A resposta à crise é um exemplo de como Brasil e União Europeia podem cooperar, neste caso com a Europa a "importar" as boas práticas brasileiras, concordaram hoje em Bruxelas representantes das sociedades civis dos dois lados do Atlântico. A crise económica internacional e o combate às alterações climáticas foram os grandes temas da primeira "mesa redonda da sociedade civil UE-Brasil", realizada entre terça-feira e hoje em Bruxelas, no quadro da parceria estratégica entre as partes lançada há dois anos em Lisboa, e que juntou representantes do Comité Económico e Social Europeu e do Conselho de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil. No final dos trabalhos, Paulo Simão, do Conselho de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil, sublinhou, em declarações à Agência Lusa, a "convergência de pontos de vista muito grande" entre as partes, admitindo que, no caso específico da resposta à crise, se invertem um pouco os papéis, já que tradicionalmente é a Europa a "exportar" boas práticas para os países terceiros, mas, neste caso, pode aprender com a "experiência" do Brasil. "É verdade. O Brasil viveu muitas crises nos últimos 20 anos e aprendemos a conviver com elas, enquanto a comunidade europeia está a confrontar-se com aquela que será possivelmente a sua primeira grande crise. Por termos uma maior experiência em crises, conseguimos sair mais rapidamente dela, e por isso o Brasil está a exportar uma série de boas práticas", apontou. Sustentando que "a experiência brasileira pode servir de exemplo para a comunidade europeia", Paulo Simão defendeu que "no Brasil a crise já está bastante atenuada", sobretudo devido a duas medidas em que a Europa se pode inspirar. Essas medidas foram uma transferência forçada de rendimentos, através da chamada "bolsa família", para 20 milhões de famílias brasileiras, e houve um aumento do salário mínimo, o que "permitiu que o mercado interno brasileiro ficasse mais protegido" e que o nível de desemprego não fosse "tão grande como na Europa". O responsável do Conselho de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil adiantou que ficou desde já agendada uma segunda reunião para Dezembro, "para aprofundar" estas experiências brasileiras, estando mesmo em discussão a possível elaboração de um "manual de boas práticas económicas, fiscais e sobretudo sociais", inspirado na experiência brasileira.
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A resposta à crise é um exemplo de como Brasil e União Europeia podem cooperar, neste caso com a Europa a "importar" as boas práticas brasileiras, concordaram hoje em Bruxelas representantes das sociedades civis dos dois lados do Atlântico. A crise económica internacional e o combate às alterações climáticas foram os grandes temas da primeira "mesa redonda da sociedade civil UE-Brasil", realizada entre terça-feira e hoje em Bruxelas, no quadro da parceria estratégica entre as partes lançada há dois anos em Lisboa, e que juntou representantes do Comité Económico e Social Europeu e do Conselho de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil. No final dos trabalhos, Paulo Simão, do Conselho de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil, sublinhou, em declarações à Agência Lusa, a "convergência de pontos de vista muito grande" entre as partes, admitindo que, no caso específico da resposta à crise, se invertem um pouco os papéis, já que tradicionalmente é a Europa a "exportar" boas práticas para os países terceiros, mas, neste caso, pode aprender com a "experiência" do Brasil. "É verdade. O Brasil viveu muitas crises nos últimos 20 anos e aprendemos a conviver com elas, enquanto a comunidade europeia está a confrontar-se com aquela que será possivelmente a sua primeira grande crise. Por termos uma maior experiência em crises, conseguimos sair mais rapidamente dela, e por isso o Brasil está a exportar uma série de boas práticas", apontou. Sustentando que "a experiência brasileira pode servir de exemplo para a comunidade europeia", Paulo Simão defendeu que "no Brasil a crise já está bastante atenuada", sobretudo devido a duas medidas em que a Europa se pode inspirar. Essas medidas foram uma transferência forçada de rendimentos, através da chamada "bolsa família", para 20 milhões de famílias brasileiras, e houve um aumento do salário mínimo, o que "permitiu que o mercado interno brasileiro ficasse mais protegido" e que o nível de desemprego não fosse "tão grande como na Europa". O responsável do Conselho de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil adiantou que ficou desde já agendada uma segunda reunião para Dezembro, "para aprofundar" estas experiências brasileiras, estando mesmo em discussão a possível elaboração de um "manual de boas práticas económicas, fiscais e sobretudo sociais", inspirado na experiência brasileira.