"Há dez dias, Pedro Marques Lopes escreveu um texto no DN intitulado "Mártires da opinião" onde se atirava àqueles que nos jornais, rádios e televisões advogam para si uma espécie de "princípio da inimputabilidade" - gente, no seu entender, que se permite dizer tudo o que vem às suas desmioladas cabeças e "acusar qualquer cidadão dos mais terríveis e sórdidos crimes" sem se preocupar com a consequência das palavras ou em fazer prova das suas afirmações. "ler mais AQUI...Acompanho JM Tavares na defesa intransigente e incondicional da liberdade de opinião, que era só o que faltava que pudesse estar sujeita a obstruções ou mordaças apenas por força das susceptibilidades socráticas.Não chegam todos os Lopes e Câncios deste mundo para fazerem lobby a favor do silenciamento daqueles que não se amedrontam com Sócrates, nem estão dispostos a comprar um pretenso ideal de governabilidade à custa de terem que engolir, calados e obedientes, um personagem incompetente, prepotente, propagandista e com manifestos episódios pouco abonatórios do carácter exigível a um governante.Assegurava-se a governabilidade e a responsabilidade desactivando-se a crítica e a opinião livre, acabando-se com telejornais incómodos, mudando-se direcções de jornais, concentrando a imprensa nas mãos de Oliveira, lendo-se as crónicas de Câncio e os editoriais de Marcelino, bem como, claro está, restringindo o comentário político a essa voz da fanfarronice tonitruante típica de PM Lopes e que uma vez espremida nada mais escorre que banalidades e lugares comuns.Tudo para garantir, não a governabilidade – porque Sócrates nem em maioria o conseguiu fazer, mas a sobrevivência política de um único indivíduo. Não será pedir de mais?Há mais vida, governabilidade, liberdade e valores para além dos constrangimentos pessoais e políticos de Sócrates.Como tal, saúda-se, neste clima de tentativas de cerceamento da liberdade de imprensa e de opinião, a recente decisão do Tribunal de Ponta Delgada, a propósito de um processo que opunha o jornalista Estevão Gago da Câmara ao deputado do PS Ricardo Rodrigues, defendendo que “a imprensa quer-se robusta, desinibida e desassombrada”.Pela minha parte, nem PM Lopes, nem Sócrates me apanharão de cócoras. NUNCA!
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"Há dez dias, Pedro Marques Lopes escreveu um texto no DN intitulado "Mártires da opinião" onde se atirava àqueles que nos jornais, rádios e televisões advogam para si uma espécie de "princípio da inimputabilidade" - gente, no seu entender, que se permite dizer tudo o que vem às suas desmioladas cabeças e "acusar qualquer cidadão dos mais terríveis e sórdidos crimes" sem se preocupar com a consequência das palavras ou em fazer prova das suas afirmações. "ler mais AQUI...Acompanho JM Tavares na defesa intransigente e incondicional da liberdade de opinião, que era só o que faltava que pudesse estar sujeita a obstruções ou mordaças apenas por força das susceptibilidades socráticas.Não chegam todos os Lopes e Câncios deste mundo para fazerem lobby a favor do silenciamento daqueles que não se amedrontam com Sócrates, nem estão dispostos a comprar um pretenso ideal de governabilidade à custa de terem que engolir, calados e obedientes, um personagem incompetente, prepotente, propagandista e com manifestos episódios pouco abonatórios do carácter exigível a um governante.Assegurava-se a governabilidade e a responsabilidade desactivando-se a crítica e a opinião livre, acabando-se com telejornais incómodos, mudando-se direcções de jornais, concentrando a imprensa nas mãos de Oliveira, lendo-se as crónicas de Câncio e os editoriais de Marcelino, bem como, claro está, restringindo o comentário político a essa voz da fanfarronice tonitruante típica de PM Lopes e que uma vez espremida nada mais escorre que banalidades e lugares comuns.Tudo para garantir, não a governabilidade – porque Sócrates nem em maioria o conseguiu fazer, mas a sobrevivência política de um único indivíduo. Não será pedir de mais?Há mais vida, governabilidade, liberdade e valores para além dos constrangimentos pessoais e políticos de Sócrates.Como tal, saúda-se, neste clima de tentativas de cerceamento da liberdade de imprensa e de opinião, a recente decisão do Tribunal de Ponta Delgada, a propósito de um processo que opunha o jornalista Estevão Gago da Câmara ao deputado do PS Ricardo Rodrigues, defendendo que “a imprensa quer-se robusta, desinibida e desassombrada”.Pela minha parte, nem PM Lopes, nem Sócrates me apanharão de cócoras. NUNCA!