VILAR MAIOR, minha terra, minha gente

17-10-2009
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Ocupação humana de Vilar Maior durante o I milénio a.C.

“Os achados que estão a dar mais interesse e a suscitar maior curiosidade daqui para a frente, são os materiais proto-históricos que têm sido encontrados quer nas valas, quer, especificamente, nas sondagens realizados no adro da Igreja Matriz”, considerou Marcos Osório. Os arqueólogos abriram estas sondagens na parte Norte do adro da Igreja, onde se previa a passagem das canalizações, para confirmarem se existiam ossadas de enterramentos, típicos no adro dos templos religiosos e poder escavá-los antes da passagem das máquinas. “Não foi encontrado nenhum enterramento nessa área e, surpreendentemente, encontrámos logo a meio metro de profundidade, vestígios de habitat de indivíduos contemporâneos da espada de bronze e das gravuras rupestres já conhecidas. Isto é, comunidades da Idade do Bronze e da Idade do Ferro”, indicou o arqueólogo. Nesse local foram descobertos diversos vestígios, nomeadamente mós de vaivém, um machado de pedra, um pendente de colar, ossos de animais e muita cerâmica, especialmente com decoração incisa, excisa, pintada e estampilhada, que é característica do período cronológico compreendido entre 1.300 a.C. (antes de Cristo) e 500 a.C., e poderá estar associada a uma lareira de uma casa proto-histórica.

Entretanto, Marcos Osório admitiu que a equipa envolvida nas escavações poderá fazer um estudo sobre o tipo de dieta dos indivíduos, que outrora viveram naquele local, e saber que animais poderão ter existido na região envolvente. Estes ossos também vão permitir, através do método do Carbono 14, “aferir cronologias exactas sobre o período da lareira”, indicou.

O investigador não se mostra surpreendido com a riqueza dos achados encontrados até ao momento. “Tínhamos já alguma noção da antiguidade e valor histórico e arqueológico desta aldeia. Basta lembrar que está hoje no Museu Regional da Guarda uma espada de bronze do período da Idade do Bronze Final”, declarou. Acrescentou que quando as escavações foram iniciadas, as expectativas já eram grandes: “Era óbvio que iríamos encontrar vestígios contemporâneos das gravuras rupestres, da espada e do próprio burgo Medieval de Vilar Maior”.

Os materiais encontrados (centenas de fragmentos) já estão a ser lavados, catalogados e colados, ficando registados no relatório final, a enviar ao IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Posteriormente, segundo Marcos Osório, “o ideal seria o material ficar exposto no Museu de Vilar Maior ou em outras instalações, com condições para a sua exposição e para poder ser visto pelo público interessado”.

Ocupação humana de Vilar Maior durante o I milénio a.C.

“Os achados que estão a dar mais interesse e a suscitar maior curiosidade daqui para a frente, são os materiais proto-históricos que têm sido encontrados quer nas valas, quer, especificamente, nas sondagens realizados no adro da Igreja Matriz”, considerou Marcos Osório. Os arqueólogos abriram estas sondagens na parte Norte do adro da Igreja, onde se previa a passagem das canalizações, para confirmarem se existiam ossadas de enterramentos, típicos no adro dos templos religiosos e poder escavá-los antes da passagem das máquinas. “Não foi encontrado nenhum enterramento nessa área e, surpreendentemente, encontrámos logo a meio metro de profundidade, vestígios de habitat de indivíduos contemporâneos da espada de bronze e das gravuras rupestres já conhecidas. Isto é, comunidades da Idade do Bronze e da Idade do Ferro”, indicou o arqueólogo. Nesse local foram descobertos diversos vestígios, nomeadamente mós de vaivém, um machado de pedra, um pendente de colar, ossos de animais e muita cerâmica, especialmente com decoração incisa, excisa, pintada e estampilhada, que é característica do período cronológico compreendido entre 1.300 a.C. (antes de Cristo) e 500 a.C., e poderá estar associada a uma lareira de uma casa proto-histórica.

Entretanto, Marcos Osório admitiu que a equipa envolvida nas escavações poderá fazer um estudo sobre o tipo de dieta dos indivíduos, que outrora viveram naquele local, e saber que animais poderão ter existido na região envolvente. Estes ossos também vão permitir, através do método do Carbono 14, “aferir cronologias exactas sobre o período da lareira”, indicou.

O investigador não se mostra surpreendido com a riqueza dos achados encontrados até ao momento. “Tínhamos já alguma noção da antiguidade e valor histórico e arqueológico desta aldeia. Basta lembrar que está hoje no Museu Regional da Guarda uma espada de bronze do período da Idade do Bronze Final”, declarou. Acrescentou que quando as escavações foram iniciadas, as expectativas já eram grandes: “Era óbvio que iríamos encontrar vestígios contemporâneos das gravuras rupestres, da espada e do próprio burgo Medieval de Vilar Maior”.

Os materiais encontrados (centenas de fragmentos) já estão a ser lavados, catalogados e colados, ficando registados no relatório final, a enviar ao IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Posteriormente, segundo Marcos Osório, “o ideal seria o material ficar exposto no Museu de Vilar Maior ou em outras instalações, com condições para a sua exposição e para poder ser visto pelo público interessado”.

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