Asparagus densiflorus «Sprengerii»Não foi fácil fotografar as flores deste exemplar de Asparagus densiflorus «Sprengerii» nos jardins do Palácio de Cristal, e não se deveu isso ao facto de serem minúsculas. É que as sebes destes jardins, à semelhança das tílias da alameda, têm rotina militar, sempre em fase de recruta: o cabelo (leia-se florico) não pode espigar, e a ramagem (como franja) tem de manter-se em corte rente, para que as tropas estejam sempre aprumadas na parada. Por isso, o intervalo entre localizar a planta e correr a casa buscar a máquina fotográfica foi bastante para, ao som do pior clarim, a tesoura zelosa (leia-se serra de desbastar) ter desfeito quem agora ousou florir tão despenteadamente. Mas houve uma planta que se refugiou num canteiro e conseguiu (para já) escapar ao desbaste.A família Asparagaceae é relativamente isolada mas tem cerca de 130 espécies sul-africanas. As do género Asparagus (do grego aspáragos, talo) não têm folhas autênticas, mas cladódios, isto é, ramos verdes que se deformam e assumem a tarefa da fotossíntese. São achatados para aumentar a área de exposição ao sol, carnudos para armazenar água, revestidos com uma camada protectora para evitar a transpiração excessiva, e dispostos em hélice ao longo do eixo do ramo para aumentar a eficácia de todos estes detalhes. As folhas verdadeiras são espinhos que pouco duram. As flores são estreladas ou campanuladas; seguem-se-lhes as bagas vermelhas, tóxicas mas muito ornamentais.A espécie Asparagus densiflorus «Myersii», o aspargo-rabo-de-gato, difere do cultivar «Sprengerii» essencialmente nas hastes em que a falsa folhagem se organiza e na floração menos frequente. A A. setaceus acompanha usualmente os cravos nos enfeites dos trajes de bodas. Os espargos da culinária são os talos comestíveis da planta Asparagus officinalis.
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Asparagus densiflorus «Sprengerii»Não foi fácil fotografar as flores deste exemplar de Asparagus densiflorus «Sprengerii» nos jardins do Palácio de Cristal, e não se deveu isso ao facto de serem minúsculas. É que as sebes destes jardins, à semelhança das tílias da alameda, têm rotina militar, sempre em fase de recruta: o cabelo (leia-se florico) não pode espigar, e a ramagem (como franja) tem de manter-se em corte rente, para que as tropas estejam sempre aprumadas na parada. Por isso, o intervalo entre localizar a planta e correr a casa buscar a máquina fotográfica foi bastante para, ao som do pior clarim, a tesoura zelosa (leia-se serra de desbastar) ter desfeito quem agora ousou florir tão despenteadamente. Mas houve uma planta que se refugiou num canteiro e conseguiu (para já) escapar ao desbaste.A família Asparagaceae é relativamente isolada mas tem cerca de 130 espécies sul-africanas. As do género Asparagus (do grego aspáragos, talo) não têm folhas autênticas, mas cladódios, isto é, ramos verdes que se deformam e assumem a tarefa da fotossíntese. São achatados para aumentar a área de exposição ao sol, carnudos para armazenar água, revestidos com uma camada protectora para evitar a transpiração excessiva, e dispostos em hélice ao longo do eixo do ramo para aumentar a eficácia de todos estes detalhes. As folhas verdadeiras são espinhos que pouco duram. As flores são estreladas ou campanuladas; seguem-se-lhes as bagas vermelhas, tóxicas mas muito ornamentais.A espécie Asparagus densiflorus «Myersii», o aspargo-rabo-de-gato, difere do cultivar «Sprengerii» essencialmente nas hastes em que a falsa folhagem se organiza e na floração menos frequente. A A. setaceus acompanha usualmente os cravos nos enfeites dos trajes de bodas. Os espargos da culinária são os talos comestíveis da planta Asparagus officinalis.