O Cachimbo de Magritte: A Localização do Aeroporto de Lisboa

07-08-2010
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Um estudo oriundo da Universidade de Coimbra, com a legítima participação de privados, veio hoje defender a Ota como a melhor solução para a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa. É uma pena que a Universidade de Évora - que por acaso é a minha - e as forças vivas do Alentejo não tenham realizado e/ou patrocinado um estudo sobre a tão conturbada localização daquela bem dita infra-estrutura. Ficava-se a conhecer o pensamento e a sensibilidade da região sobre um tema que não lhe pode ser indiferente, e tanto o Alentejo como a sua Universidade tinham direito a tempo de antena - de que muito necessitam - nos media deste país.Devo também notar que a própria Universidade da Extremadura – sobretudo os seus pólos de Mérida e de Badajoz – e o governo autónomo desta região, deviam ter feito o trabalho de casa e apresentado um estudo sobre a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa. Se o resultado daquele fosse a opção por uma localização na margem esquerda do rio Tejo, penso que teríamos um argumento de muito peso contra a Ota. É que com o apoio técnico e político da Extremadura espanhola, um aeroporto de Lisboa a sul do Tejo seria, indubitavelmente, ibérico e internacional.


Um estudo oriundo da Universidade de Coimbra, com a legítima participação de privados, veio hoje defender a Ota como a melhor solução para a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa. É uma pena que a Universidade de Évora - que por acaso é a minha - e as forças vivas do Alentejo não tenham realizado e/ou patrocinado um estudo sobre a tão conturbada localização daquela bem dita infra-estrutura. Ficava-se a conhecer o pensamento e a sensibilidade da região sobre um tema que não lhe pode ser indiferente, e tanto o Alentejo como a sua Universidade tinham direito a tempo de antena - de que muito necessitam - nos media deste país.Devo também notar que a própria Universidade da Extremadura – sobretudo os seus pólos de Mérida e de Badajoz – e o governo autónomo desta região, deviam ter feito o trabalho de casa e apresentado um estudo sobre a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa. Se o resultado daquele fosse a opção por uma localização na margem esquerda do rio Tejo, penso que teríamos um argumento de muito peso contra a Ota. É que com o apoio técnico e político da Extremadura espanhola, um aeroporto de Lisboa a sul do Tejo seria, indubitavelmente, ibérico e internacional.

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