M!CporCoimbra: Manuel Alegre avança com corrente de opinião para preencher "buraco negro" no PS

28-05-2010
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PÚBLICO/Lusa10.02.2008 Da reunião de reflexão de Manuel Alegre com cerca de cerca de 170 membros que o apoiram na candidatura à presidência da República saiu uma corrente de opinião no interior do partido. E críticas, muitas críticas ao Governo e à actual direcção socialista. Para já, Alegre quer, com a sua corrente, preencher o "buraco negro" da falta de debteno PS.Mas Alegre deixa também alguns avisos. Diz que se o desafirem para ir a eleições no seu partido, responderá que só vai às urnas "no país", acrescentando que esses desafios são "perigosos" para o PS."Há uma grande crítica em relação ao funcionamento do PS. Não há debate suficiente, tudo está muito governamentalizado, tudo começa e acaba no Governo", afirmou Manuel Alegre, no intervalo da reunião, em Lisboa, que decorreu à porta fechada.Os estatutos do PS proíbem tendências, mas consagraram em 2003 o direito de formar "correntes de opinião interna" desde que "compatíveis com os seus objectivos e que respeitem a disciplina partidária"."Há um buraco negro na esquerda, na democracia e no próprio partido. Nós somos socialistas, temos uma responsabilidade e devemos contribuir para preencher esse buraco através da formação de uma corrente de opinião socialista", disse.Sobre a situação social do país, Manuel Alegre afirmou "que há muitas críticas na área da Educação, no Serviço Nacional de Saúde, na Justiça, na desertificação", mas sobretudo "uma grande preocupação com as desigualdades existentes" no país.Admitindo que "é muito difícil que os partidos se regenerem por dentro", Manuel Alegre disse estar disposto a ir até "onde for possível". "Eu estou convencido que é possível, mas tudo tem um limite. Só a história o dirá, se é possível ou não", disse.Questionado sobre qual a expectativa em relação à forma como o primeiro-ministro, José Sócrates, receberá as suas críticas, Alegre disse estar consciente que a luta pela regeneração do PS e do sistema político "é uma luta ideológica". "Penso que os socialistas oficiais não estão em muitos terrenos a travar esse combate político e ideológico e nós queremos travar esse combate", afirmou.A corrente de opinião socialista de Alegre irá, "em cada distrito", tomar "posição públicas" e, através de debates, "construir uma alternativa" ao "pensamento único", disse.E depois deixou o aviso de que não vai em desafios para eleições internas. Agora "só no país". Se me desafiam para combates dessa natureza eu respondo: vou às urnas, mas no país. Mas evitem essa situação para bem do PS, porque eu penso que há outras maneiras de resolver as coisas, há maneiras de reformar o PS e de refrescar a nossa democracia", disse.Perigo para o PSRejeitando estar disponível para "eleições de secretariado e para congressos", Alegre lembrou que as presidenciais de 2005, em que ficou em segundo lugar com mais de um milhão de votos, à frente do candidato do PS, Mário Soares. "Fomos lá uma vez e eles perderam. São perigosas para eles, não são para mim. Eu não vou porque não sou um aventureiro político. E faço parte do PS há muito mais tempo do que muitas das pessoas que neste momento estão à frente do PS", acrescentou.No encontro participou também Edmundo Pedro, "histórico" resistente antifascista, que afirmou que também ele não se revê, "em muitos aspectos", nas decisões da actual liderança do PS e do Governo, sublinhando ser necessário "repensar" o partido.Em declarações à agência Lusa, antes do início do "almoço de trabalho e de reflexão", Edmundo Pedro mostrou-se "crítico" em relação ao "actual estado de coisas" e que, por essa razão, "tem o dever de olhar" para o partido e de "ajudar" a encontrar novas soluções. "Há muitos socialistas à procura da esquerda no partido. Essa é a razão por que estou aqui. Tenho o dever de olhar para o partido que ajudei a fundar", sublinhou.


PÚBLICO/Lusa10.02.2008 Da reunião de reflexão de Manuel Alegre com cerca de cerca de 170 membros que o apoiram na candidatura à presidência da República saiu uma corrente de opinião no interior do partido. E críticas, muitas críticas ao Governo e à actual direcção socialista. Para já, Alegre quer, com a sua corrente, preencher o "buraco negro" da falta de debteno PS.Mas Alegre deixa também alguns avisos. Diz que se o desafirem para ir a eleições no seu partido, responderá que só vai às urnas "no país", acrescentando que esses desafios são "perigosos" para o PS."Há uma grande crítica em relação ao funcionamento do PS. Não há debate suficiente, tudo está muito governamentalizado, tudo começa e acaba no Governo", afirmou Manuel Alegre, no intervalo da reunião, em Lisboa, que decorreu à porta fechada.Os estatutos do PS proíbem tendências, mas consagraram em 2003 o direito de formar "correntes de opinião interna" desde que "compatíveis com os seus objectivos e que respeitem a disciplina partidária"."Há um buraco negro na esquerda, na democracia e no próprio partido. Nós somos socialistas, temos uma responsabilidade e devemos contribuir para preencher esse buraco através da formação de uma corrente de opinião socialista", disse.Sobre a situação social do país, Manuel Alegre afirmou "que há muitas críticas na área da Educação, no Serviço Nacional de Saúde, na Justiça, na desertificação", mas sobretudo "uma grande preocupação com as desigualdades existentes" no país.Admitindo que "é muito difícil que os partidos se regenerem por dentro", Manuel Alegre disse estar disposto a ir até "onde for possível". "Eu estou convencido que é possível, mas tudo tem um limite. Só a história o dirá, se é possível ou não", disse.Questionado sobre qual a expectativa em relação à forma como o primeiro-ministro, José Sócrates, receberá as suas críticas, Alegre disse estar consciente que a luta pela regeneração do PS e do sistema político "é uma luta ideológica". "Penso que os socialistas oficiais não estão em muitos terrenos a travar esse combate político e ideológico e nós queremos travar esse combate", afirmou.A corrente de opinião socialista de Alegre irá, "em cada distrito", tomar "posição públicas" e, através de debates, "construir uma alternativa" ao "pensamento único", disse.E depois deixou o aviso de que não vai em desafios para eleições internas. Agora "só no país". Se me desafiam para combates dessa natureza eu respondo: vou às urnas, mas no país. Mas evitem essa situação para bem do PS, porque eu penso que há outras maneiras de resolver as coisas, há maneiras de reformar o PS e de refrescar a nossa democracia", disse.Perigo para o PSRejeitando estar disponível para "eleições de secretariado e para congressos", Alegre lembrou que as presidenciais de 2005, em que ficou em segundo lugar com mais de um milhão de votos, à frente do candidato do PS, Mário Soares. "Fomos lá uma vez e eles perderam. São perigosas para eles, não são para mim. Eu não vou porque não sou um aventureiro político. E faço parte do PS há muito mais tempo do que muitas das pessoas que neste momento estão à frente do PS", acrescentou.No encontro participou também Edmundo Pedro, "histórico" resistente antifascista, que afirmou que também ele não se revê, "em muitos aspectos", nas decisões da actual liderança do PS e do Governo, sublinhando ser necessário "repensar" o partido.Em declarações à agência Lusa, antes do início do "almoço de trabalho e de reflexão", Edmundo Pedro mostrou-se "crítico" em relação ao "actual estado de coisas" e que, por essa razão, "tem o dever de olhar" para o partido e de "ajudar" a encontrar novas soluções. "Há muitos socialistas à procura da esquerda no partido. Essa é a razão por que estou aqui. Tenho o dever de olhar para o partido que ajudei a fundar", sublinhou.

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