Ana Paula Vitorino reafirma empenho do PS no Metro do Mondego

13-04-2011
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“O PS reafirma, de facto, o seu empenhamento em avançar com este projecto, agora não nos podemos esquecer da crise em que estamos e deste particular momento em que, não só temos um governo de gestão, como estamos em plena negociação com o FMI, o BCE e com a Comissão Europeia para definirmos uma assistência financeira externa. E isso obriga-nos a ter de alguma forma uma ponderação em termos dos timings”, afirmou.

A antiga secretária de Estado dos Transportes falava à Agência Lusa no âmbito da iniciativa “Conferências@DEC”, organizada pelo Núcleo de Estudantes de Engenharia Civil da Associação Académica de Coimbra.

Durante a sua intervenção Ana Paula Vitorino defendeu que se deve dar prioridade a este projecto, apostando-se nele com “bom senso, ponderação e o realismo” exigidos pela crise.

“Tem de ser numa perspectiva de reafirmação do interesse deste projecto e de atribuição de uma prioridade, ainda que com o realismo exigido pela situação”, frisou à Lusa.

De acordo com a deputada socialista, “é da mais elementar justiça” para as populações que se reponha um serviço ferroviário que foi interrompido no Ramal da Lousã quando começaram as obras do Metro Mondego.

“O SMM, tal como está definido desde 2006 é um projecto que foi analisado de uma forma consistente, tem uma sustentação técnica muito acentuada e tem acima de tudo o mérito de, por um lado proporcionar uma mobilidade sustentável, em modo ferroviário, no corredor do antigo ramal de Lousã, e portanto também no interior de Coimbra, mas também potenciar a sua futura ligação a outros modos de transporte, nomeadamente a ferrovia clássica, os autocarros e todo o sistema de transportes da região Centro e, acima de tudo, da região de Coimbra”, disse ainda.

Para o antigo presidente da sociedade Metro Mondego, Álvaro Maia Seco, outro dos oradores na conferência durante a parte da manhã, “o governo tratou o projecto do metro completamente com os pés, não pensou no que estava a fazer”.

Na óptica do especialista em transportes, que se de demitiu há alguns meses da presidência da sociedade, o governo “pôs em causa os interesses de milhares de pessoas que usavam o sistema ferroviário” do ramal da Lousã.

“Não estou a dizer com isto que, com a crise económica que temos, não seja absolutamente essencial reprogramar os investimentos. Mas neste momento ninguém sabe se vai ser feito ou não vai ser feito e quando vai ser feito”, sustentou.

Para o vereador do PS na Câmara de Coimbra, o impasse no projecto, actualmente a ser revisto por uma comissão criada para reduzir gastos não essenciais, “descredibiliza qualquer processo de planeamento em Portugal”.

“O PS reafirma, de facto, o seu empenhamento em avançar com este projecto, agora não nos podemos esquecer da crise em que estamos e deste particular momento em que, não só temos um governo de gestão, como estamos em plena negociação com o FMI, o BCE e com a Comissão Europeia para definirmos uma assistência financeira externa. E isso obriga-nos a ter de alguma forma uma ponderação em termos dos timings”, afirmou.

A antiga secretária de Estado dos Transportes falava à Agência Lusa no âmbito da iniciativa “Conferências@DEC”, organizada pelo Núcleo de Estudantes de Engenharia Civil da Associação Académica de Coimbra.

Durante a sua intervenção Ana Paula Vitorino defendeu que se deve dar prioridade a este projecto, apostando-se nele com “bom senso, ponderação e o realismo” exigidos pela crise.

“Tem de ser numa perspectiva de reafirmação do interesse deste projecto e de atribuição de uma prioridade, ainda que com o realismo exigido pela situação”, frisou à Lusa.

De acordo com a deputada socialista, “é da mais elementar justiça” para as populações que se reponha um serviço ferroviário que foi interrompido no Ramal da Lousã quando começaram as obras do Metro Mondego.

“O SMM, tal como está definido desde 2006 é um projecto que foi analisado de uma forma consistente, tem uma sustentação técnica muito acentuada e tem acima de tudo o mérito de, por um lado proporcionar uma mobilidade sustentável, em modo ferroviário, no corredor do antigo ramal de Lousã, e portanto também no interior de Coimbra, mas também potenciar a sua futura ligação a outros modos de transporte, nomeadamente a ferrovia clássica, os autocarros e todo o sistema de transportes da região Centro e, acima de tudo, da região de Coimbra”, disse ainda.

Para o antigo presidente da sociedade Metro Mondego, Álvaro Maia Seco, outro dos oradores na conferência durante a parte da manhã, “o governo tratou o projecto do metro completamente com os pés, não pensou no que estava a fazer”.

Na óptica do especialista em transportes, que se de demitiu há alguns meses da presidência da sociedade, o governo “pôs em causa os interesses de milhares de pessoas que usavam o sistema ferroviário” do ramal da Lousã.

“Não estou a dizer com isto que, com a crise económica que temos, não seja absolutamente essencial reprogramar os investimentos. Mas neste momento ninguém sabe se vai ser feito ou não vai ser feito e quando vai ser feito”, sustentou.

Para o vereador do PS na Câmara de Coimbra, o impasse no projecto, actualmente a ser revisto por uma comissão criada para reduzir gastos não essenciais, “descredibiliza qualquer processo de planeamento em Portugal”.

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