Considerada uma obra complexa, o Coliseu de Viana está a nascer nu- ma zona de difícil implantação, a sete metros e meio da margem do rio Lima e a 3,44 metros abaixo do nível do solo. Mas nem só problemas técnicos têm estado na origem das sucessivas derrapagens do prazo de conclusão desta obra que completa o conjunto arquitectónico desenhado para a frente ribeirinha da cidade, que inclui os edifícios administrativos desenhados por Fernando Távora e a biblioteca municipal projectada por Siza Vieira.
A empreitada, adjudicada por 12 milhões de euros, arrancou em Janeiro de 2008. Pouco depois era suspensa por ordem do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF), de Braga, devido a uma providência cautelar movida por uma das empresas derrotadas no concurso público. O TAF acabou por confirmar os resultados, mas o processo cautelar provocou um atraso de seis meses que não chegou a ser recuperado devido à necessidade de introduzir alterações ao projecto das fundações, a fase mais difícil dos trabalhos.
Em Abril do ano passado, os problemas financeiros da construtora Alberto Martins & Filhos, Lda., SA obrigaram à substituição da empresa responsável pela empreitada, agora a cargo da Martifer SGPS, SA. O grupo iniciou os trabalhos de cobertura do edifício em Setembro do ano passado, altura em que era apontado o Verão deste ano para a conclusão do pavilhão. Prazo que voltará a não ser cumprido, agora por dificuldades financeiras imputáveis ao dono da obra.
O equipamento, que terá no vidro a principal característica, para garantir a transparência entre a cidade, o rio e o interior do próprio edifício, irá ocupar uma área de 3792 metros quadrados, 70,1 metros de comprimento, 54,1 metros de largura e 9,12 metros de altura acima do solo.
Com capacidade para cerca de duas mil pessoas, podendo o número aumentar para o dobro nos casos de concertos musicais em que o público assiste de pé, o multiusos terá um recinto reservado às provas desportivas. Só esta área irá dispor de um espaço de jogo com 44 por 26 metros, com 1500 lugares. Na parte superior, vai ser construído um espaço polivalente vocacionado para a realização de grandes exposições, congressos, espectáculos musicais e de circo. A.C.
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Considerada uma obra complexa, o Coliseu de Viana está a nascer nu- ma zona de difícil implantação, a sete metros e meio da margem do rio Lima e a 3,44 metros abaixo do nível do solo. Mas nem só problemas técnicos têm estado na origem das sucessivas derrapagens do prazo de conclusão desta obra que completa o conjunto arquitectónico desenhado para a frente ribeirinha da cidade, que inclui os edifícios administrativos desenhados por Fernando Távora e a biblioteca municipal projectada por Siza Vieira.
A empreitada, adjudicada por 12 milhões de euros, arrancou em Janeiro de 2008. Pouco depois era suspensa por ordem do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF), de Braga, devido a uma providência cautelar movida por uma das empresas derrotadas no concurso público. O TAF acabou por confirmar os resultados, mas o processo cautelar provocou um atraso de seis meses que não chegou a ser recuperado devido à necessidade de introduzir alterações ao projecto das fundações, a fase mais difícil dos trabalhos.
Em Abril do ano passado, os problemas financeiros da construtora Alberto Martins & Filhos, Lda., SA obrigaram à substituição da empresa responsável pela empreitada, agora a cargo da Martifer SGPS, SA. O grupo iniciou os trabalhos de cobertura do edifício em Setembro do ano passado, altura em que era apontado o Verão deste ano para a conclusão do pavilhão. Prazo que voltará a não ser cumprido, agora por dificuldades financeiras imputáveis ao dono da obra.
O equipamento, que terá no vidro a principal característica, para garantir a transparência entre a cidade, o rio e o interior do próprio edifício, irá ocupar uma área de 3792 metros quadrados, 70,1 metros de comprimento, 54,1 metros de largura e 9,12 metros de altura acima do solo.
Com capacidade para cerca de duas mil pessoas, podendo o número aumentar para o dobro nos casos de concertos musicais em que o público assiste de pé, o multiusos terá um recinto reservado às provas desportivas. Só esta área irá dispor de um espaço de jogo com 44 por 26 metros, com 1500 lugares. Na parte superior, vai ser construído um espaço polivalente vocacionado para a realização de grandes exposições, congressos, espectáculos musicais e de circo. A.C.