Socialistas em congresso de "unidade"

10-04-2011
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E foi "com muita emoção" que Sócrates anunciou o nome de Ferro, com os delegados de pé aos gritos de "PS, PS". Emocionado, subiu ao palco para dizer que este "é o tempo dos regressos" e prometer "unidade".

Se a unidade interna em véspera de legislativas é a mensagem essencial do guião socialista para o congresso, dentro e fora do pavilhão de Matosinhos atravessam-se outras estratégias e leituras: as do dia seguinte às eleições e ao pós-socratismo. As atenções dividem-se entre dois potenciais candidatos. Um dentro da sala, Francisco Assis, líder parlamentar, apresentado e elogiado por Sócrates como candidato ao Porto nas eleições de Junho. Outro, fora do pavilhão, António José Seguro, que não falou no palco, mas foi bem acolhido pelos delegados. Chegou acompanhado por António Galamba, actual governador civil de Lisboa e seu braço-direito quando foi secretário-geral da Juventude Socialista. Depois, sentou-se na 12.ª fila da sala e não falou da tribuna.

Costa contra calculismos

A verdade é que o congresso serviu para marcação de terreno dos potenciais candidatos. A António Costa, número dois do partido e que sai do secretariado nacional por limite de mandatos, apresentou a moção do líder, mas começou o coro daqueles que foram dizer que este é o momento de unidade e não é o momento para calculismos. Uma indirecta para Seguro, até então ausente dos trabalhos, da parte de quem é apontado como um potencial candidato.

A tarde reservava uma surpresa planeada: foi Sócrates quem pediu a palavra para anunciar Assis como cabeça de lista pelo Porto. A meio de uma sucessão de discursos de muitos dirigentes do PS em que o PSD esteve debaixo de fogo. Francisco Assis seguiu o mesmo rumo. Atacou o comportamento do partido de Passos Coelho, a que se referiu como "ultraliberal". E voltou, uma vez mais, a culpar os sociais-democratas pela crise. "Esta é a hora de quem não está aqui para derrubar governos para chegar ao poder. Esta é a hora de quem governa em circunstâncias boas e más." Depois, atirou às responsabilidades internas e, tal como Sócrates, recusou calculismo no apoio à "coragem" de Sócrates "neste combate". "Estou contigo porque esta é a tua hora, é a nossa hora, é a hora de quem não escolhe a hora. Esta é a hora de quem não anda aqui por calculismos", disse.com M. J. O. e S. J. A.

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E foi "com muita emoção" que Sócrates anunciou o nome de Ferro, com os delegados de pé aos gritos de "PS, PS". Emocionado, subiu ao palco para dizer que este "é o tempo dos regressos" e prometer "unidade".

Se a unidade interna em véspera de legislativas é a mensagem essencial do guião socialista para o congresso, dentro e fora do pavilhão de Matosinhos atravessam-se outras estratégias e leituras: as do dia seguinte às eleições e ao pós-socratismo. As atenções dividem-se entre dois potenciais candidatos. Um dentro da sala, Francisco Assis, líder parlamentar, apresentado e elogiado por Sócrates como candidato ao Porto nas eleições de Junho. Outro, fora do pavilhão, António José Seguro, que não falou no palco, mas foi bem acolhido pelos delegados. Chegou acompanhado por António Galamba, actual governador civil de Lisboa e seu braço-direito quando foi secretário-geral da Juventude Socialista. Depois, sentou-se na 12.ª fila da sala e não falou da tribuna.

Costa contra calculismos

A verdade é que o congresso serviu para marcação de terreno dos potenciais candidatos. A António Costa, número dois do partido e que sai do secretariado nacional por limite de mandatos, apresentou a moção do líder, mas começou o coro daqueles que foram dizer que este é o momento de unidade e não é o momento para calculismos. Uma indirecta para Seguro, até então ausente dos trabalhos, da parte de quem é apontado como um potencial candidato.

A tarde reservava uma surpresa planeada: foi Sócrates quem pediu a palavra para anunciar Assis como cabeça de lista pelo Porto. A meio de uma sucessão de discursos de muitos dirigentes do PS em que o PSD esteve debaixo de fogo. Francisco Assis seguiu o mesmo rumo. Atacou o comportamento do partido de Passos Coelho, a que se referiu como "ultraliberal". E voltou, uma vez mais, a culpar os sociais-democratas pela crise. "Esta é a hora de quem não está aqui para derrubar governos para chegar ao poder. Esta é a hora de quem governa em circunstâncias boas e más." Depois, atirou às responsabilidades internas e, tal como Sócrates, recusou calculismo no apoio à "coragem" de Sócrates "neste combate". "Estou contigo porque esta é a tua hora, é a nossa hora, é a hora de quem não escolhe a hora. Esta é a hora de quem não anda aqui por calculismos", disse.com M. J. O. e S. J. A.

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