"I wanted to have the bluest eyes, so that my Momma will love me, I will have friends, people will stop doing nasty things in front of me and I will not be invisible."Tony Morrisson - "The Bluest Eye"Para podermos realmente construir um projecto emancipador para a Lusofonia, é fundamental termos a coragem de remexer nos recessos mais obscuros do subconsciente ... Principalmente aqueles que, de tão obscuros, são os mais influenciados por violações mediáticas e imperialismos/colonialismos culturais ...Quem entre @s Lusófon@s nunca sentiu, ao menos uma vez na vida, essa vergonha visceral que a Toni Morrisson tão bem expõe e que não se limita aos Afro-descentes?Quem é que nunca se sentiu minúscul@ ao olhar para um Boticelli, ao ouvir um poema de Petrarca ou ao ler uma revista de moda dos nossos tempos?Fora aquel@s Lusófonos que, por terem traços e/ou ascendência Germânica, se sintam imunes aos aspectos mais destrutivos da herança estetico-eugénica da cultura Ocidental ... São poucos, mas sei que existem ...Quem de nós, em reacção inconsciente a tal herança, nunca sentiu uma ligeira ponta de orgulho ao sermos chamados de "Latin@s exótic@s" e "sangue quente" pelos "gringos", tornando-nos assim numa pantomina de nós mesm@s? Seja na pessoa de turistas, amigos, conhecidos ou amantes estrangeiros, ou até ao vermos rostos e corpos semelhantes aos nossos serem celebrados pelos media.É triste quando precisamos de ser reconhecidos pelos "donos do mundo" para nos podermos dar a nós mesmos a autorização de ser quem somos ...
Categorias
Entidades
"I wanted to have the bluest eyes, so that my Momma will love me, I will have friends, people will stop doing nasty things in front of me and I will not be invisible."Tony Morrisson - "The Bluest Eye"Para podermos realmente construir um projecto emancipador para a Lusofonia, é fundamental termos a coragem de remexer nos recessos mais obscuros do subconsciente ... Principalmente aqueles que, de tão obscuros, são os mais influenciados por violações mediáticas e imperialismos/colonialismos culturais ...Quem entre @s Lusófon@s nunca sentiu, ao menos uma vez na vida, essa vergonha visceral que a Toni Morrisson tão bem expõe e que não se limita aos Afro-descentes?Quem é que nunca se sentiu minúscul@ ao olhar para um Boticelli, ao ouvir um poema de Petrarca ou ao ler uma revista de moda dos nossos tempos?Fora aquel@s Lusófonos que, por terem traços e/ou ascendência Germânica, se sintam imunes aos aspectos mais destrutivos da herança estetico-eugénica da cultura Ocidental ... São poucos, mas sei que existem ...Quem de nós, em reacção inconsciente a tal herança, nunca sentiu uma ligeira ponta de orgulho ao sermos chamados de "Latin@s exótic@s" e "sangue quente" pelos "gringos", tornando-nos assim numa pantomina de nós mesm@s? Seja na pessoa de turistas, amigos, conhecidos ou amantes estrangeiros, ou até ao vermos rostos e corpos semelhantes aos nossos serem celebrados pelos media.É triste quando precisamos de ser reconhecidos pelos "donos do mundo" para nos podermos dar a nós mesmos a autorização de ser quem somos ...