Moody"s com dúvidas sobre a viabilidade do BPN

23-10-2010
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A agência de notação financeira Moody"s tem dúvidas sobre a saúde do Banco Português de Negócios (BPN) e, por isso, anunciou ontem ter revisto em baixa a notação de solidez financeira da instituição - de E+ para E.

Apesar deste ajuste, a agência de rating decidiu não mexer na notação de crédito do banco que foi nacionalizado em 2008 e que, desde então, está sob a dependência funcional da Caixa Geral de Depósitos.

Esta posição tem a ver com o facto de o Banco Português de Negócios ter a liquidez assegurada pelo banco controlado pelo Estado. Segundo a agência, estas assistências, que são feitas com aval do Estado, ascendem, actualmente, a cerca de 4,6 mil milhões de euros.

Na análise ontem divulgada, a Moody"s revela "preocupações relativamente à viabilidade" do banco que foi liderado vários anos por Oliveira e Costa, que tem julgamento marcado para 15 de Dezembro pela prática de vários crimes.

Recentemente, o Governo colocou em privatização uma parte do grupo nacionalizado - a rede comercial do BPN -, mas o concurso ficou deserto e o prazo foi prolongado, alegadamente porque era colocada como condição para a venda a manutenção dos cerca de dois milhares de trabalhadores da instituição. PÚBLICO

A agência de notação financeira Moody"s tem dúvidas sobre a saúde do Banco Português de Negócios (BPN) e, por isso, anunciou ontem ter revisto em baixa a notação de solidez financeira da instituição - de E+ para E.

Apesar deste ajuste, a agência de rating decidiu não mexer na notação de crédito do banco que foi nacionalizado em 2008 e que, desde então, está sob a dependência funcional da Caixa Geral de Depósitos.

Esta posição tem a ver com o facto de o Banco Português de Negócios ter a liquidez assegurada pelo banco controlado pelo Estado. Segundo a agência, estas assistências, que são feitas com aval do Estado, ascendem, actualmente, a cerca de 4,6 mil milhões de euros.

Na análise ontem divulgada, a Moody"s revela "preocupações relativamente à viabilidade" do banco que foi liderado vários anos por Oliveira e Costa, que tem julgamento marcado para 15 de Dezembro pela prática de vários crimes.

Recentemente, o Governo colocou em privatização uma parte do grupo nacionalizado - a rede comercial do BPN -, mas o concurso ficou deserto e o prazo foi prolongado, alegadamente porque era colocada como condição para a venda a manutenção dos cerca de dois milhares de trabalhadores da instituição. PÚBLICO

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