Centenas de pessoas exigem transportes alternativos à linha do Tâmega

29-01-2012
marcar artigo

Algumas centenas de pessoas manifestaram-se hoje, na Livração, Marco de Canaveses, contra o encerramento da linha do Tâmega e aprovaram uma moção a exigir a reposição de transportes alternativos de autocarro assegurados pela CP.

Representantes da comissão de utentes, acompanhados por presidentes de juntas de freguesia, puseram à consideração popular a moção que se propõem enviar ao Presidente da República, ao Governo e à Assembleia da República, que foi aprovada por unanimidade.

José Gonçalves, porta-voz da comissão, reafirmou que aquela via-férrea, com 12 quilómetros, entre Amarante e a Livração, no concelho do Marco de Canaveses, era a ligação mais rápida e económica entre as duas localidades.

Para aquele ativista, que falava no coreto da localidade, os utentes da linha ficaram sem alternativas de transporte, sobretudo depois de a CP ter acabado, no dia 31 de dezembro, com o autocarro que assegurava a ligação desde a suspensão de circulação ferroviária na linha do Tâmega.

José Gonçalves reafirmou críticas à câmara de Amarante, acusando o seu presidente de "subserviência face ao poder central".

Sempre muito aplaudido, o porta-voz dos utentes censurou o comportamento da ex-secretária de Estado Transportes, Ana Paula Vitorino, que em 2009 ordenou o encerramento da linha para obras, comprometendo-se com a reabertura da linha dois anos depois, o que nunca veio a ocorrer.

A manifestação acabou, ainda, por ficar marcada por vaias de alguns populares ao presidente da junta de Vila Caiz, enquanto este criticava o facto de a comissão de utentes não ter dialogado com as freguesias.

Apesar dos protestos dos populares, o autarca António Ricardo lembrou que, com o apoio da câmara de Amarante, tinham sido há poucos dias desbloqueados transportes alternativos para alguns lugares servidos anteriormente pela linha-férrea.

Aquele presidente de junta do concelho de Amarante, corroborado pelo colega de Santo Isidoro, do Marco de Canaveses, mostrou pouca esperança que uma dia aquela linha possa reabrir. Os dois autarcas garantiram, no entanto, que tudo farão para lutar por alternativas que satisfaçam a população.

A comissão de utentes da linha do Tâmega também já enviou para a Assembleia da República uma petição popular, com mais de 400 assinaturas, a solicitar aos deputados a análise da eventual reabertura da linha do Tâmega.

Desde o início de janeiro, a deslocação dos alunos de Amarante afetados pelo fim dos transportes alternativos da CP na linha do Tâmega é assegurada por um operador comercial, sem encargos adicionais para os estudantes, revelou fonte da empresa.

Saiba mais sobre: Tâmega

publicidade

Algumas centenas de pessoas manifestaram-se hoje, na Livração, Marco de Canaveses, contra o encerramento da linha do Tâmega e aprovaram uma moção a exigir a reposição de transportes alternativos de autocarro assegurados pela CP.

Representantes da comissão de utentes, acompanhados por presidentes de juntas de freguesia, puseram à consideração popular a moção que se propõem enviar ao Presidente da República, ao Governo e à Assembleia da República, que foi aprovada por unanimidade.

José Gonçalves, porta-voz da comissão, reafirmou que aquela via-férrea, com 12 quilómetros, entre Amarante e a Livração, no concelho do Marco de Canaveses, era a ligação mais rápida e económica entre as duas localidades.

Para aquele ativista, que falava no coreto da localidade, os utentes da linha ficaram sem alternativas de transporte, sobretudo depois de a CP ter acabado, no dia 31 de dezembro, com o autocarro que assegurava a ligação desde a suspensão de circulação ferroviária na linha do Tâmega.

José Gonçalves reafirmou críticas à câmara de Amarante, acusando o seu presidente de "subserviência face ao poder central".

Sempre muito aplaudido, o porta-voz dos utentes censurou o comportamento da ex-secretária de Estado Transportes, Ana Paula Vitorino, que em 2009 ordenou o encerramento da linha para obras, comprometendo-se com a reabertura da linha dois anos depois, o que nunca veio a ocorrer.

A manifestação acabou, ainda, por ficar marcada por vaias de alguns populares ao presidente da junta de Vila Caiz, enquanto este criticava o facto de a comissão de utentes não ter dialogado com as freguesias.

Apesar dos protestos dos populares, o autarca António Ricardo lembrou que, com o apoio da câmara de Amarante, tinham sido há poucos dias desbloqueados transportes alternativos para alguns lugares servidos anteriormente pela linha-férrea.

Aquele presidente de junta do concelho de Amarante, corroborado pelo colega de Santo Isidoro, do Marco de Canaveses, mostrou pouca esperança que uma dia aquela linha possa reabrir. Os dois autarcas garantiram, no entanto, que tudo farão para lutar por alternativas que satisfaçam a população.

A comissão de utentes da linha do Tâmega também já enviou para a Assembleia da República uma petição popular, com mais de 400 assinaturas, a solicitar aos deputados a análise da eventual reabertura da linha do Tâmega.

Desde o início de janeiro, a deslocação dos alunos de Amarante afetados pelo fim dos transportes alternativos da CP na linha do Tâmega é assegurada por um operador comercial, sem encargos adicionais para os estudantes, revelou fonte da empresa.

Saiba mais sobre: Tâmega

publicidade

marcar artigo