Bilhetes para Arcade Fire à venda, apesar do "não" do Governo

02-11-2010
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Concerto continua marcado para 18 de Novembro, no local onde no dia seguinte começa a Cimeira da NATO

O Governo diz que nem pensar, a promotora responde que tudo se mantém como previsto até ordem em contrário. A 18 dias do concerto dos Arcade Fire no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, os milhares de fãs portugueses da banda canadiana continuam sem saber se haverá ou não espectáculo.

Em causa está a realização da Cimeira da NATO no Parque das Nações e a possível invasão do perímetro de segurança ali montado por mais de 18 mil pessoas na véspera do início da reunião que trará a Lisboa alguns dos principais líderes políticos mundiais.

Esta semana, o Pavilhão Atlântico cancelou a venda de bilhetes para o concerto marcado para 18 de Novembro, mas nas agências de espectáculos e lojas da especialidade ainda é possível adquirir ingressos - estima-se que 15 mil já foram vendidos.

Desde há semanas que Paula Mascarenhas, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), assegura que "com toda a certeza não vai haver concerto". Mas Álvaro Covões, promotor do concerto, continua a dizer que "legalmente não existe nada que impeça a realização do espectáculo". Apesar de Mascarenhas afirmar que a promotora foi avisada "há muito tempo", Covões diz que ainda não lhe chegou qualquer documento oficial e com força jurídica para o levar a mudar de ideias.

"Nós temos tudo legal. Por isso, ou forçam o encerramento e arcam com as responsabilidades ou então nada feito", diz o patrão da Everything is New, referindo-se às entidades oficiais.

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Para já, nem o MNE, nem a promotora, nem a Parque Expo - detentora do Pavilhão Atlântico - assumem responsabilidades na situação, em particular face aos encargos e indemnizações que o cancelamento do concerto pode implicar. Os valores em questão não são conhecidos e Covões limita-se a dizer que são "muito altos". À agência Lusa, o promotor explicou que o concerto "tem um potencial médio de receita entre os 600 mil e os 620 mil euros", dos quais 100 mil vão directamente para os cofres do Estado.

Álvaro Covões define a situação como "inacreditável e uma vergonha". "O concerto está marcado há muito tempo, muito antes de a cimeira ter sido marcada, não é assim que se faz", declara. Paula Mascarenhas diz apenas que quer a situação esclarecida o mais rápido possível.

Concerto continua marcado para 18 de Novembro, no local onde no dia seguinte começa a Cimeira da NATO

O Governo diz que nem pensar, a promotora responde que tudo se mantém como previsto até ordem em contrário. A 18 dias do concerto dos Arcade Fire no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, os milhares de fãs portugueses da banda canadiana continuam sem saber se haverá ou não espectáculo.

Em causa está a realização da Cimeira da NATO no Parque das Nações e a possível invasão do perímetro de segurança ali montado por mais de 18 mil pessoas na véspera do início da reunião que trará a Lisboa alguns dos principais líderes políticos mundiais.

Esta semana, o Pavilhão Atlântico cancelou a venda de bilhetes para o concerto marcado para 18 de Novembro, mas nas agências de espectáculos e lojas da especialidade ainda é possível adquirir ingressos - estima-se que 15 mil já foram vendidos.

Desde há semanas que Paula Mascarenhas, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), assegura que "com toda a certeza não vai haver concerto". Mas Álvaro Covões, promotor do concerto, continua a dizer que "legalmente não existe nada que impeça a realização do espectáculo". Apesar de Mascarenhas afirmar que a promotora foi avisada "há muito tempo", Covões diz que ainda não lhe chegou qualquer documento oficial e com força jurídica para o levar a mudar de ideias.

"Nós temos tudo legal. Por isso, ou forçam o encerramento e arcam com as responsabilidades ou então nada feito", diz o patrão da Everything is New, referindo-se às entidades oficiais.

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Para já, nem o MNE, nem a promotora, nem a Parque Expo - detentora do Pavilhão Atlântico - assumem responsabilidades na situação, em particular face aos encargos e indemnizações que o cancelamento do concerto pode implicar. Os valores em questão não são conhecidos e Covões limita-se a dizer que são "muito altos". À agência Lusa, o promotor explicou que o concerto "tem um potencial médio de receita entre os 600 mil e os 620 mil euros", dos quais 100 mil vão directamente para os cofres do Estado.

Álvaro Covões define a situação como "inacreditável e uma vergonha". "O concerto está marcado há muito tempo, muito antes de a cimeira ter sido marcada, não é assim que se faz", declara. Paula Mascarenhas diz apenas que quer a situação esclarecida o mais rápido possível.

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