Cãocompulgas: Vestigia Dei

18-12-2009
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És tu quem perseguimos pelos lábiose tens em equilíbrio os seres e o tempoÉs tu quem está nos começos do mare as nossas palavras vão molhar-te os pésTu tens na tua mão as rédeas dos caminhosdescem do teu olhar as mais nobres cidadesonde nasceram os primeiros homense onde os últimos desejarão talvez morrerTu és maior que esta alegria de haver riose árvores ou ruas donde serem vistosPor ti é que aceitamos a manhãsacrificada aos vidros das janelasaceitamos por ti o sol ou a neblinaque faz dos candeeiros sentinelasÉ para ti que os pensamentos se orientame se dirigem os passos transviadose o vento que nos veste nas esquinasÉs sempre como aquele que encontramosdiariamente pela rua forae a pouco e pouco vemos onde moraSó tu é que nos faltas quando reparamosque os papéis nos vão envelhecendoe os dias um por um morrendo em nossas mãosÉs tu que vens com todos os versosÉs tu quem pressentimos na chuva adivinhadaquando os olhos ainda se nos fechamembora o sono nunca mais seja possívelÉ tua a face oposta a todas as manhãsonde o tempo levanta ombros de espumaque deixam fundas rugas pelas facesOs céus contam contigo é para teu repousoa terra combalida e sem caminhosSer indecomponível teu corpo foi maiorque vítimas e oblações. Quando tu vensa solidão cai leve como a flor do lírioe as aves nos pauis levantam vooe há orvalho em teus primeiros pésNão assistisses tu a esta nossa vidacaíssem-nos os gestos ou quebrados ou dispersose nenhum rosto decisivo um dia fechariatodas as palavras com que dissemos os versosRuy Belo


És tu quem perseguimos pelos lábiose tens em equilíbrio os seres e o tempoÉs tu quem está nos começos do mare as nossas palavras vão molhar-te os pésTu tens na tua mão as rédeas dos caminhosdescem do teu olhar as mais nobres cidadesonde nasceram os primeiros homense onde os últimos desejarão talvez morrerTu és maior que esta alegria de haver riose árvores ou ruas donde serem vistosPor ti é que aceitamos a manhãsacrificada aos vidros das janelasaceitamos por ti o sol ou a neblinaque faz dos candeeiros sentinelasÉ para ti que os pensamentos se orientame se dirigem os passos transviadose o vento que nos veste nas esquinasÉs sempre como aquele que encontramosdiariamente pela rua forae a pouco e pouco vemos onde moraSó tu é que nos faltas quando reparamosque os papéis nos vão envelhecendoe os dias um por um morrendo em nossas mãosÉs tu que vens com todos os versosÉs tu quem pressentimos na chuva adivinhadaquando os olhos ainda se nos fechamembora o sono nunca mais seja possívelÉ tua a face oposta a todas as manhãsonde o tempo levanta ombros de espumaque deixam fundas rugas pelas facesOs céus contam contigo é para teu repousoa terra combalida e sem caminhosSer indecomponível teu corpo foi maiorque vítimas e oblações. Quando tu vensa solidão cai leve como a flor do lírioe as aves nos pauis levantam vooe há orvalho em teus primeiros pésNão assistisses tu a esta nossa vidacaíssem-nos os gestos ou quebrados ou dispersose nenhum rosto decisivo um dia fechariatodas as palavras com que dissemos os versosRuy Belo

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