Revisitando os tempos atribuladosantes da Queda do Muro de Berlim

10-08-2010
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Emir Kusturica no papel de Vladimir Vetrov:

memórias da Guerra Fria

O filme de Christian Carion, cineasta francês que conhecemos através de "Uma Andorinha Fez a Primavera" (2001) e "Feliz Natal" (2005), tem a seu favor a própria complexidade dos factos narrados: não só deparamos com uma conjuntura geopolítica tão rica quanto fascinante, como admiramos em Vetrov o sentimento agudo, em grande parte premonitório, de um universo que estava, de facto, a desagregar-se.

Ao mesmo tempo, "O Caso Farewell" possui os limites de uma forma de abordagem dramática que se vai ficando pelas convenções do modelo de telefilme: dir-se-ia que se trata menos de compreender a história, e mais de tratar personagens e situações como figuras estereotipadas de um "destino" que se vai cumprir.

Registe-se, em qualquer caso, que houve uma aposta curiosa de lançamento de "O Caso Farewell" nos EUA, tentando rentabilizar as suas características de thriller político. O eventual impacto do filme nesse contexto pode ser impoprtante para, pelo menos, contrariar um pouco o facto de a produção cinematográfica europeia ter uma presença tão débil no espaço americano -- como bem sabemos, ao contrário do que acontece com os americanos nos circuitos europeus.

por: João Lopes

Tags: Estreias,Cinema Europeu

Emir Kusturica no papel de Vladimir Vetrov:

memórias da Guerra Fria

O filme de Christian Carion, cineasta francês que conhecemos através de "Uma Andorinha Fez a Primavera" (2001) e "Feliz Natal" (2005), tem a seu favor a própria complexidade dos factos narrados: não só deparamos com uma conjuntura geopolítica tão rica quanto fascinante, como admiramos em Vetrov o sentimento agudo, em grande parte premonitório, de um universo que estava, de facto, a desagregar-se.

Ao mesmo tempo, "O Caso Farewell" possui os limites de uma forma de abordagem dramática que se vai ficando pelas convenções do modelo de telefilme: dir-se-ia que se trata menos de compreender a história, e mais de tratar personagens e situações como figuras estereotipadas de um "destino" que se vai cumprir.

Registe-se, em qualquer caso, que houve uma aposta curiosa de lançamento de "O Caso Farewell" nos EUA, tentando rentabilizar as suas características de thriller político. O eventual impacto do filme nesse contexto pode ser impoprtante para, pelo menos, contrariar um pouco o facto de a produção cinematográfica europeia ter uma presença tão débil no espaço americano -- como bem sabemos, ao contrário do que acontece com os americanos nos circuitos europeus.

por: João Lopes

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