato presidencial: "a Justiça é que tem um calendário político e intervém, como no caso "Freeport", em momentos específicos do ciclo eleitoral português".

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