CDS-PP não se surpreende com ratings e diz que será necessário orçamento rectificativo

21-01-2011
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No Parlamento, a deputada Assunção Cristas disse aos jornalistas: “Infelizmente, para o CDS e para todo o país, isto não é novidade. Nós dissemos na altura do Orçamento do Estado que o orçamento era curto na compressão da despesa e apresentámos várias propostas no sentido de cortar mais na despesa.”

A deputada democrata cristã deu como exemplos de sectores em que se pode cortar o consumo intermédio da administração pública e o Rendimento Social de Inserção.

“Dissemos também que o Orçamento não dava sinais muito claros no que diz respeito ao endividamento e propusemos a paragem das grandes obras públicas, como o TGV e o aeroporto. Precisamente para dar um sinal aos mercados de que tínhamos percebido a gravidade da situação e que íamos actuar em conformidade”, lembrou a parlamentar do CDS-PP.

Respondendo com disponibilidade ao apelo do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos - que, reagindo ao anúncio da agência de notação financeira Standard&Poor’s, disse: “É tempo de o Governo e de os partidos, em especial o PSD, se entenderem quanto a isto: há que executar as medidas necessárias” -, o CDS lembrou, contudo, que, no quadro do Orçamento do Estado para 2010, o Governo mostrou “pouca abertura para colher” as suas propostas.

“O CDS sempre esteve disponível para dar um contributo construtivo para a consolidação das contas e também, e talvez sobretudo, para uma estratégia de crescimento para o país”, afirmou Assunção Cristas, defendendo que é necessário “cortar onde há desperdício” mas também “adoptar uma estratégia muito firme, muito corajosa, para o crescimento económico”.

Assunção Cristas recordou que o CDS-PP já tinha questionado o ministro das Finanças sobre quando tencionava apresentar um orçamento retificativo, “porque já na altura era evidente que um orçamento rectificativo teria de ser apresentado, porventura antes do que o próprio Governo planeava”.

Até porque “no PEC [Programa de Estabilidade e Crescimento] voltámos a ver o mesmo cenário, e pior, continuamos com perspectivas de crescimento de 0,7, que já no Orçamento do Estado tínhamos dito que eram muito optimistas”, sublinhou Assunção Cristas.

“O PEC não é um programa de crescimento e ainda assim também é curto no que diz respeito no que diz respeito ao próprio corte na despesa e aos próprios sinais relativamente ao endividamento”, frisou.

O ministro das Finanças afirmou hoje que “o país tem de responder a este ataque dos mercados”, reagindo à decisão da Standard&Poor’s, hoje anunciada, de cortar em dois níveis o rating da dívida portuguesa - de longo prazo de A+ para A- e de curto prazo de A-1 para A-2.

“Este é um momento decisivo. O país tem que responder a este ataque dos mercados”, apelou Teixeira dos Santos.

No Parlamento, a deputada Assunção Cristas disse aos jornalistas: “Infelizmente, para o CDS e para todo o país, isto não é novidade. Nós dissemos na altura do Orçamento do Estado que o orçamento era curto na compressão da despesa e apresentámos várias propostas no sentido de cortar mais na despesa.”

A deputada democrata cristã deu como exemplos de sectores em que se pode cortar o consumo intermédio da administração pública e o Rendimento Social de Inserção.

“Dissemos também que o Orçamento não dava sinais muito claros no que diz respeito ao endividamento e propusemos a paragem das grandes obras públicas, como o TGV e o aeroporto. Precisamente para dar um sinal aos mercados de que tínhamos percebido a gravidade da situação e que íamos actuar em conformidade”, lembrou a parlamentar do CDS-PP.

Respondendo com disponibilidade ao apelo do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos - que, reagindo ao anúncio da agência de notação financeira Standard&Poor’s, disse: “É tempo de o Governo e de os partidos, em especial o PSD, se entenderem quanto a isto: há que executar as medidas necessárias” -, o CDS lembrou, contudo, que, no quadro do Orçamento do Estado para 2010, o Governo mostrou “pouca abertura para colher” as suas propostas.

“O CDS sempre esteve disponível para dar um contributo construtivo para a consolidação das contas e também, e talvez sobretudo, para uma estratégia de crescimento para o país”, afirmou Assunção Cristas, defendendo que é necessário “cortar onde há desperdício” mas também “adoptar uma estratégia muito firme, muito corajosa, para o crescimento económico”.

Assunção Cristas recordou que o CDS-PP já tinha questionado o ministro das Finanças sobre quando tencionava apresentar um orçamento retificativo, “porque já na altura era evidente que um orçamento rectificativo teria de ser apresentado, porventura antes do que o próprio Governo planeava”.

Até porque “no PEC [Programa de Estabilidade e Crescimento] voltámos a ver o mesmo cenário, e pior, continuamos com perspectivas de crescimento de 0,7, que já no Orçamento do Estado tínhamos dito que eram muito optimistas”, sublinhou Assunção Cristas.

“O PEC não é um programa de crescimento e ainda assim também é curto no que diz respeito no que diz respeito ao próprio corte na despesa e aos próprios sinais relativamente ao endividamento”, frisou.

O ministro das Finanças afirmou hoje que “o país tem de responder a este ataque dos mercados”, reagindo à decisão da Standard&Poor’s, hoje anunciada, de cortar em dois níveis o rating da dívida portuguesa - de longo prazo de A+ para A- e de curto prazo de A-1 para A-2.

“Este é um momento decisivo. O país tem que responder a este ataque dos mercados”, apelou Teixeira dos Santos.

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