PSD teme réplicas no caso Tecnoforma
Inês David Bastos e Marta Moitinho Oliveira
15:00
Em declarações ao Económico, Marques Mendes diz que Passos foi "clarinho" mas admite que o risco de surgirem novos dados ainda existe.
Passos Coelho esclareceu hoje no Parlamento que não recebeu vencimentos da Tecnoforma quando era deputado, mas apenas pagamento de despesas de representação em deslocações e almoços.
Estas despesas, segundo o primeiro-ministro, foram feitas no âmbito da sua colaboração com o Centro Português para a Cooperação, uma ONG criada no âmbito daquela empresa de formação.
A oposição não ficou satisfeita com as explicações do primeiro-ministro e no PSD o sentimento é duplo: se por um lado entende que o chefe do Executivo fechou este capítulo das dúvidas com a sua intervenção no debate quinzenal, por outro sabe que "nada vai ser como antes", segundo disse ao Económico um histórico do partido. Isto porque, argumentou, "ficará a impressão" de que algum ilícito possa ter sido cometido.
O PSD teme que, tendo sido uma denúncia anónima a desencadear esta suspeita, haja uma réplica da pessoa ou das pessoas, acompanhada de provas ou mais factos.
"O caso morre aqui se não forem apresentadas provas que contrariem o que o primeiro-ministro disse hoje", reagiu ao Económico o ex-líder do PSD Marques Mendes, para quem Passos hoje "foi clarinho" na Assembleia da República. "Só que a denúncia foi anónima e nunca se sabe", rematou.
O próprio Passos hoje no Parlamento desafiou o denunciante a apresentar provas, afirmando mais tarde ter consciência que as decisões que toma não agradam a "pessoas influentes".
A suspeita que recaiu sobre o chefe do Executivo nas últimas semanas - denunciada à PGR e noticiada pela revista Sábado - tem a ver com alegados pagamentos de cinco mil euros por mês feitos pela Tecnoforma entre 1996 e 1999, que não terão sido declarados ao fisco e ao Parlamento. Neste último caso, a alegada ilicitude tinha a ver com o facto de Passos ter declarado que trabalhava em exclusividade na Assembleia.
Conteúdo publicado no Económico à Uma. Subscreva aqui.
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PSD teme réplicas no caso Tecnoforma
Inês David Bastos e Marta Moitinho Oliveira
15:00
Em declarações ao Económico, Marques Mendes diz que Passos foi "clarinho" mas admite que o risco de surgirem novos dados ainda existe.
Passos Coelho esclareceu hoje no Parlamento que não recebeu vencimentos da Tecnoforma quando era deputado, mas apenas pagamento de despesas de representação em deslocações e almoços.
Estas despesas, segundo o primeiro-ministro, foram feitas no âmbito da sua colaboração com o Centro Português para a Cooperação, uma ONG criada no âmbito daquela empresa de formação.
A oposição não ficou satisfeita com as explicações do primeiro-ministro e no PSD o sentimento é duplo: se por um lado entende que o chefe do Executivo fechou este capítulo das dúvidas com a sua intervenção no debate quinzenal, por outro sabe que "nada vai ser como antes", segundo disse ao Económico um histórico do partido. Isto porque, argumentou, "ficará a impressão" de que algum ilícito possa ter sido cometido.
O PSD teme que, tendo sido uma denúncia anónima a desencadear esta suspeita, haja uma réplica da pessoa ou das pessoas, acompanhada de provas ou mais factos.
"O caso morre aqui se não forem apresentadas provas que contrariem o que o primeiro-ministro disse hoje", reagiu ao Económico o ex-líder do PSD Marques Mendes, para quem Passos hoje "foi clarinho" na Assembleia da República. "Só que a denúncia foi anónima e nunca se sabe", rematou.
O próprio Passos hoje no Parlamento desafiou o denunciante a apresentar provas, afirmando mais tarde ter consciência que as decisões que toma não agradam a "pessoas influentes".
A suspeita que recaiu sobre o chefe do Executivo nas últimas semanas - denunciada à PGR e noticiada pela revista Sábado - tem a ver com alegados pagamentos de cinco mil euros por mês feitos pela Tecnoforma entre 1996 e 1999, que não terão sido declarados ao fisco e ao Parlamento. Neste último caso, a alegada ilicitude tinha a ver com o facto de Passos ter declarado que trabalhava em exclusividade na Assembleia.
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