Já aqui referimos o assunto. Para quem anda distraído eu explico. Na segunda-feira veio o Dr. Alberto Martins, líder da bancada socialista, dar a entender que não haveria qualquer aconselhamento obrigatório para as grávidas que quisessem abortar. Na terça-feira, em jornadas parlamentares do PS, essa ideia ficou ainda mais vincada em declarações de diversos deputados e do próprio Primeiro-Ministro. Para quem acompanhou a campanha de perto, é fácil constatar que alguns defensores do Sim mentiram com quantos dentes tinham na boca quando afirmaram que a resposta Sim à pergunta do referendo não implicaria o Sim ao aborto livre. Chamaram-nos mentirosos, a nós que o afirmávamos, e alguns, inclusivamente, como Vital Moreira ou Maria de Belém deram a entender que o aconselhamento seria contemplado na regulamentação da lei. Constata-se agora que tudo não passou de uma mentira. Quem, de boa fé, respondeu Sim, na expectativa de que aí viria uma lei moderada, desengane-se, pois o que a maioria aprovou foi efectivamente o "direito ao aborto". Imagino que pessoas como o Pedro Lomba e outros tenham agora vontade de pintar a cara de preto. Já quanto ao PS fica o aviso: as mentiras em política pagam-se caro, muito caro.
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Já aqui referimos o assunto. Para quem anda distraído eu explico. Na segunda-feira veio o Dr. Alberto Martins, líder da bancada socialista, dar a entender que não haveria qualquer aconselhamento obrigatório para as grávidas que quisessem abortar. Na terça-feira, em jornadas parlamentares do PS, essa ideia ficou ainda mais vincada em declarações de diversos deputados e do próprio Primeiro-Ministro. Para quem acompanhou a campanha de perto, é fácil constatar que alguns defensores do Sim mentiram com quantos dentes tinham na boca quando afirmaram que a resposta Sim à pergunta do referendo não implicaria o Sim ao aborto livre. Chamaram-nos mentirosos, a nós que o afirmávamos, e alguns, inclusivamente, como Vital Moreira ou Maria de Belém deram a entender que o aconselhamento seria contemplado na regulamentação da lei. Constata-se agora que tudo não passou de uma mentira. Quem, de boa fé, respondeu Sim, na expectativa de que aí viria uma lei moderada, desengane-se, pois o que a maioria aprovou foi efectivamente o "direito ao aborto". Imagino que pessoas como o Pedro Lomba e outros tenham agora vontade de pintar a cara de preto. Já quanto ao PS fica o aviso: as mentiras em política pagam-se caro, muito caro.