Clicar nas imagens para aumentarIn Público, 10/01/2010Obrigado, La Salette Lendo as análises das personalidades que têm uma visão externa da escola, de configuração mais etic e em perspectiva voo de pássaro, confirma-se, quer o seu desconhecimento do ambiente disfuncional que se instalou e vigora nas escolas por força das medidas absurdas de Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues, as quais, no respeitante ao modelo de avaliação, permanecem inalteradas, quer a circunstância de se situarem no âmago desta liturgia mediática de celebração de um acordo, projectando futuros que delineariam qualquer que fosse o cenário ou a sua circunstância, tratando-se mais de cartilhas de intenção. Salvam-se as questões pertinentes sobre a gestão, colocadas por Joaquim Azevedo.Daqui eu considerar que estas personalidades estão mais na fase dos efeitos, algo eufóricos, decorrentes do consumo de ideias mitificadas sobre a importância de um acordo, tivesse ele os contornos ou a natureza que tivesse, do que propriamente na fase de ressaca do acordo.A ressaca ocorrerá quando se aperceberem da conflitualidade e da confusão que a falta de transparência, de imparcialidade e de credibilidade dos processos avaliativos do modelo, agora sancionado, desencadearão (ou darão continuidade) nas escolas.Da parte da comunicação social vamos continuar a assistir, mimetizando a mesma estratégia utilizada aquando da assinatura do "memorando de entendimento", a estes exercícios de credibilização pública do acordo. Uma espécie de recurso a meros argumentos de autoridade.Os colegas Guinote e Rosário Gama referenciaram alguns aspectos essenciais, ainda que não tenham o mesmo juízo negativo que eu tenho sobre o acordo, mas respeito as suas posições.Já a análise da escritora Lídia Jorge, embora equivocada no essencial e desfocada da realidade das escolas, surpreendeu-me positivamente pela lucidez revelada na detecção de uma das fragilidades do modelo de avaliação, mas da qual acaba por não tirar todas as ilações. Aproveito para a destacar:"Ele [o acordo] só ficará selado quando Isabel Alçada verificar a que professores, durante estes dois anos, foram atribuídas as notas de excelente, e tirar daí as suas conclusões. Talvez resolva anular os seus efeitos. É que os professores duma escola constituem uma família. Experimentem criar um escalão de avaliação entre os membros duma mesma família que se autovigia."
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Clicar nas imagens para aumentarIn Público, 10/01/2010Obrigado, La Salette Lendo as análises das personalidades que têm uma visão externa da escola, de configuração mais etic e em perspectiva voo de pássaro, confirma-se, quer o seu desconhecimento do ambiente disfuncional que se instalou e vigora nas escolas por força das medidas absurdas de Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues, as quais, no respeitante ao modelo de avaliação, permanecem inalteradas, quer a circunstância de se situarem no âmago desta liturgia mediática de celebração de um acordo, projectando futuros que delineariam qualquer que fosse o cenário ou a sua circunstância, tratando-se mais de cartilhas de intenção. Salvam-se as questões pertinentes sobre a gestão, colocadas por Joaquim Azevedo.Daqui eu considerar que estas personalidades estão mais na fase dos efeitos, algo eufóricos, decorrentes do consumo de ideias mitificadas sobre a importância de um acordo, tivesse ele os contornos ou a natureza que tivesse, do que propriamente na fase de ressaca do acordo.A ressaca ocorrerá quando se aperceberem da conflitualidade e da confusão que a falta de transparência, de imparcialidade e de credibilidade dos processos avaliativos do modelo, agora sancionado, desencadearão (ou darão continuidade) nas escolas.Da parte da comunicação social vamos continuar a assistir, mimetizando a mesma estratégia utilizada aquando da assinatura do "memorando de entendimento", a estes exercícios de credibilização pública do acordo. Uma espécie de recurso a meros argumentos de autoridade.Os colegas Guinote e Rosário Gama referenciaram alguns aspectos essenciais, ainda que não tenham o mesmo juízo negativo que eu tenho sobre o acordo, mas respeito as suas posições.Já a análise da escritora Lídia Jorge, embora equivocada no essencial e desfocada da realidade das escolas, surpreendeu-me positivamente pela lucidez revelada na detecção de uma das fragilidades do modelo de avaliação, mas da qual acaba por não tirar todas as ilações. Aproveito para a destacar:"Ele [o acordo] só ficará selado quando Isabel Alçada verificar a que professores, durante estes dois anos, foram atribuídas as notas de excelente, e tirar daí as suas conclusões. Talvez resolva anular os seus efeitos. É que os professores duma escola constituem uma família. Experimentem criar um escalão de avaliação entre os membros duma mesma família que se autovigia."