Perante a catadupa de notícias vindas a lume nos últimos tempos, envolvendo negócios e contra-negócios, informação e contra-informação, diz que diz e diz que não diz, “encornados” e “falta saber quem”, a cousa afigura-se cada vez mais intrincada e difícil de entender. Como diz o povo, está aqui um caldinho jeitoso! Nem um Poirot brilhante e com todas as suas células cinzentas em forma seria capaz de desvendar e chegar a descobrir o que há de verdade em toda a campanha negra aqui montada, envolvendo escutas, negócios, espionagem de buraco de fechadura, linguagem de bar de alterne, calúnias, “pressão”, tentativas de controlo da comunicação social, conferências dramáticas, inquirições e outros quejandos.
O que verdadeiramente aqui está em causa é uma série de fenómenos que está por aí a ser apelidada de “polvo”. É aqui que reside o polvo da discórdia. Dizem os entendidos (por exemplo, o Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 7.ª edição) que o animal em causa é um molusco cefalópode, octópode, com tentáculos munidos de ventosas. Sendo octópode, terá oito “pés” / “braços” e, também, oito tentáculos. Quem se der ao trabalho (porque a coisa dá mesmo trabalho...) de ver, ouvir e ler toda a série de notícias diárias de há algum tempo relacionadas com a temática em questão, depressa dará consigo mesmo a pensar: Alguma coisa aqui não bate certo! Afinal, quantos braços tem um polvo? Será que o dito octópode (já) sofreu alguma (trans)mutação?
Pelo jeito que a cousa leva e depois do “frango tipo leitão” (ver aqui...), isto ainda vai acabar nalgum “polvo tipo centopeia”. Mais uma vez (estaremos) na vanguarda!
Manuel Salgueiro
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Perante a catadupa de notícias vindas a lume nos últimos tempos, envolvendo negócios e contra-negócios, informação e contra-informação, diz que diz e diz que não diz, “encornados” e “falta saber quem”, a cousa afigura-se cada vez mais intrincada e difícil de entender. Como diz o povo, está aqui um caldinho jeitoso! Nem um Poirot brilhante e com todas as suas células cinzentas em forma seria capaz de desvendar e chegar a descobrir o que há de verdade em toda a campanha negra aqui montada, envolvendo escutas, negócios, espionagem de buraco de fechadura, linguagem de bar de alterne, calúnias, “pressão”, tentativas de controlo da comunicação social, conferências dramáticas, inquirições e outros quejandos.
O que verdadeiramente aqui está em causa é uma série de fenómenos que está por aí a ser apelidada de “polvo”. É aqui que reside o polvo da discórdia. Dizem os entendidos (por exemplo, o Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 7.ª edição) que o animal em causa é um molusco cefalópode, octópode, com tentáculos munidos de ventosas. Sendo octópode, terá oito “pés” / “braços” e, também, oito tentáculos. Quem se der ao trabalho (porque a coisa dá mesmo trabalho...) de ver, ouvir e ler toda a série de notícias diárias de há algum tempo relacionadas com a temática em questão, depressa dará consigo mesmo a pensar: Alguma coisa aqui não bate certo! Afinal, quantos braços tem um polvo? Será que o dito octópode (já) sofreu alguma (trans)mutação?
Pelo jeito que a cousa leva e depois do “frango tipo leitão” (ver aqui...), isto ainda vai acabar nalgum “polvo tipo centopeia”. Mais uma vez (estaremos) na vanguarda!
Manuel Salgueiro