Perto de 60 manifestantes quiseram bloquear um dos acessos à cimeira da NATO. Foram presos 42, que ainda se encontravam detidos à hora do fecho desta edição
Chegaram ao cruzamento da Avenida Infante D. Henrique com a Avenida de Pádua, em Lisboa, e deitaram-se no chão, no meio da faixa de rodagem, os pés presos um ao outro e ao do companheiro do lado com cadeados de bicicleta. Eram umas 60 pessoas, provenientes de vários países e várias organizações. Alguns espanhóis, da Alternativa Anti-Militarista (MOC), outros da War Resistence International, da belga Bombspoting, da sueca OFOG ou da portuguesa C.A.G.A.
O objectivo era bloquear um dos acessos à cimeira da NATO, em protesto contra a sua realização. Alguns jornalistas foram avisados previamente pelos organizadores, por SMS. Os polícias não. Por isso tardaram a aparecer, e depois a resolver o problema. Levaram cerca de 45 minutos a chegar, o que não foi propriamente desastroso para a cimeira, já que não passou nenhum automóvel durante esse período.
Os primeiros polícias a acercar-se dos militantes não sabiam como quebrar os cadeados de ferro. Arrastaram, com alguma falta de delicadeza, os activistas para o passeio, e chamaram os bombeiros, que providenciaram equipamento especial, movido por gerador eléctrico, para desprender os pés anarquistas das suas grilhetas.
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Um total de 42 manifestantes foram presos, duas horas depois. "O importante é que impedimos o acesso de delegações à cimeira durante duas horas", disse ao PÚBLICO uma das organizadoras, An Maeyens, da Bombspoting. "A cimeira é injusta, e o que gostaríamos era de ficar aqui todo o dia." Depois foram encaminhados para Monsanto onde passaram o dia em procedimentos legais. À hora do fecho desta edição, nenhum dos 42 detidos tinha ainda sido libertado.
Os advogados de defesa só conseguiram entrar em contacto com o grupo já durante a tarde, depois de duas tentativas frustradas pelo chefe da Esquadra de Monsanto. De acordo com o advogado José Preto, a primeira justificação foi a identificação que decorria quando da primeira tentativa. À segunda, o argumento utilizado foi da inutilidade da presença do defensor, uma vez que estes estariam já a ser assistidos por advogados oficiosos. Quando José Preto denunciou o "ilícito" que tal representava, a PSP acrescentou que os manifestantes estavam a almoçar.
Segundo aquele jurista, o Ministério Público reconheceu a "situação desagradável" e justificou o sucedido com um "engarrafamento administrativo" no tribunal. A tarde dos 42 activistas, entretanto constituídos arguidos, foi passada em inquirições.
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Perto de 60 manifestantes quiseram bloquear um dos acessos à cimeira da NATO. Foram presos 42, que ainda se encontravam detidos à hora do fecho desta edição
Chegaram ao cruzamento da Avenida Infante D. Henrique com a Avenida de Pádua, em Lisboa, e deitaram-se no chão, no meio da faixa de rodagem, os pés presos um ao outro e ao do companheiro do lado com cadeados de bicicleta. Eram umas 60 pessoas, provenientes de vários países e várias organizações. Alguns espanhóis, da Alternativa Anti-Militarista (MOC), outros da War Resistence International, da belga Bombspoting, da sueca OFOG ou da portuguesa C.A.G.A.
O objectivo era bloquear um dos acessos à cimeira da NATO, em protesto contra a sua realização. Alguns jornalistas foram avisados previamente pelos organizadores, por SMS. Os polícias não. Por isso tardaram a aparecer, e depois a resolver o problema. Levaram cerca de 45 minutos a chegar, o que não foi propriamente desastroso para a cimeira, já que não passou nenhum automóvel durante esse período.
Os primeiros polícias a acercar-se dos militantes não sabiam como quebrar os cadeados de ferro. Arrastaram, com alguma falta de delicadeza, os activistas para o passeio, e chamaram os bombeiros, que providenciaram equipamento especial, movido por gerador eléctrico, para desprender os pés anarquistas das suas grilhetas.
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Um total de 42 manifestantes foram presos, duas horas depois. "O importante é que impedimos o acesso de delegações à cimeira durante duas horas", disse ao PÚBLICO uma das organizadoras, An Maeyens, da Bombspoting. "A cimeira é injusta, e o que gostaríamos era de ficar aqui todo o dia." Depois foram encaminhados para Monsanto onde passaram o dia em procedimentos legais. À hora do fecho desta edição, nenhum dos 42 detidos tinha ainda sido libertado.
Os advogados de defesa só conseguiram entrar em contacto com o grupo já durante a tarde, depois de duas tentativas frustradas pelo chefe da Esquadra de Monsanto. De acordo com o advogado José Preto, a primeira justificação foi a identificação que decorria quando da primeira tentativa. À segunda, o argumento utilizado foi da inutilidade da presença do defensor, uma vez que estes estariam já a ser assistidos por advogados oficiosos. Quando José Preto denunciou o "ilícito" que tal representava, a PSP acrescentou que os manifestantes estavam a almoçar.
Segundo aquele jurista, o Ministério Público reconheceu a "situação desagradável" e justificou o sucedido com um "engarrafamento administrativo" no tribunal. A tarde dos 42 activistas, entretanto constituídos arguidos, foi passada em inquirições.