Ainda não é desta que a Virgin vai ao espaço
Paulo Zacarias Gomes
paulo.gomes@economico.pt
Ontem 00:05
Problemas no desenvolvimento num dos motores atrasam o início dos primeiros voos regulares de turistas espaciais. É mais uma meta de Richard Branson a ser quebrada.
A última vez que o presidente da Virgin falou sobre os voos regulares de passageiros ao espaço, apontou o final deste ano como a data para a primeira experiência. Agora, em entrevista ao apresentador norte-americano David Letterman, veio recalendarizar o início das operações, que só deverão começar no princípio de 2015 depois de resolvidos os problemas no desenvolvimento de um dos motores da aeronave.
"Os clientes estão ansiosos por viajar, mas sabem que nós apenas os levaremos quando nos sentirmos prontos para tal. (…) Claro que esperamos que seja o mais rápido possível, mas não queremos apressar as coisas”, disse na quarta-feira George Whitesides, CEO da Virgin Galactic, citado pela Associated Press.
Desde Maio que a empresa tem luz verde para iniciar as operações a partir do Novo México, depois de ter assinado um acordo com as autoridades norte-americanas para regulamentar as deslocações espaciais. A “nave mãe”, a WhiteKnightTwo, está a ser testada esta semana para levar a nave propriamente dita - propulsionada por um foguete - a 50 mil pés de altitude (cerca de 15 quilómetros) e lançá-la no espaço.
Cada voo no espaço custará cerca de 250 mil dólares (à roda de 193 mil euros) por pessoa, e mais de 70 passageiros já terão comprado a viagem. Em Portugal, pelo menos desde 2006 que o empresário Mário Ferreira espera com o bilhete na mão para ser o primeiro português a realizar a viagem. “Ainda não desesperei. Já espero há dez anos. Posso esperar mais dez”, disse recentemente em entrevista à Notícias Magazine.
Outras empresas se posicionam para concorrer com a Virgin Galactic neste negócio – para já - de luxo. A SpaceX apresentou no início do ano a nave Dragon V2; em 2016 a The World View experience vai dar oportunidade aos passageiros de voarem a 30 quilómetros de altitude (ao preço de cerca de 56 mil euros por passageiro); e a cápsula Bloon promete levar os mais corajosos, dentro de um ano, a 35 quilómetros de altitude. Mas só para quem tiver 110 mil euros no bolso.
Ainda não é desta que a Virgin vai ao espaço
Paulo Zacarias Gomes
paulo.gomes@economico.pt
Ontem 00:05
Problemas no desenvolvimento num dos motores atrasam o início dos primeiros voos regulares de turistas espaciais. É mais uma meta de Richard Branson a ser quebrada.
A última vez que o presidente da Virgin falou sobre os voos regulares de passageiros ao espaço, apontou o final deste ano como a data para a primeira experiência. Agora, em entrevista ao apresentador norte-americano David Letterman, veio recalendarizar o início das operações, que só deverão começar no princípio de 2015 depois de resolvidos os problemas no desenvolvimento de um dos motores da aeronave.
"Os clientes estão ansiosos por viajar, mas sabem que nós apenas os levaremos quando nos sentirmos prontos para tal. (…) Claro que esperamos que seja o mais rápido possível, mas não queremos apressar as coisas”, disse na quarta-feira George Whitesides, CEO da Virgin Galactic, citado pela Associated Press.
Desde Maio que a empresa tem luz verde para iniciar as operações a partir do Novo México, depois de ter assinado um acordo com as autoridades norte-americanas para regulamentar as deslocações espaciais. A “nave mãe”, a WhiteKnightTwo, está a ser testada esta semana para levar a nave propriamente dita - propulsionada por um foguete - a 50 mil pés de altitude (cerca de 15 quilómetros) e lançá-la no espaço.
Cada voo no espaço custará cerca de 250 mil dólares (à roda de 193 mil euros) por pessoa, e mais de 70 passageiros já terão comprado a viagem. Em Portugal, pelo menos desde 2006 que o empresário Mário Ferreira espera com o bilhete na mão para ser o primeiro português a realizar a viagem. “Ainda não desesperei. Já espero há dez anos. Posso esperar mais dez”, disse recentemente em entrevista à Notícias Magazine.
Outras empresas se posicionam para concorrer com a Virgin Galactic neste negócio – para já - de luxo. A SpaceX apresentou no início do ano a nave Dragon V2; em 2016 a The World View experience vai dar oportunidade aos passageiros de voarem a 30 quilómetros de altitude (ao preço de cerca de 56 mil euros por passageiro); e a cápsula Bloon promete levar os mais corajosos, dentro de um ano, a 35 quilómetros de altitude. Mas só para quem tiver 110 mil euros no bolso.