Sentimento económico deteriora-se no país

23-11-2010
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O indicador coincidente mensal, calculado pelo Banco de Portugal, caiu em Outubro pelo quarto mês consecutivo, para os 0,7 pontos, ao passo que o indicador de sentimento económico caiu 2 pontos, para os 90,7.

O indicador coincidente mensal, que mede a evolução homóloga tendencial da actividade económica, está a cair desde Junho, mês em que estava em 1,5 pontos. Já o indicador que mede o sentimento dos agentes económicos caiu dois pontos em Outubro, de 92,7 para 90,7 pontos, regressando praticamente ao valor de Agosto, quando estava nos 90,8 pontos.

Os indicadores de conjuntura, divulgados ontem pelo Banco de Portugal, concluem também que os inquiridos esperam uma deterioração do acesso ao crédito até ao final do ano, sublinhando as dificuldades de financiamento decorrentes da crise financeira internacional.

"Para o último trimestre de 2010, os bancos inquiridos antecipam critérios mais restritivos na concessão de empréstimos a sociedades não financeiras (em menor grau no segmento dos empréstimos a particulares). Adicionalmente, no lado da procura, é esperada uma ligeira diminuição, tanto nos empréstimos por parte das sociedades não financeiras como nos empréstimos por parte dos particulares (sobretudo nos empréstimos para aquisição de habitação)", afirma o relatório.

No documento, explica-se que o Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, realizado em Outubro, constata que "os critérios de concessão de empréstimos ao sector privado não financeiro tornaram-se mais restritivos no terceiro trimestre de 2010, face ao trimestre anterior".

O aumento do grau de restritividade, afirma o Banco de Portugal, "foi mais acentuado no segmento dos empréstimos a sociedades não financeiras (e independente da dimensão das mesmas e do prazo do empréstimo) do que no segmento dos empréstimos a particulares".

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As causas para "o aumento da restritividade da política de concessão de crédito por parte dos bancos foram a deterioração das condições de acesso ao financiamento de mercado, a deterioração da posição de liquidez dos bancos e as expectativas quanto à evolução da actividade económica em geral", continua o documento.

A consequência traduz-se "no aumento generalizado dos spreads, com especial incidência nos empréstimos de maior risco, assim como no aumento da exigência noutras condições".

Já no que diz respeito aos particulares, foi reportada uma diminuição significativa na procura de crédito à habitação, que terá resultado da diminuição da confiança dos consumidores e das perspectivas menos favoráveis relativamente ao mercado da habitação.

O indicador coincidente mensal, calculado pelo Banco de Portugal, caiu em Outubro pelo quarto mês consecutivo, para os 0,7 pontos, ao passo que o indicador de sentimento económico caiu 2 pontos, para os 90,7.

O indicador coincidente mensal, que mede a evolução homóloga tendencial da actividade económica, está a cair desde Junho, mês em que estava em 1,5 pontos. Já o indicador que mede o sentimento dos agentes económicos caiu dois pontos em Outubro, de 92,7 para 90,7 pontos, regressando praticamente ao valor de Agosto, quando estava nos 90,8 pontos.

Os indicadores de conjuntura, divulgados ontem pelo Banco de Portugal, concluem também que os inquiridos esperam uma deterioração do acesso ao crédito até ao final do ano, sublinhando as dificuldades de financiamento decorrentes da crise financeira internacional.

"Para o último trimestre de 2010, os bancos inquiridos antecipam critérios mais restritivos na concessão de empréstimos a sociedades não financeiras (em menor grau no segmento dos empréstimos a particulares). Adicionalmente, no lado da procura, é esperada uma ligeira diminuição, tanto nos empréstimos por parte das sociedades não financeiras como nos empréstimos por parte dos particulares (sobretudo nos empréstimos para aquisição de habitação)", afirma o relatório.

No documento, explica-se que o Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, realizado em Outubro, constata que "os critérios de concessão de empréstimos ao sector privado não financeiro tornaram-se mais restritivos no terceiro trimestre de 2010, face ao trimestre anterior".

O aumento do grau de restritividade, afirma o Banco de Portugal, "foi mais acentuado no segmento dos empréstimos a sociedades não financeiras (e independente da dimensão das mesmas e do prazo do empréstimo) do que no segmento dos empréstimos a particulares".

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As causas para "o aumento da restritividade da política de concessão de crédito por parte dos bancos foram a deterioração das condições de acesso ao financiamento de mercado, a deterioração da posição de liquidez dos bancos e as expectativas quanto à evolução da actividade económica em geral", continua o documento.

A consequência traduz-se "no aumento generalizado dos spreads, com especial incidência nos empréstimos de maior risco, assim como no aumento da exigência noutras condições".

Já no que diz respeito aos particulares, foi reportada uma diminuição significativa na procura de crédito à habitação, que terá resultado da diminuição da confiança dos consumidores e das perspectivas menos favoráveis relativamente ao mercado da habitação.

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