.Lagerstroemia spp. em flor - Casa de Mateus, Vila Real -Setembro 2003A propósito de uma conversa que se vai desenrolando aqui, lembrei-me destes lindíssimos exemplares de lagerestroémias dos jardins da Casa de Mateus. Assim estavam esplendorosas ao sol nos canteiros bordados a buxo, sobre o fundo da notável sebe-túnel de Cupressus lusitanica.No Porto já começaram a florir e assim se manterão até ao Outono.Estas pequenas árvores têm qualidades ornamentais durante todo o ano e não apenas na época da floração de Julho a Setembro. No Inverno são particularmente interessantes a silhueta de ramos tortuosos, e as cores matizadas do tronco de superfície lisa, manchado de castanho, cinzento, rosa e cor de canela, devido a uma casca que, à semelhança do plátano, se fragmenta em placas.Originária da China, já era cultivada na Coreia e na Índia antes de chegar à Europa em meados do século XVIII, graças ao botânico e coleccionador de plantas, o sueco M. Von Lagerström (1696-1759), Director da Companhia sueca das Índias orientais. Lineu ao baptizar o género de Lagerstroemiae homenageou este seu amigo que lhe enviava exemplares da flora da Índia. Daí a designação "indica" da espécie cultivada em Portugal para fins ornamentais, a Lagerstroemia indica, apesar de ser realmente proveniente da China.Segundo um amigo (eng. silvicultor) que inquiri sobre o nome vulgar quando tirei estas fotografias há dois anos, em alguns catálogos a espécie aparece referida como "lagerestroémia", com o "aportuguesamento" do nome genérico latino (um processo aliás comum para designar espécies exóticas para as quais o nome vulgar não é ...vulgar), mas em certas publicações de divulgação vem referida como "flor-de-merenda" e "suspiros".Num livro entretanto publicado, Portugal Botânico de A a Z (de Luís Mendonça de Carvalho & Francisca Fernandes), para além destas, aparece também a designação de "extremosa" e para a L. speciosa, "lagerestrémia", mas não "árvore-de-Júpiter" que parece ser uma denominação também corrente como o demonstra o facto de se encontrar em placas identificativas dos jardins (pelo menos em Guimarães -como nos lembrou MA , e em Leiria).Outros nomes: à Lagerstroemia indica chamam os franceses "lilas des Indes" (nome por que também é conhecida nesse país a Melia azederach...), para além de "lilas d'été", "lagerose" e "fleur de mousseline". Esta última designação deve-se à forma ondulada das pétalas. O nome inglês de "crape myrtle" deriva não só deste aspecto frisado das inflorescências mas também do facto das folhas, de algum modo, se assemelharem às da murta.
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.Lagerstroemia spp. em flor - Casa de Mateus, Vila Real -Setembro 2003A propósito de uma conversa que se vai desenrolando aqui, lembrei-me destes lindíssimos exemplares de lagerestroémias dos jardins da Casa de Mateus. Assim estavam esplendorosas ao sol nos canteiros bordados a buxo, sobre o fundo da notável sebe-túnel de Cupressus lusitanica.No Porto já começaram a florir e assim se manterão até ao Outono.Estas pequenas árvores têm qualidades ornamentais durante todo o ano e não apenas na época da floração de Julho a Setembro. No Inverno são particularmente interessantes a silhueta de ramos tortuosos, e as cores matizadas do tronco de superfície lisa, manchado de castanho, cinzento, rosa e cor de canela, devido a uma casca que, à semelhança do plátano, se fragmenta em placas.Originária da China, já era cultivada na Coreia e na Índia antes de chegar à Europa em meados do século XVIII, graças ao botânico e coleccionador de plantas, o sueco M. Von Lagerström (1696-1759), Director da Companhia sueca das Índias orientais. Lineu ao baptizar o género de Lagerstroemiae homenageou este seu amigo que lhe enviava exemplares da flora da Índia. Daí a designação "indica" da espécie cultivada em Portugal para fins ornamentais, a Lagerstroemia indica, apesar de ser realmente proveniente da China.Segundo um amigo (eng. silvicultor) que inquiri sobre o nome vulgar quando tirei estas fotografias há dois anos, em alguns catálogos a espécie aparece referida como "lagerestroémia", com o "aportuguesamento" do nome genérico latino (um processo aliás comum para designar espécies exóticas para as quais o nome vulgar não é ...vulgar), mas em certas publicações de divulgação vem referida como "flor-de-merenda" e "suspiros".Num livro entretanto publicado, Portugal Botânico de A a Z (de Luís Mendonça de Carvalho & Francisca Fernandes), para além destas, aparece também a designação de "extremosa" e para a L. speciosa, "lagerestrémia", mas não "árvore-de-Júpiter" que parece ser uma denominação também corrente como o demonstra o facto de se encontrar em placas identificativas dos jardins (pelo menos em Guimarães -como nos lembrou MA , e em Leiria).Outros nomes: à Lagerstroemia indica chamam os franceses "lilas des Indes" (nome por que também é conhecida nesse país a Melia azederach...), para além de "lilas d'été", "lagerose" e "fleur de mousseline". Esta última designação deve-se à forma ondulada das pétalas. O nome inglês de "crape myrtle" deriva não só deste aspecto frisado das inflorescências mas também do facto das folhas, de algum modo, se assemelharem às da murta.