Sucesso escolar também depende dos países de acolhimento, diz António Braga

09-08-2010
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Um estudo do Ministério da Educação luxemburguês divulgado esta semana veio chamar de novo a atenção para as dificuldades dos luso-descendentes. Entre os estudantes estrangeiros que frequentam o ensino secundário no Luxemburgo, os portugueses são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar.

“À luz dos acordos bilaterais e também das recomendações e quadros internacionais de referência para aprendizagem das línguas, as escolas dos respectivos países de acolhimento devem promover actividades complementares para ultrapassar dificuldades, como o domínio da língua, factor decisivo na aprendizagem escolar”, disse ao PÚBLICO António Braga. No Luxemburgo, por exemplo, as crianças são confrontadas com três línguas: o luxemburguês, francês e alemão

“Há outros elementos, para além do acompanhamento das famílias, que contribuem para a maior ou menor facilidade de progressão curricular, como por exemplo a idade da chegada ao sistema escolar, que pode gerar perturbações quanto ao menor domínio da língua local”, lembrou.

O governante reafirmou, por outro lado, que se irá proceder a “uma expansão significativa” da rede de professores de português no estrangeiro, que actualmente conta com cerca de 600 profissionais.

Um estudo do Ministério da Educação luxemburguês divulgado esta semana veio chamar de novo a atenção para as dificuldades dos luso-descendentes. Entre os estudantes estrangeiros que frequentam o ensino secundário no Luxemburgo, os portugueses são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar.

“À luz dos acordos bilaterais e também das recomendações e quadros internacionais de referência para aprendizagem das línguas, as escolas dos respectivos países de acolhimento devem promover actividades complementares para ultrapassar dificuldades, como o domínio da língua, factor decisivo na aprendizagem escolar”, disse ao PÚBLICO António Braga. No Luxemburgo, por exemplo, as crianças são confrontadas com três línguas: o luxemburguês, francês e alemão

“Há outros elementos, para além do acompanhamento das famílias, que contribuem para a maior ou menor facilidade de progressão curricular, como por exemplo a idade da chegada ao sistema escolar, que pode gerar perturbações quanto ao menor domínio da língua local”, lembrou.

O governante reafirmou, por outro lado, que se irá proceder a “uma expansão significativa” da rede de professores de português no estrangeiro, que actualmente conta com cerca de 600 profissionais.

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