a O memorando de entendimento entre o Governo e a Intel, assinado a 30 de Julho de 2008, com pompa e circunstância, no Pavilhão Atlântico, em simultâneo com a apresentação do portátil Magalhães, não foi mais do que uma mão-cheia de boas intenções sem concretização.
A construção de um centro de competências da empresa norte-americana em Portugal ou o "desenvolvimento de empresas empreendedoras portuguesas" com ambições de exportar serviços e tecnologia são exemplos de projectos que nunca chegaram a sair do papel. A informação foi ontem enviada à comissão de inquérito à actividade da Fundação para as Comunicações Móveis, em carta enviada pelo gabinete do ministro das Obras Públicas. "O memorando de entendimento celebrado com a Intel não chegou a ser executado (não tendo sido portanto um instrumento gerador de obrigações para as partes), uma vez que nenhuma das suas disposições e previsões foi realizada ou implementada pelo Governo português, lê-se no documento, assinado pelo chefe de gabinete de António Mendonça e divulgado antes da audição do director-geral da Intel para Portugal e Espanha, Brian Gonzalez. Trata-se de uma situação que "não é invulgar", nem caso único, garantiu ontem o responsável da Intel aos deputados. "Não penso que tenhamos deixado de ter interesse [nos projectos previstos], mas houve outras áreas que se tornaram mais relevantes ou prioritárias", afirmou Gonzalez.
O director da Intel também se demarcou de quaisquer responsabilidades na escolha da JP Sá Couto para fornecedora do portátil, bem como nas definições técnicas do computador. E não foi o único.
Ontem estava prevista a audição do representante do Ministério da Educação (ME) na task force que o antigo coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, disse ter sido responsável pela definição dos requisitos. Mas, em carta enviada à comissão, o secretário de Estado da Educação fez saber que o ME "não definiu as especificações nem as características do computador Magalhães", pois as suas responsabilidades centravam-se na "definição e selecção dos conteúdos educativos digitais a incluir no computador".
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a O memorando de entendimento entre o Governo e a Intel, assinado a 30 de Julho de 2008, com pompa e circunstância, no Pavilhão Atlântico, em simultâneo com a apresentação do portátil Magalhães, não foi mais do que uma mão-cheia de boas intenções sem concretização.
A construção de um centro de competências da empresa norte-americana em Portugal ou o "desenvolvimento de empresas empreendedoras portuguesas" com ambições de exportar serviços e tecnologia são exemplos de projectos que nunca chegaram a sair do papel. A informação foi ontem enviada à comissão de inquérito à actividade da Fundação para as Comunicações Móveis, em carta enviada pelo gabinete do ministro das Obras Públicas. "O memorando de entendimento celebrado com a Intel não chegou a ser executado (não tendo sido portanto um instrumento gerador de obrigações para as partes), uma vez que nenhuma das suas disposições e previsões foi realizada ou implementada pelo Governo português, lê-se no documento, assinado pelo chefe de gabinete de António Mendonça e divulgado antes da audição do director-geral da Intel para Portugal e Espanha, Brian Gonzalez. Trata-se de uma situação que "não é invulgar", nem caso único, garantiu ontem o responsável da Intel aos deputados. "Não penso que tenhamos deixado de ter interesse [nos projectos previstos], mas houve outras áreas que se tornaram mais relevantes ou prioritárias", afirmou Gonzalez.
O director da Intel também se demarcou de quaisquer responsabilidades na escolha da JP Sá Couto para fornecedora do portátil, bem como nas definições técnicas do computador. E não foi o único.
Ontem estava prevista a audição do representante do Ministério da Educação (ME) na task force que o antigo coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, disse ter sido responsável pela definição dos requisitos. Mas, em carta enviada à comissão, o secretário de Estado da Educação fez saber que o ME "não definiu as especificações nem as características do computador Magalhães", pois as suas responsabilidades centravam-se na "definição e selecção dos conteúdos educativos digitais a incluir no computador".