INSTANTE FATAL: Também fui ao Congresso PSD

19-12-2009
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A última vez que tinha ido a Torres Vedras tinha sido ao Carnaval. Hoje voltei para ir ao Congresso do PSD. Estava menos animado do que o Carnaval, menos aguerrido do que nos tempos idos. Há por ali muita contenção.A minha entrada começou logo com um sobressalto. Um tipo que me deve 6oc contos há anos aparecia a apoiar um líder. E corro sempre o risco de ainda ser sovado. Depois um segurança que me levou pelo braço no congresso de Tavira lá estava mais velho, claro, mas ainda mais parecido com um armário. O ambiente não estava nada a meu favor. Ia sendo atropelado pelo passo acelerado de Macário e confundi o penteado do Mendes Bota com um capacho voador.Alberto João Jardim era o mais igual a si próprio, tirando Manuela Ferreira Leite. Jardim esteve sempre com o seu delfim, o presidente da Câmara do Funchal. Ainda me atirou:" pare lá com as fotos, amda-me a fotografar há 30 anos!"- Depois estendeu-me a mão.Bom foi ver a cara de Cunha Vaz, o dono da agência de comunicação que controla Meneses, quando Jardim disse que a política está cada vez mais nas mãos da Maçonaria, dos lobbies ( desta vez não referiu o gay) e das agências de comunicação.Paula Teixeira da Cunha abandonou ao fim da tarde o Congresso, vestida de casual chique, fumando muito e com uma evidente falta de bom perder.O PSD vai voltar à ideologia e estética provinciana, aliás a única que lhe fica a matar. aquilo é um partido nascido pela caciquagem ( não existe esta palavra, passa a existir!) local, pelos homens que herdaram muitas posições políticas locais ainda do regime deposto, e agora e já antes são os filhos, netos e enteados que aí estão. Há muita gente de qualidade, são empreendedores, adoram obras públicas, são os pais das rotundas, dos pavilhões gim no-desportivos...sei lá. Que seria do país sem estes cromos de farpelas cinzentas, penteados com laca e capachinhos laranjas ?Havia por ali gente aos bonés e alguns oradores foram lá dizer que afinal estavam disponíveis. Ao contrário de Manuela Ferreira Leite que acabou por desiludir Meneses e fragilizá-lo ao recusar depois de ter sido convidada em directo perante o congresso. A xico-espertísse de Meneses falhou, foi a primeira manobra perigosa e saiu logo de estrada.A sombra de Santana foi permanente durante a tarde. Ele acabou por pedir por favor aos fotógrafos para não o seguirem na entrada no pavilhão para não ofuscar o líder. Acabou por esperar e entrar pela lateral, abdicou noite dentro de falar e disse que nele ninguém manda. Lindo menino guerreiro!Ressuscitou e aí está para lançar a confusão.Sá Carneiro foi constantemente citado, deverá ser dos defuntos mais felizes, sempre recordado por tudo, todos e a propósito de nada.Zita Seabra também resiste e aí está ao lado do homem de Gaia.Ao perto vê-se melhor: Meneses parece querer dar outra imagem de si. Parece andar ao ralenti, posa com as mãos na cara, fala mais pausadamente, está contido.Vai caír no erro de Santana: quer ser outro, mostrar outro perfil. Vai perder autenticidade e vai-lhe tirar credibilidade, se é que tinha alguma.À sua volta os ex-cavaquistas voltam a reunir-se. Duarte Lima, Mendes Bota, Arlindo carvalho, Couto dos Santos, Ângelo Correia... meu Deus, se isto é renovação vou ali já venho.Claro que Meneses vai dar cabo da cabeça a Sócrates e vai haver oposição cerrada ao engenheiro. Mas não consigo imaginar esta gente de novo no governo. Algumas destas figuras fazem parte do pesadelo recente de Portugal. Foram eles que lançaram esta ideia do país na tanga, do neo-liberalismo, da pesada carga dos impostos. O pior da política do Sócrates bebe neste PSD dos interesses, no liberalismo para despedir e privatizar e no socialismo para cobrar impostos.Amanhã encerra mas eu vou a caminho de um casamento, depois do funeral.


A última vez que tinha ido a Torres Vedras tinha sido ao Carnaval. Hoje voltei para ir ao Congresso do PSD. Estava menos animado do que o Carnaval, menos aguerrido do que nos tempos idos. Há por ali muita contenção.A minha entrada começou logo com um sobressalto. Um tipo que me deve 6oc contos há anos aparecia a apoiar um líder. E corro sempre o risco de ainda ser sovado. Depois um segurança que me levou pelo braço no congresso de Tavira lá estava mais velho, claro, mas ainda mais parecido com um armário. O ambiente não estava nada a meu favor. Ia sendo atropelado pelo passo acelerado de Macário e confundi o penteado do Mendes Bota com um capacho voador.Alberto João Jardim era o mais igual a si próprio, tirando Manuela Ferreira Leite. Jardim esteve sempre com o seu delfim, o presidente da Câmara do Funchal. Ainda me atirou:" pare lá com as fotos, amda-me a fotografar há 30 anos!"- Depois estendeu-me a mão.Bom foi ver a cara de Cunha Vaz, o dono da agência de comunicação que controla Meneses, quando Jardim disse que a política está cada vez mais nas mãos da Maçonaria, dos lobbies ( desta vez não referiu o gay) e das agências de comunicação.Paula Teixeira da Cunha abandonou ao fim da tarde o Congresso, vestida de casual chique, fumando muito e com uma evidente falta de bom perder.O PSD vai voltar à ideologia e estética provinciana, aliás a única que lhe fica a matar. aquilo é um partido nascido pela caciquagem ( não existe esta palavra, passa a existir!) local, pelos homens que herdaram muitas posições políticas locais ainda do regime deposto, e agora e já antes são os filhos, netos e enteados que aí estão. Há muita gente de qualidade, são empreendedores, adoram obras públicas, são os pais das rotundas, dos pavilhões gim no-desportivos...sei lá. Que seria do país sem estes cromos de farpelas cinzentas, penteados com laca e capachinhos laranjas ?Havia por ali gente aos bonés e alguns oradores foram lá dizer que afinal estavam disponíveis. Ao contrário de Manuela Ferreira Leite que acabou por desiludir Meneses e fragilizá-lo ao recusar depois de ter sido convidada em directo perante o congresso. A xico-espertísse de Meneses falhou, foi a primeira manobra perigosa e saiu logo de estrada.A sombra de Santana foi permanente durante a tarde. Ele acabou por pedir por favor aos fotógrafos para não o seguirem na entrada no pavilhão para não ofuscar o líder. Acabou por esperar e entrar pela lateral, abdicou noite dentro de falar e disse que nele ninguém manda. Lindo menino guerreiro!Ressuscitou e aí está para lançar a confusão.Sá Carneiro foi constantemente citado, deverá ser dos defuntos mais felizes, sempre recordado por tudo, todos e a propósito de nada.Zita Seabra também resiste e aí está ao lado do homem de Gaia.Ao perto vê-se melhor: Meneses parece querer dar outra imagem de si. Parece andar ao ralenti, posa com as mãos na cara, fala mais pausadamente, está contido.Vai caír no erro de Santana: quer ser outro, mostrar outro perfil. Vai perder autenticidade e vai-lhe tirar credibilidade, se é que tinha alguma.À sua volta os ex-cavaquistas voltam a reunir-se. Duarte Lima, Mendes Bota, Arlindo carvalho, Couto dos Santos, Ângelo Correia... meu Deus, se isto é renovação vou ali já venho.Claro que Meneses vai dar cabo da cabeça a Sócrates e vai haver oposição cerrada ao engenheiro. Mas não consigo imaginar esta gente de novo no governo. Algumas destas figuras fazem parte do pesadelo recente de Portugal. Foram eles que lançaram esta ideia do país na tanga, do neo-liberalismo, da pesada carga dos impostos. O pior da política do Sócrates bebe neste PSD dos interesses, no liberalismo para despedir e privatizar e no socialismo para cobrar impostos.Amanhã encerra mas eu vou a caminho de um casamento, depois do funeral.

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