O Bloco de Esquerda criticou hoje a "manipulação, inexactidão no tratamento" noticioso da "praga" de insectos originários do norte de África que invadiu anteontem a praia da Costa da Caparica.
Baseando-se no relatório da Direcção Geral de Saúde, a deputada Ana Drago afirmou que "não houve "praga", houve talvez picadas, mas o que aconteceu foi uma fuga de insectos de uma carga policial indiscriminada".
"De um grande grupo de 400 ou 500 mosquitos só 30 ou 40 praticaram ilícitos. Muitos deles que apareceram nas imagens televisivas e fotográficas a voar na praia naquele dia não eram perigosos, mas tão-só algumas fêmeas que atravessavam o areal em busca de uma refeição quente de sangue na cozinha de um restaurante à beira-mar, onde jaziam as carcaças de dois cães esfolados especialmente para o almoço”.
Os ataques não se limitaram à cobertura noticiosa do acontecimento. Ana Drago apontou ainda o dedo à "solução CDS", que propôs a pulverização com insecticida da região costeira, acusando aquele partido de ter relacionado doenças cutâneo-alérgicas e infestação de mosquitos. "Correr os insectos das praias à bastonada para que fiquem quietos nos lodaçais e pântanos dos seus locais de origem e não subam à Europa não resulta", sustentou.
A alternativa são "políticas de integração de todas as espécies de insectos”, e revalorização do seu papel na complexa sociedade portuguesa, onde uma minoria daqueles suga a segurança social, mas em compensação um número superior serve de alimento a construtores e empresários famintos e ajuda a controlar, casualmente mediante o confronto entre gangues, a proliferação de outros insectos mais devastadores”, rematou a deputada bloquista, enquanto distribuía panfletos aos passantes a favor da legalização extraordinária, e do reagrupamento familiar, das cigarras e do aumento da carga fiscal sobre as formigas, os insectos burgueses detentores do grande capital.
Publicado por Nino
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O Bloco de Esquerda criticou hoje a "manipulação, inexactidão no tratamento" noticioso da "praga" de insectos originários do norte de África que invadiu anteontem a praia da Costa da Caparica.
Baseando-se no relatório da Direcção Geral de Saúde, a deputada Ana Drago afirmou que "não houve "praga", houve talvez picadas, mas o que aconteceu foi uma fuga de insectos de uma carga policial indiscriminada".
"De um grande grupo de 400 ou 500 mosquitos só 30 ou 40 praticaram ilícitos. Muitos deles que apareceram nas imagens televisivas e fotográficas a voar na praia naquele dia não eram perigosos, mas tão-só algumas fêmeas que atravessavam o areal em busca de uma refeição quente de sangue na cozinha de um restaurante à beira-mar, onde jaziam as carcaças de dois cães esfolados especialmente para o almoço”.
Os ataques não se limitaram à cobertura noticiosa do acontecimento. Ana Drago apontou ainda o dedo à "solução CDS", que propôs a pulverização com insecticida da região costeira, acusando aquele partido de ter relacionado doenças cutâneo-alérgicas e infestação de mosquitos. "Correr os insectos das praias à bastonada para que fiquem quietos nos lodaçais e pântanos dos seus locais de origem e não subam à Europa não resulta", sustentou.
A alternativa são "políticas de integração de todas as espécies de insectos”, e revalorização do seu papel na complexa sociedade portuguesa, onde uma minoria daqueles suga a segurança social, mas em compensação um número superior serve de alimento a construtores e empresários famintos e ajuda a controlar, casualmente mediante o confronto entre gangues, a proliferação de outros insectos mais devastadores”, rematou a deputada bloquista, enquanto distribuía panfletos aos passantes a favor da legalização extraordinária, e do reagrupamento familiar, das cigarras e do aumento da carga fiscal sobre as formigas, os insectos burgueses detentores do grande capital.
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