A Comissão de Utentes Contra as Portagens anunciou que vai apresentar queixa contra a GNR, que apreendeu a aparelhagem sonora durante uma recolha de assinaturas contra o pagamento das SCUT (vias sem custos para o utilizador), antes da chegada de José Sócrates para a inauguração do centro escolar de Murça.
Para os utentes, a iniciativa “não era ilegal e não estava a violar lei nenhuma”, mas a GNR afirma que duas pessoas identificadas por "excesso de ruído junto a uma escola".
Na pergunta dirigida ao ministério da Administração Interna, subscrita pelo líder do grupo parlamentar, Bernardino Soares, “trata-se de uma conduta ilegal e sem qualquer fundamento, uma vez que a actividade de recolha de assinaturas e de intervenção cívica é livre e não pode ser coarctada pelas forças de segurança”.
Para o deputado comunista, “não estava em causa, como é evidente, qualquer acção fora da legalidade, para além de que foram cumpridas todas as determinações, mesmo sem fundamento visível, da GNR”.
“Não podemos deixar de ligar esta acção inaceitável da GNR à visita do senhor primeiro-ministro. Com toda a probabilidade tratou-se de uma actuação das forças de segurança destinada a evitar que a visita do primeiro-ministro, no que já se percebe ser mais uma acção de propaganda do Governo, fosse ensombrada pela visibilidade de justas reivindicações populares contra as medidas que quer aplicar”, considera a pergunta.
Em tom irónico, Bernardino Soares sugere que o Executivo altere o nome da iniciativa “Governo presente” para “Governo presente, mas só com contestação ausente”.
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A Comissão de Utentes Contra as Portagens anunciou que vai apresentar queixa contra a GNR, que apreendeu a aparelhagem sonora durante uma recolha de assinaturas contra o pagamento das SCUT (vias sem custos para o utilizador), antes da chegada de José Sócrates para a inauguração do centro escolar de Murça.
Para os utentes, a iniciativa “não era ilegal e não estava a violar lei nenhuma”, mas a GNR afirma que duas pessoas identificadas por "excesso de ruído junto a uma escola".
Na pergunta dirigida ao ministério da Administração Interna, subscrita pelo líder do grupo parlamentar, Bernardino Soares, “trata-se de uma conduta ilegal e sem qualquer fundamento, uma vez que a actividade de recolha de assinaturas e de intervenção cívica é livre e não pode ser coarctada pelas forças de segurança”.
Para o deputado comunista, “não estava em causa, como é evidente, qualquer acção fora da legalidade, para além de que foram cumpridas todas as determinações, mesmo sem fundamento visível, da GNR”.
“Não podemos deixar de ligar esta acção inaceitável da GNR à visita do senhor primeiro-ministro. Com toda a probabilidade tratou-se de uma actuação das forças de segurança destinada a evitar que a visita do primeiro-ministro, no que já se percebe ser mais uma acção de propaganda do Governo, fosse ensombrada pela visibilidade de justas reivindicações populares contra as medidas que quer aplicar”, considera a pergunta.
Em tom irónico, Bernardino Soares sugere que o Executivo altere o nome da iniciativa “Governo presente” para “Governo presente, mas só com contestação ausente”.