Abertura do Partido à sociedade é uma prioridade
A Quinta da Tapada, em Casais, foi o local escolhido para a tomada de posse do Conselho Consultivo do PSD Lousada, que se realizou na passada sexta-feira, dia 25. Este órgão, presidido por Adriano Rafael Moreira, deputado na Assembleia da República, integra elementos de várias áreas profissionais e tem como principal objectivo uma maior abertura do partido à sociedade.
Gaspar Ribeiro, presidente do PSD Lousada, acredita que o debate ajudará a criar um projecto ganhador. “Queremos uma sala como esta, onde possamos criar debates, ouvir o maior número de pessoas possível. Há um ciclo político que terminará em 2013 em Lousada”, afirmou.
“A cultura da mentira, do engano e da ilusão tem de acabar”
A constituição do Conselho Consultivo é o início de um projeto que pretende dar um novo rumo a Lousada, ao apresentar ideias para o desenvolvimento efetivo do Concelho, que, na opinião de Adriano Rafael Moreira, sofre com a “cultura da mentira, do engano e da ilusão”. Segundo o deputado, o executivo camarário realizou obras que levaram ao endividamento da autarquia, pelo que os próximos tempos serão de dura austeridade para os lousadenses. Para o partido socialista, “o importante é fazer obras, sem se questionar a população se realmente as quer pagar”, rematou.
“O executivo esquece as freguesias e ignora os presidentes de junta”
A realização de obras de grande envergadura, como o complexo desportivo, o estádio e a reabilitação urbana, obedecem a uma lógica que Leonel Vieira, vereador eleito pela coligação Lousada Viva, classifica de centralista, pois deixa de lado as freguesias que integram o Concelho. O Vereador acrescenta ao rol de críticas o facto de a atual gestão não ter uma política de captação de investimento e de estar a traçar um rumo errado na área da educação, ao construir centros escolares sem um planeamento prévio, pelo que nos próximos anos é expectável que encontremos muitas salas sem alunos. “Existem já 45 salas com turmas mistas, o que é antipedagógico”, rematou.
Para Leonel Vieira, a fatura a pagar pelos erros do passado é elevada, pelo que cabe ao PSD apresentar um projecto que minimize os efeitos das más opções e trace para Lousada um caminho diferente, pois “a este ritmo a receita da Câmara dará para pagar aos funcionários, amortizar empréstimos e pouco mais”. Segundo o Vereador, o projecto autárquico para 2013 deverá assentar na boa gestão dos recursos, na definição de prioridades, captação de investimento para gerar emprego, potenciação dos equipamentos e construção de outros que sejam efectivamente úteis a todos os lousadenses”, concluiu.
Joaquim Bessa, líder da JSD de Lousada, aponta também o dedo à gestão autárquica, acusando o executivo de ter “uma política propagandística, esbanjando dinheiro que não tem, fazendo obras sem planeamento, que não vão ao encontro das necessidades do Concelho”, afirmou. O líder da JSD terminou o seu discurso dizendo que não quer isto para si nem para a sua geração.
“O contacto entre o Partido e a população é fundamental”
Virgílio Macedo, presidente da distrital do PSD Porto, salientou como fator essencial para a vitória em 2013 a união em torno de um projecto para Lousada, considerando a criação do Conselho Consultivo um passo determinante para o sucesso, pois o contacto entre o Partido e a população é fundamental. “Estou convicto que aqui em Lousada estamos a construir um projecto ganhador para o Concelho”, afirmou.
Falando da conjuntura nacional, que afeta a política local, o líder social-democrata considerou ainda que a realidade é complicada, mas lembrou que o único caminho para ultrapassar as dificuldades presentes é o que está a ser traçado. “É isso que temos de explicar às pessoas. O PS pediu ajuda externa em Março, quando já só tinha dinheiro para pagar aos funcionários públicos até Junho”, diz, acrescentando que “hoje as instituições têm uma visão de Portugal diferente da que tinham há alguns meses atrás”.
jlusada
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Abertura do Partido à sociedade é uma prioridade
A Quinta da Tapada, em Casais, foi o local escolhido para a tomada de posse do Conselho Consultivo do PSD Lousada, que se realizou na passada sexta-feira, dia 25. Este órgão, presidido por Adriano Rafael Moreira, deputado na Assembleia da República, integra elementos de várias áreas profissionais e tem como principal objectivo uma maior abertura do partido à sociedade.
Gaspar Ribeiro, presidente do PSD Lousada, acredita que o debate ajudará a criar um projecto ganhador. “Queremos uma sala como esta, onde possamos criar debates, ouvir o maior número de pessoas possível. Há um ciclo político que terminará em 2013 em Lousada”, afirmou.
“A cultura da mentira, do engano e da ilusão tem de acabar”
A constituição do Conselho Consultivo é o início de um projeto que pretende dar um novo rumo a Lousada, ao apresentar ideias para o desenvolvimento efetivo do Concelho, que, na opinião de Adriano Rafael Moreira, sofre com a “cultura da mentira, do engano e da ilusão”. Segundo o deputado, o executivo camarário realizou obras que levaram ao endividamento da autarquia, pelo que os próximos tempos serão de dura austeridade para os lousadenses. Para o partido socialista, “o importante é fazer obras, sem se questionar a população se realmente as quer pagar”, rematou.
“O executivo esquece as freguesias e ignora os presidentes de junta”
A realização de obras de grande envergadura, como o complexo desportivo, o estádio e a reabilitação urbana, obedecem a uma lógica que Leonel Vieira, vereador eleito pela coligação Lousada Viva, classifica de centralista, pois deixa de lado as freguesias que integram o Concelho. O Vereador acrescenta ao rol de críticas o facto de a atual gestão não ter uma política de captação de investimento e de estar a traçar um rumo errado na área da educação, ao construir centros escolares sem um planeamento prévio, pelo que nos próximos anos é expectável que encontremos muitas salas sem alunos. “Existem já 45 salas com turmas mistas, o que é antipedagógico”, rematou.
Para Leonel Vieira, a fatura a pagar pelos erros do passado é elevada, pelo que cabe ao PSD apresentar um projecto que minimize os efeitos das más opções e trace para Lousada um caminho diferente, pois “a este ritmo a receita da Câmara dará para pagar aos funcionários, amortizar empréstimos e pouco mais”. Segundo o Vereador, o projecto autárquico para 2013 deverá assentar na boa gestão dos recursos, na definição de prioridades, captação de investimento para gerar emprego, potenciação dos equipamentos e construção de outros que sejam efectivamente úteis a todos os lousadenses”, concluiu.
Joaquim Bessa, líder da JSD de Lousada, aponta também o dedo à gestão autárquica, acusando o executivo de ter “uma política propagandística, esbanjando dinheiro que não tem, fazendo obras sem planeamento, que não vão ao encontro das necessidades do Concelho”, afirmou. O líder da JSD terminou o seu discurso dizendo que não quer isto para si nem para a sua geração.
“O contacto entre o Partido e a população é fundamental”
Virgílio Macedo, presidente da distrital do PSD Porto, salientou como fator essencial para a vitória em 2013 a união em torno de um projecto para Lousada, considerando a criação do Conselho Consultivo um passo determinante para o sucesso, pois o contacto entre o Partido e a população é fundamental. “Estou convicto que aqui em Lousada estamos a construir um projecto ganhador para o Concelho”, afirmou.
Falando da conjuntura nacional, que afeta a política local, o líder social-democrata considerou ainda que a realidade é complicada, mas lembrou que o único caminho para ultrapassar as dificuldades presentes é o que está a ser traçado. “É isso que temos de explicar às pessoas. O PS pediu ajuda externa em Março, quando já só tinha dinheiro para pagar aos funcionários públicos até Junho”, diz, acrescentando que “hoje as instituições têm uma visão de Portugal diferente da que tinham há alguns meses atrás”.
jlusada