Alcoolémia e tabagismoConduzo há vários anos (a minha carta de condução já atingiu a maioridade!), a única multa que tive foi de estacionamento e já foi no tempo em que havia ainda a loja do DN no Chiado (foi lá em frente mesmo...) e dos dois acidentes que vivi, um deles foi por minha culpa, não travei a tempo e bati na traseira do carro do meu pai..., nenhum foi por álcool em excesso.Este percurso tranquilo da minha condução não se deve a legislação alguma. Deve-se à educação que tive, a mesma que me ensinou a não largar papéis ou a não cuspir no chão, isto é, uma educação que me ensinou a respeitar e a exigir ser respeitado e que a minha masculinidade se mede pelo ser humano que devo tentar ser e não pelo que devo parecer. Valores, dizia o meu Pai.O mesmo se aplica ao tabaco. Sou fumadora inveterada e daquelas que, em breve, terão que trazer uma sineta ao pescoço como antanho se fazia aos leprosos... Mas, quando estou em companhia de não-fumadores, evidentemente que os respeito. É uma questão de educação, de sensatez.E é de sensatez que devemos falar quando se trata destes assuntos. O que precisamos é de CIVISMO, de EDUCAÇÃO. Por muitas leis que se promulguem, por muitas proibições que se façam, não se resolve um problema de educação a restringir! O alcoolismo e o tabagismo, tal como outras adicções, são uma doença no que respeita aos indivíduos e são um problema sociológico porquanto só alterando as mentalidades se poderá pensar na reeducação de hábitos. Proibir, reduzir, perseguir, impor é pobre, pequenino, e arrasta um enorme cinismo : legislar mas deixar tudo como está numa falsa consciência de dever cumprido.E lamentável, também, é a falta de dignidade atroz de alguns putativos esclarecidos-em-todas-as-matérias que escrevem prosas bárbaras (=barbaridades) como esta:"...como querem que a gente ganhe o nosso se não deixam a malta andar aí a acelerar pelas auto-estradas com três copos de tintol no bucho mais um de abafado para digerir o cozido?..." (Fernanda Câncio, DN, 8-4-2006)Será o excesso de álcool só uma realidade dos aqui rotulados? Que cretinice, que estupidez é esta? Dispensa-se estas opiniões!!!
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Alcoolémia e tabagismoConduzo há vários anos (a minha carta de condução já atingiu a maioridade!), a única multa que tive foi de estacionamento e já foi no tempo em que havia ainda a loja do DN no Chiado (foi lá em frente mesmo...) e dos dois acidentes que vivi, um deles foi por minha culpa, não travei a tempo e bati na traseira do carro do meu pai..., nenhum foi por álcool em excesso.Este percurso tranquilo da minha condução não se deve a legislação alguma. Deve-se à educação que tive, a mesma que me ensinou a não largar papéis ou a não cuspir no chão, isto é, uma educação que me ensinou a respeitar e a exigir ser respeitado e que a minha masculinidade se mede pelo ser humano que devo tentar ser e não pelo que devo parecer. Valores, dizia o meu Pai.O mesmo se aplica ao tabaco. Sou fumadora inveterada e daquelas que, em breve, terão que trazer uma sineta ao pescoço como antanho se fazia aos leprosos... Mas, quando estou em companhia de não-fumadores, evidentemente que os respeito. É uma questão de educação, de sensatez.E é de sensatez que devemos falar quando se trata destes assuntos. O que precisamos é de CIVISMO, de EDUCAÇÃO. Por muitas leis que se promulguem, por muitas proibições que se façam, não se resolve um problema de educação a restringir! O alcoolismo e o tabagismo, tal como outras adicções, são uma doença no que respeita aos indivíduos e são um problema sociológico porquanto só alterando as mentalidades se poderá pensar na reeducação de hábitos. Proibir, reduzir, perseguir, impor é pobre, pequenino, e arrasta um enorme cinismo : legislar mas deixar tudo como está numa falsa consciência de dever cumprido.E lamentável, também, é a falta de dignidade atroz de alguns putativos esclarecidos-em-todas-as-matérias que escrevem prosas bárbaras (=barbaridades) como esta:"...como querem que a gente ganhe o nosso se não deixam a malta andar aí a acelerar pelas auto-estradas com três copos de tintol no bucho mais um de abafado para digerir o cozido?..." (Fernanda Câncio, DN, 8-4-2006)Será o excesso de álcool só uma realidade dos aqui rotulados? Que cretinice, que estupidez é esta? Dispensa-se estas opiniões!!!