A Arte da Fuga: Misturando ficção científica e pornografia políticas (3)

19-12-2009
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"E pró caraças com o civismo e com a campanha serena e pedagógica e mais não sei o quê." diz o AMN;Daqui duas semanas este exercício descarado e politicamente incorrecto de wishful thinking poderá não passar de papel onde se escreveu o menu do dia a marcador azul nestes posts tasqueiros, mas cá vai:3. De Cavaco Silva espera-se, portanto, que tenha o Primeiro-Ministro anatomicamente muito bem agarrado. Se Sócrates "resistir", terá uma oposição cerrada a partir de Belém, e o seu prestígio e aprovação não poderá senão decair: o tempo é muito mais inclemente para os Governos do que para os Presidentes. Mas se cooperar, poderá [Sócrates] conservar o Poder sem grandes preocupações, tornar-se a primeira verdadeira figura de referência socialista do Portugal pós-25 de Abril e adquirir o prestígio e autoridade quase-cavaquista que falta para completar o seu estilo político pessoal.De Cavaco espera-se que expulse a "má moeda". Poderá pontual e cirurgicamente desautorizar a liderança da Oposição quando esta se insurgir contra as medidas impopulares do Governo; ou poderá reclamar que a Oposição (claro, por medo da desautorização presidencial!) nada faz em prol do país (como fazia Mário Soares com Guterres). De uma maneira ou de outra, o antigo delfim Marques Mendes cairá, ou transformar-se-á num mero testa-de-ferro. O CDS, se tiver instinto de sobrevivência, fará a sua própria renovação. A falta de figuras carismáticas no PSD não demoverá Cavaco Silva, ele próprio uma figura pouco carismática. Pessoalmente, agradar-me-ia que António Borges tomasse a liderança dos "sociais-democratas"— e que se livrassem deste rótulo histórico mas ridículo para um partido que se diz de Direita e que se queria mais liberal.Completando a futurologia maquiavélica e ingénua: a Cavaco Silva não interessará precipitar os acontecimentos; a sua reeleição será natural se Sócrates tiver feito um bom trabalho sob a sua batuta, o que quer dizer que o Governo socialista estará provavelmente já a cumprir seu segundo mandato. Não interessará ao PS candidatar um peso-pesado contra o Presidente, cujos níveis de aprovação serão muito bons. Depois de dois mandatos sucessivos— e, esperemos, bem sucedidos—, Sócrates poderá ir a votos com António Borges, com projectos politíticos competitivos e modernos, sabendo que seja quem for eleito terá toda a cobertura presidencial para fazer um bom trabalho (ou morrer tentando), na recta final do segundo mandato de Cavaco Silva.

"E pró caraças com o civismo e com a campanha serena e pedagógica e mais não sei o quê." diz o AMN;Daqui duas semanas este exercício descarado e politicamente incorrecto de wishful thinking poderá não passar de papel onde se escreveu o menu do dia a marcador azul nestes posts tasqueiros, mas cá vai:3. De Cavaco Silva espera-se, portanto, que tenha o Primeiro-Ministro anatomicamente muito bem agarrado. Se Sócrates "resistir", terá uma oposição cerrada a partir de Belém, e o seu prestígio e aprovação não poderá senão decair: o tempo é muito mais inclemente para os Governos do que para os Presidentes. Mas se cooperar, poderá [Sócrates] conservar o Poder sem grandes preocupações, tornar-se a primeira verdadeira figura de referência socialista do Portugal pós-25 de Abril e adquirir o prestígio e autoridade quase-cavaquista que falta para completar o seu estilo político pessoal.De Cavaco espera-se que expulse a "má moeda". Poderá pontual e cirurgicamente desautorizar a liderança da Oposição quando esta se insurgir contra as medidas impopulares do Governo; ou poderá reclamar que a Oposição (claro, por medo da desautorização presidencial!) nada faz em prol do país (como fazia Mário Soares com Guterres). De uma maneira ou de outra, o antigo delfim Marques Mendes cairá, ou transformar-se-á num mero testa-de-ferro. O CDS, se tiver instinto de sobrevivência, fará a sua própria renovação. A falta de figuras carismáticas no PSD não demoverá Cavaco Silva, ele próprio uma figura pouco carismática. Pessoalmente, agradar-me-ia que António Borges tomasse a liderança dos "sociais-democratas"— e que se livrassem deste rótulo histórico mas ridículo para um partido que se diz de Direita e que se queria mais liberal.Completando a futurologia maquiavélica e ingénua: a Cavaco Silva não interessará precipitar os acontecimentos; a sua reeleição será natural se Sócrates tiver feito um bom trabalho sob a sua batuta, o que quer dizer que o Governo socialista estará provavelmente já a cumprir seu segundo mandato. Não interessará ao PS candidatar um peso-pesado contra o Presidente, cujos níveis de aprovação serão muito bons. Depois de dois mandatos sucessivos— e, esperemos, bem sucedidos—, Sócrates poderá ir a votos com António Borges, com projectos politíticos competitivos e modernos, sabendo que seja quem for eleito terá toda a cobertura presidencial para fazer um bom trabalho (ou morrer tentando), na recta final do segundo mandato de Cavaco Silva.

"E pró caraças com o civismo e com a campanha serena e pedagógica e mais não sei o quê." diz o AMN;Daqui duas semanas este exercício descarado e politicamente incorrecto de wishful thinking poderá não passar de papel onde se escreveu o menu do dia a marcador azul nestes posts tasqueiros, mas cá vai:3. De Cavaco Silva espera-se, portanto, que tenha o Primeiro-Ministro anatomicamente muito bem agarrado. Se Sócrates "resistir", terá uma oposição cerrada a partir de Belém, e o seu prestígio e aprovação não poderá senão decair: o tempo é muito mais inclemente para os Governos do que para os Presidentes. Mas se cooperar, poderá [Sócrates] conservar o Poder sem grandes preocupações, tornar-se a primeira verdadeira figura de referência socialista do Portugal pós-25 de Abril e adquirir o prestígio e autoridade quase-cavaquista que falta para completar o seu estilo político pessoal.De Cavaco espera-se que expulse a "má moeda". Poderá pontual e cirurgicamente desautorizar a liderança da Oposição quando esta se insurgir contra as medidas impopulares do Governo; ou poderá reclamar que a Oposição (claro, por medo da desautorização presidencial!) nada faz em prol do país (como fazia Mário Soares com Guterres). De uma maneira ou de outra, o antigo delfim Marques Mendes cairá, ou transformar-se-á num mero testa-de-ferro. O CDS, se tiver instinto de sobrevivência, fará a sua própria renovação. A falta de figuras carismáticas no PSD não demoverá Cavaco Silva, ele próprio uma figura pouco carismática. Pessoalmente, agradar-me-ia que António Borges tomasse a liderança dos "sociais-democratas"— e que se livrassem deste rótulo histórico mas ridículo para um partido que se diz de Direita e que se queria mais liberal.Completando a futurologia maquiavélica e ingénua: a Cavaco Silva não interessará precipitar os acontecimentos; a sua reeleição será natural se Sócrates tiver feito um bom trabalho sob a sua batuta, o que quer dizer que o Governo socialista estará provavelmente já a cumprir seu segundo mandato. Não interessará ao PS candidatar um peso-pesado contra o Presidente, cujos níveis de aprovação serão muito bons. Depois de dois mandatos sucessivos— e, esperemos, bem sucedidos—, Sócrates poderá ir a votos com António Borges, com projectos politíticos competitivos e modernos, sabendo que seja quem for eleito terá toda a cobertura presidencial para fazer um bom trabalho (ou morrer tentando), na recta final do segundo mandato de Cavaco Silva.

"E pró caraças com o civismo e com a campanha serena e pedagógica e mais não sei o quê." diz o AMN;Daqui duas semanas este exercício descarado e politicamente incorrecto de wishful thinking poderá não passar de papel onde se escreveu o menu do dia a marcador azul nestes posts tasqueiros, mas cá vai:3. De Cavaco Silva espera-se, portanto, que tenha o Primeiro-Ministro anatomicamente muito bem agarrado. Se Sócrates "resistir", terá uma oposição cerrada a partir de Belém, e o seu prestígio e aprovação não poderá senão decair: o tempo é muito mais inclemente para os Governos do que para os Presidentes. Mas se cooperar, poderá [Sócrates] conservar o Poder sem grandes preocupações, tornar-se a primeira verdadeira figura de referência socialista do Portugal pós-25 de Abril e adquirir o prestígio e autoridade quase-cavaquista que falta para completar o seu estilo político pessoal.De Cavaco espera-se que expulse a "má moeda". Poderá pontual e cirurgicamente desautorizar a liderança da Oposição quando esta se insurgir contra as medidas impopulares do Governo; ou poderá reclamar que a Oposição (claro, por medo da desautorização presidencial!) nada faz em prol do país (como fazia Mário Soares com Guterres). De uma maneira ou de outra, o antigo delfim Marques Mendes cairá, ou transformar-se-á num mero testa-de-ferro. O CDS, se tiver instinto de sobrevivência, fará a sua própria renovação. A falta de figuras carismáticas no PSD não demoverá Cavaco Silva, ele próprio uma figura pouco carismática. Pessoalmente, agradar-me-ia que António Borges tomasse a liderança dos "sociais-democratas"— e que se livrassem deste rótulo histórico mas ridículo para um partido que se diz de Direita e que se queria mais liberal.Completando a futurologia maquiavélica e ingénua: a Cavaco Silva não interessará precipitar os acontecimentos; a sua reeleição será natural se Sócrates tiver feito um bom trabalho sob a sua batuta, o que quer dizer que o Governo socialista estará provavelmente já a cumprir seu segundo mandato. Não interessará ao PS candidatar um peso-pesado contra o Presidente, cujos níveis de aprovação serão muito bons. Depois de dois mandatos sucessivos— e, esperemos, bem sucedidos—, Sócrates poderá ir a votos com António Borges, com projectos politíticos competitivos e modernos, sabendo que seja quem for eleito terá toda a cobertura presidencial para fazer um bom trabalho (ou morrer tentando), na recta final do segundo mandato de Cavaco Silva.

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