Três meses após a conclusão da obra o empreiteiro ainda não iniciou os trabalhos de recuperação a que está obrigado em Ervidel
Os moradores em diversos montes isolados do concelho de Aljustrel continuam à espera de que a estrada municipal que lhes permite chegar à sede do município e da freguesia de Ervidel, de que fazem parte, seja sujeita a obras de reparação. A via encontra-se praticamente intransitável devido ao intenso movimento de viaturas pesadas que transportaram o material e o equipamento necessários à construção da vizinha barragem do Penedrão.
Esta infra-estrutura foi concebida para estabelecer a ligação entre dois subtroços do canal Pisão-Roxo, nomeadamente entre o troço de ligação Ferreira-Penedrão e o troço de ligação Penedrão-Roxo, funcionando como reservatório de transição e de regularização de caudais.
João Pinheiro da Silva, proprietário da Herdade da Casa Grande, critica o empreiteiro da obra por não ter acautelado "previamente" as condições do piso asfaltado, uma vez que este não apresentava condições de resistência para "suportar o tráfego de camiões com capacidade para transportar 40 toneladas e de gruas que implicaram o uso de atrelados com dez rodas".
A estrada estava em "excelentes condições" e era muito utilizada pela população não só dos montes que servia, mas também por quem vinha de Ervidel, refere Pinheiro da Silva, frisando que se tornou "muito arriscada" a circulação com viaturas ligeiras "e muito difícil até para tractores" que levem os reboques carregados.
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A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) confirmou ao PÚBLICO que a estrada "foi utilizada pelo empreiteiro", mas assegura que ela sempre ofereceu "condições de tráfego por viaturas ligeiras". O porta-voz da empresa adianta, contudo, que "o empreiteiro está obrigado a fazer a sua reparação logo após a conclusão das obras da empreitada, o que irá ser feito", garante a empresa.
Tanto a Junta de Freguesia de Ervidel, como o proprietário da Herdade da Casa Grande já escreveram várias cartas, alertando a empresa para os contratempos que a situação está a causar. A EDIA garantiu, através de carta endereçada aos residentes nos montes, que as obras de recuperação arrancariam até ao final de Setembro, mas nada aconteceu até agora.
Três meses depois da conclusão das obras da barragem, Manuel Nobre, presidente da Junta de Freguesia de Ervidel, diz que apenas foram sinalizados alguns troços da estrada.
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Três meses após a conclusão da obra o empreiteiro ainda não iniciou os trabalhos de recuperação a que está obrigado em Ervidel
Os moradores em diversos montes isolados do concelho de Aljustrel continuam à espera de que a estrada municipal que lhes permite chegar à sede do município e da freguesia de Ervidel, de que fazem parte, seja sujeita a obras de reparação. A via encontra-se praticamente intransitável devido ao intenso movimento de viaturas pesadas que transportaram o material e o equipamento necessários à construção da vizinha barragem do Penedrão.
Esta infra-estrutura foi concebida para estabelecer a ligação entre dois subtroços do canal Pisão-Roxo, nomeadamente entre o troço de ligação Ferreira-Penedrão e o troço de ligação Penedrão-Roxo, funcionando como reservatório de transição e de regularização de caudais.
João Pinheiro da Silva, proprietário da Herdade da Casa Grande, critica o empreiteiro da obra por não ter acautelado "previamente" as condições do piso asfaltado, uma vez que este não apresentava condições de resistência para "suportar o tráfego de camiões com capacidade para transportar 40 toneladas e de gruas que implicaram o uso de atrelados com dez rodas".
A estrada estava em "excelentes condições" e era muito utilizada pela população não só dos montes que servia, mas também por quem vinha de Ervidel, refere Pinheiro da Silva, frisando que se tornou "muito arriscada" a circulação com viaturas ligeiras "e muito difícil até para tractores" que levem os reboques carregados.
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A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) confirmou ao PÚBLICO que a estrada "foi utilizada pelo empreiteiro", mas assegura que ela sempre ofereceu "condições de tráfego por viaturas ligeiras". O porta-voz da empresa adianta, contudo, que "o empreiteiro está obrigado a fazer a sua reparação logo após a conclusão das obras da empreitada, o que irá ser feito", garante a empresa.
Tanto a Junta de Freguesia de Ervidel, como o proprietário da Herdade da Casa Grande já escreveram várias cartas, alertando a empresa para os contratempos que a situação está a causar. A EDIA garantiu, através de carta endereçada aos residentes nos montes, que as obras de recuperação arrancariam até ao final de Setembro, mas nada aconteceu até agora.
Três meses depois da conclusão das obras da barragem, Manuel Nobre, presidente da Junta de Freguesia de Ervidel, diz que apenas foram sinalizados alguns troços da estrada.